Ministério da Cons­tru­ção vai aper­tar cer­co à qua­li­da­de na exe­cu­ção de obras pú­bli­cas

Sec­tor reu­niu no Soyo pa­ra tra­çar es­tra­té­gia on­de o des­ta­que re­cai pa­ra o re­for­ço dos cri­té­ri­os téc­ni­cos nu­ma al­tu­ra em que o Exe­cu­ti­vo quer fa­zer o ca­das­tro de to­dos os edi­fí­ci­os e do seu es­ta­do de con­ser­va­ção

Jornal de Economia & Financas - - Infra-estruturas -

Ane­ces­si­da­de de se im­pri­mir mai­or qua­li­da­de na exe­cu­ção de obras pú­bli­cas foi re­al­ça­da, na pas­sa­da ter­ça-fei­ra, na ci­da­de do Soyo, pro­vín­cia do Zai­re, pe­lo mi­nis­tro da Cons­tru­ção e Obras Pú­bli­cas, Ma­nu­el Ta­va­res de Al­mei­da.

Fa­lan­do na aber­tu­ra do pri­mei­ro Con­se­lho Con­sul­ti­vo Alargado do Ministério da Cons­tru­ção e Obras Pú­bli­cas, re­fe­riu que os projectos de­vem obe­de­cer a cri­té­ri­os de qua­li­da­de téc­ni­ca que aten­dem às ne­ces­si­da­des das po­pu­la­ções pa­ra ho­ri­zon­tes tem­po­rais, pe­lo que tais ac­ções de­vem re­flec­tir-se nas es­tra­das, pon­tes, edi­fi­ca­ções e ou­tras in­fra-es­tru­tu­ras pú­bli­cas em exe­cu­ção ou a exe­cu­tar no país.

Lem­brou que, a vi­da útil de uma in­fra-es­tru­tu­ra de­pen­de da sua ma­nu­ten­ção e con­ser­va­ção, pa­ra além da qua­li­da­de do pro­jec­to e na sua exe­cu­ção, ten­do de­fen­di­do a mo­ni­to­ria de ca­da eta­pa des­te pro­gra­ma por en­ge­nhei­ros na ma­té­ria, li­ga­dos ao Ins­ti­tu­to de Es­tra­das de An­go­la (INEA). Por ou­tro la­do, ad­vo­gou, a con­ser­va­ção e pre­ser­va­ção do his­tó­ri­co de ca­da via ro­do­viá­ria, pa­ra fu­tu­ros es­tu­dos de ca­so e dos no­vos projectos em cur­so a ní­vel do seu ministério.

No âm­bi­to da im­ple­men­ta­ção do po­der lo­cal, dis­se, o Inea e as di­rec­ções pro­vin­ci­ais das Obras Pú­bli­cas de­ve­rão ser do­ta­das de ca­pa­ci­da­de pa­ra fa­zer in­ter­ven­ções ime­di­a­tas de ma­nu­ten­ção e con­ser­va­ção das es­tra­das se­cun­dá­ri­as e ter­ciá­ri­as.

“É inaceitável nos tem­pos ac­tu­ais, em que se pro­jec­tam as au­tar­qui­as, que se recorra as es­tru­tu­ras cen­trais do sec­tor pa­ra tapar buracos que nas­cem e sur­gem di­a­ri­a­men­te nas es­tra­das ou cor­tar ca­pim que in­va­de os tro­ços, es­tan­ca­men­tos de pe­que­nas ra­vi­nas, cons­tru­ção de pe­que­nas pon­tes e pas­sa­gens hi­dráu­li­cas”, vin­cou Ma­nu­el Ta­va­res de Al­mei­da.

O go­ver­nan­te dis­se te­rem si­do re­gis­ta­dos, nos úl­ti­mos seis me­ses, im­por­tan­tes ac­ções que di­na­mi­za­ram o de­sem­pe­nho do sec­tor no de­sen­vol­vi­men­to do país, no âm­bi­to do pro­ces­so de re­es­tru­tu­ra­ção do ministério que di­ri­ge.

Con­si­de­rou fun­da­men­tal a apro­va­ção, em Con­se­lho de Ministros, do es­ta­tu­to or­gâ­ni­co do ministério com dois ele­men­tos no­vos, no­me­a­da­men­te

É INACEITÁVEL NOS TEM­POS AC­TU­AIS, QUE SE RECORRA ÀS ES­TRU­TU­RAS CEN­TRAIS PA­RA TAPAR BURACOS

a cri­a­ção do Ga­bi­ne­te de Ges­tão de Con­tra­tos e do Con­se­lho Téc­ni­co de Obras Pú­bli­cas.

Rei­te­rou a im­por­tân­cia do Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal das Obras Pú­bli­cas, na qua­li­da­de de ór­gão re­gu­la­men­ta­dor da ac­ti­vi­da­de de en­ge­nha­ria, as­sim co­mo do pa­pel do La­bo­ra­tó­rio de En­ge­nha­ria de An­go­la (LEA), in­cum­bi­do de cer­ti­fi­car a qua­li­da­de das obras.

O go­ver­nan­te re­fe­riu-se tam­bém a even­tu­ais con­fli­tos na de­fi- ni­ção das atri­bui­ções en­tre o Fun­do Ro­do­viá­rio (FR) e o Ins­ti­tu­to de Es­tra­das de An­go­la (LEA), no que diz res­pei­to a exe­cu­ção das ta­re­fas ati­nen­tes a con­ser­va­ção e ma­nu­ten­ção das es­tra­das, fri­san­do que es­te fac­to tem im­pli­ca­ções di­rec­tas na de­gra­da­ção de al­gu­mas es­tra­das do país por fal­ta de ma­nu­ten­ção. Os edi­fí­ci­os em mau es­ta­do de con­ser­va­ção e que cor­rem o ris­co de de­sa­bar co­me­çam, em bre­ve, a ser in­ven­ta­ri­a­dos e ca­ta­lo­ga­dos pe­lo Ministério da Cons­tru­ção e Obras Pú­bi­cas, em co­or­de­na­ção com ou­tros or­ga­nis­mos.

De acor­do com um des­pa­cho Pre­si­den­ci­al pu­bli­ca­do em Diá­rio da Re­pú­bli­ca, de 06 de Abril, o Exe­cu­ti­vo, ad­mi­te a ne­ces­si­da­de de se fa­zer o ca­das­tro de to­dos os edi­fí­ci­os e do seu es­ta­do de con­ser­va­ção, in­clu­si­ve os ad­qui­ri­dos pe­lo Es­ta­do no ex­te­ri­or do país, que são uti­li­za­dos pe­las re­pre­sen­ta­ções di­plo­má­ti­cas.

O pri­mei­ro Con­se­lho Con­sul­ti­vo do sec­tor re­fe­ren­te ao ano de 2018 de­cor­re sob o le­ma “Di­na­mi­za­mos a cul­tu­ra da ma­nu­ten­ção e con­ser­va­ção das in­fra-es­tru­tu­ras úbli­cas”.

ARÃO MAR­TINS | EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO | HUÍ­LA

Mi­nis­tro da Cons­tru­ção acom­pa­nha­do pe­lo go­ver­na­dor da Huí­la vi­si­ta obras

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