Li­cen­ça dis­ci­pli­nar tem obri­ga­to­ri­e­da­de le­gal

Du­ran­te o pe­río­do de fé­ri­as a re­mu­ne­ra­ção do tra­ba­lha­dor é ga­ran­ti­da pe­la en­ti­da­de pa­tro­nal

Jornal de Economia & Financas - - Gestão - Car­los Cardoso

Ao tra­ba­lha­dor é con­fe­ri­do um di­rei­to em ca­da ano ci­vil, a um pe­río­do de fé­ri­as re­mu­ne­ra­das, que re­por­tam ao tra­ba­lho pres­ta­do no ano an­te­ri­or, ven­cen­do no dia 1 de Ja­nei­ro de ca­da ano, sal­vo no que res­pei­ta às fé­ri­as re­por­ta­das ao ano de ad­mis­são ao tra­ba­lho, em que o di­rei­to ven­ce no dia 1 de Ju­lho.

As fé­ri­as, des­ti­nam-se à pos­si­bi­li­tar ao tra­ba­lha­dor con­di­ções de re­cu­pe­ra­ção fí­si­ca e psí­qui­ca de des­gas­te pro­vo­ca­da pe­la pres­ta­ção do tra­ba­lho e a per­mi­tir-lhe con­di­ções de in­tei­ra dis­po­ni­bi­li­da­de pes­so­al, in­te­gra­ção na vi­da fa­mi­li­ar e de par­ti­ci­pa­ção so­ci­al e cul­tu­ral, sendo um di­rei­to ir­re­nun­ciá­vel, e o seu go­zo efec­ti­vo não po­de ser subs­ti­tuí­do por qual­quer com­pen­sa­ção eco­nó­mi­ca ou de ou­tra na­tu­re­za, mes­mo a pe­di­do ou com o acor­do do tra­ba­lha­dor. A lei vi­gen­te pre­vê um pe­río­do de 22 di­as úteis em ca­da ano ci­vil, sendo es­te pe­río­do ob­jec­to de re­du­ção em con­sequên­cia de fal­tas in­jus­ti­fi­ca­das ao tra­ba­lho. A mar­ca­ção do pe­río­do de fé­ri­as de­ve ser fei­ta por acor­do en­tre tra­ba­lha­dor e em­pre­ga­dor ou no ca­so de im­pos­si­bi­li­da­de de acor­do, de­ci­di­da pelo em­pre­ga­dor. Sem­pre que por im­pe­ri­o­sa ne­ces­si­da­de de fun­ci­o­na­men­to da em­pre­sa se im­pu­ser o adi­a­men­to das fé­ri­as mar­ca­das ou a sus­pen­são do go­zo das mes­mas, o tra­ba­lha­dor de­ve ser in­dem­ni­za­do das des­pe­sas re­a­li­za­das e pre­juí­zos materiais so­fri­dos com o adi­a­men­to ou sus­pen­são, sendo que a sus­pen­são não po­de im­pe­dir o go­zo se­gui­do de 10 di­as úteis com­ple­tos.

O pe­río­do de fé­ri­as de­ve ser al­te­ra­do sem­pre que o tra­ba­lha­dor na da­ta mar­ca­da es­ti­ver tem­po­ra­ri­a­men­te im­pe­di­do por fac­to que lhe se­ja im­pu­tá­vel, de­sig­na­da­men­te do­en­ça ou cumprimento de obri­ga­ções le­gais. Se o tra­ba­lha­dor ado­e­cer du­ran­te o go­zo de fé­ri­as, é o go­zo sus­pen­so des­de que o em­pre­ga­dor se­ja de ime­di­a­to in­for­ma­do da si­tu­a­ção de do­en­ça com apre­sen­ta­ção do do­cu­men­to com­pro­va­ti­vo, pas­sa­do ou con­fir­ma­do pe­los ser­vi­ços ofi­ci­ais de saú­de.

DR

O pe­río­do de fé­ri­as é fun­da­men­tal­men­te de­di­ca­do ao re­pou­so e la­zer

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