Petróleo so­be com re­du­ção de per­fu­ra­ções nos EUA

Pro­du­to­res nor­te-americanos sus­pen­de­ram o tra­ba­lho em se­te pla­ta­for­mas re­du­zin­do as pre­o­cu­pa­ções do au­men­to

Jornal de Economia & Financas - - Mercados -

Ope­tró­leo es­tá a su­bir im­pul­si­o­na­do pe­la re­du­ção da ac­ti­vi­da­de de per­fu­ra­ção nos EUA e pe­la es­pe­cu­la­ção de que es­te país pos­sa vol­tar a im­por san­ções ao Irão.

O petróleo co­me­çou a su­bir des­de se­gun­da-fei­ra, 2 de Abril, es­ti­mu­la­do pe­la re­du­ção da ac­ti­vi­da­de de per­fu­ra­ção por par­te dos ex­plo­ra­do­res americanos e tam­bém pe­la es­pe­cu­la­ção de que os EUA pos­sam vol­tar a im­por san­ções ao Irão, um dos mem­bros da Or­ga­ni­za­ção dos Paí­ses Ex­por­ta­do­res de Petróleo (OPEP), de acor­do com a Blo­om­berg.

O brent do Mar do Nor­te so­biu 0,61 por cen­to pa­ra 69,76 dó­la­res por bar­ril, en­quan­to o West Te­xas In­ter­me­di­a­te (WTI) ne­go­ci­a­do em Nova Ior­que, ganha 0,42 pa­ra 65,20 dó­la­res.

Os pro­du­to­res dos EUA sus­pen­de­ram o tra­ba­lho em se­te pla­ta­for­mas na se­ma­na pas­sa­da, o que aca­bou por re­du­zir as pre­o­cu­pa­ções do au­men­to de pro­du­ção da ma­té­ria-pri­ma. A con­tri­buir pa­ra es­ta su­bi­da es­tá igual­men­te um pos­sí­vel re­gres­so das san­ções ao Irão, membro da OPEP. Is­to nu­ma al­tu­ra em que Do­nald Trump no­me­ou vá­ri­os no­vos mem­bros do go­ver­no ame­ri­ca­no que têm de­fen­di­do uma po­si­ção mais rí­gi­da re­la­ti­va­men­te ao Irão, se­gun­do a Blo­om­berg.

Ape­sar disto, per­ma­ne­cem as pre­o­cu­pa­ções de um po­ten­ci­al au­men­to na pro­du­ção pe­tro­lí­fe­ra ame­ri­ca­na, que des­de o iní­cio de Fe­ve­rei­ro su­pe­rou se­ma­nal­men­te os 10 mi­lhões de bar­ris, um fac­to que po­de­rá mi­nar os es­for­ços da OPEP em equi­li­brar o mer­ca­do pe­tro­lí­fe­ro.

Ru­sal cai qu­a­se 50 por cen­to

O no­vo pa­co­te de san­ções apli­ca­do por Washing­ton a um con­jun­to de oli­gar­cas e em­pre­sas rus­sas es­tá a pro­vo­car for­tes per­das na bol­sa rus­sa.

A Ru­sal per­deu qu­a­se me­ta­de do seu va­lor bol­sis­ta de­pois de ser in­cluí­da na lis­ta de san­ções nor­te-ame­ri­ca­nas. A bol­sa rus­sa es­tá a afun­dar mais de 8 por cen­to. O ru­blo des­li­za 2,5.

Afun­dou qu­a­se 47 por cen­to na bol­sa rus­sa e 50 na bol­sa de Hong Kong. Es­te é o re­tra­to da negociação bol­sis­ta da pro­du­to­ra de alu­mí­nio rus­sa Ru­sal na ses­são des­ta se­gun­da-fei­ra, 9 de Abril. Na quar­ta-fei­ra fo­ram tran­sac­ci­o­na­dos per­to de 43 mi­lhões de tí­tu­los ac­ci­o­nis­tas da em­pre­sa, o que com­pa­ra com a mé­dia diá­ria dos úl­ti­mos seis me­ses de cer­ca de 3,2 mi­lhões de ac­ções. Quin­ta-fei­ra, já de­pois do anún­cio das san­ções, fo­ram ne­go­ci­a­dos mais de 30 mi­lhões de ac­ções.

A Ru­sal é o exem­plo mais sa­li­en­te da vaga de for­tes que­das que atin­giu o mer­ca­do bol­sis­ta rus­so de­pois da nova on­da de san­ções anun­ci­a­da na sex­ta-fei­ra pas­sa­da pe­las au­to­ri­da­des dos Es­ta­dos Unidos, des­ti­na­da a atin­gir al­guns dos mai­o­res oli­gar­cas rus­sos e em­pre­sas do país.

E a Ru­sal não é ca­so úni­co na Rús­sia. A bol­sa rus­sa des­li­za 8,25 por cen­to, ten­do che­ga­do a per­der 9,5. Já o ru­blo es­tá a cair 2,5 por cen­to contra o dó­lar.

SCOTT HEPPELL / AFP

Per­ma­ne­cem as pre­o­cu­pa­ções de um po­ten­ci­al au­men­to na pro­du­ção pe­tro­lí­fe­ra des­de o iní­cio de Fe­ve­rei­ro

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.