Bié ne­ces­si­ta de 40 megawatts de energia eléc­tri­ca

Go­ver­na­dor lo­cal as­se­gu­ra que a si­tu­a­ção es­ta­rá ul­tra­pas­sa­da com a che­ga­da em No­vem­bro da li­nha de trans­por­te que vem de Laú­ca

Jornal de Economia & Financas - - Infra-estruturas -

A pro­vín­cia do Bié pre­ci­sa de 40 megawatts de energia eléc­tri­ca pa­ra res­pon­der às ne­ces­si­da­des da po­pu­la­ção e, fun­da­men­tal­men­te, do sec­tor in­dus­tri­al, in­for­mou, na pas­sa­da ter­ça-fei­ra, no mu­ni­cí­pio de Ca­ta­bo­la, o go­ver­na­dor, Ál­va­ro Ma­nu­el de Bo­a­vi­da Ne­to.

Em de­cla­ra­ções à An­gop, o go­ver­nan­te dis­se que a si­tu­a­ção po­de­rá ser ul­tra­pas­sa­da com a che­ga­da em No­vem­bro des­te ano, 2018, à re­gião pla­nál­ti­ca do Bié (Cen­tro de An­go­la), da energia da Bar­ra­gem de Laú­ca (Ma­lan­je), cu­ja cons­tru­ção da li­nha de trans­por­ta­ção es­tá em cur­so.

Ál­va­ro Ma­nu­el de Bo­a­vi­da Ne­to as­se­gu­rou ain­da que, no prin­cí­pio de 2019, os mu­ni­cí­pi­os de Ca­ta­bo­la e Ca­ma­cu­pa vão igual­men­te be­ne­fi­ci­ar de cor­ren­te eléc­tri­ca da li­nha de trans­por­ta­ção de Laú­ca, ad­mi­tin­do que, o sec­tor in­dus­tri­al nes­tas co­mu­ni­da­des e não só, se­rão ala­van­ca­dos. Ac­tu­al­men­te, a ci­da­de do Cui­to re­ce­be cer­ca de qua­tro megawatts de energia eléc­tri­ca da Bar­ra­gem do Go­ve (Bié) e da cen­tral tér­mi­ca ins­ta­la­da em Ka­lu­a­pan­da, 10 qui­ló­me­tros a Sul da ci­da­de, er­gui­da em 2013, su­por­ta­do por qua­tro ge­ra­do­res mo­der­nos de 2.5 megawatts ca­da, (ini­ci­al­men­te com ca­pa­ci­da­de pa­ra cin­co mil li­ga­ções).

O em­pre­en­di­men­to cus­tou ao Es­ta­do 28 mi­lhões de dó­la­res nor­te-americanos. Ac­tu­al­men­te fun­ci­o­nam ape­nas dois. Os res­tan­tes mu­ni­cí­pi­os e co­mu­nas são ilu­mi­na­dos, atra­vés de gru­pos ge­ra­do­res.

O Ministério da Energia e Águas de­ter­mi­nou uma li­nha de al­ta ten­são de 400 qui­lo­volts, que par­tem de Laú­ca pa­ra for­ne­cer energia às pro­vín­ci­as do Bié, Hu­am­bo e Cu­an­za Sul. A cons­tru­ção da li­nha es­tá apra­za­da pa­ra Se­tem­bro pró­xi­mo.

A pro­vín­cia do Bié, cen­tro de An­go­la, tem uma po­pu­la­ção es­ti- ma­da em um mi­lhão 450.225 ha­bi­tan­tes, que be­ne­fi­cia de 22 megawatts de po­tên­cia, pro­du­zi­dos por cen­trais ter­mo-eléc­tri­cas e pe­la Bar­ra­gem do Go­ve, si­tu­a­da na pro­vín­cia do Hu­am­bo.

O Go­ver­no do Bié es­tá a efec­tu­ar um es­tu­do pa­ra a pro­du­ção de energia eléc­tri­ca atra­vés da cons­tru­ção de pe­que­nas cen­trais hí­dri­cas, cons­tru­ção de sis­te­ma so­lar e energia eó­li­ca - que é des­fa­vo­rá­vel de­vi­do às ca­rac­te­rís­ti­cas da des­lo­ca­ção do ar na re­gião.

Até 2017, se­gun­do fon­tes do JE, o sec­tor da energia dis­pu­nha de 20.528 li­ga­ções do­mi­ci­li­a­res, 19.304 con­su­mi­do­res, 100 qui­ló­me­tros de re­de de mé­dia ten­são e 204 de baixa ten­são e pro­duz ape­nas 20 mw de energia, dos quais 14,7 de ge­ra­do­res e seis pro­ve­ni­en­tes da Bar­ra­gem do Go­ve (Hu­am­bo), nú­me­ros ain­da aquém das pers­pec­ti­vas.

EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

O Bié be­ne­fi­cia de 22 MW das cen­trais tér­mi­cas e pe­la Bar­ra­gem do Go­ve

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