Rús­sia jo­ga com 1,5 mi­lhão de tu­ris­tas

Cam­pe­o­na­to de 2018 te­rá pou­co im­pac­to eco­nó­mi­co mas per­mi­tiu o alar­ga­men­to dos ae­ro­por­tos de Mos­co­vo e a me­lho­ria nos ser­vi­ços de transporte

Jornal de Economia & Financas - - Primeira Página - Car­los Cardoso

A par­tir de 14 de Junho, pró­xi­ma quinta-feira (14), ini­cia o Mun­di­al de Fu­te­bol - Rús­sia/2018. São 32 se­lec­ções, den­tre as quais 5 afri­ca­nas. O even­to mo­bi­li­zou 10 mil mi­lhões de euros. Es­pe­ram-se 1,5 mi­lhão de tu­ris­tas, sendo que se ven­de­ram to­dos 3,2 mi­lhões de bi­lhe­tes.

Abo­la­vai­ro­lar,mas a eco­no­mia vai man­ter-se pra­ti­ca­men­te igual. É o que re­ve­la um es­tu­do da Moody´s que pre­vê um cur­to be­ne­fí­cio eco­nó­mi­co pa­ra a Rús­sia, o país an­fi­trião do Mun­di­al de 2018. “Os jo­gos só vão du­rar um mês e o as­so­ci­a­do es­tí­mu­lo eco­nó­mi­co se­rá li­mi­ta­do em com­pa­ra­ção com o ta­ma­nho da eco­no­mia Russa de 1,3 mil mi­lhões de dó­la­res (309 mil mi­lhões de kwanzas)”, afir­ma Kris­tin Lin­dow, ana­lis­ta da Moody´s, as­si­na­lan­do que a agên­cia de no­ta­ção fi­nan­cei­ra não irá dar uma con­tri­bui­ção sig­ni­fi­ca­ti­va pa­ra o cres­ci­men­to eco­nó­mi­co da Rús­sia. A Moody´s es­ti­ma que os in­ves­ti­men­tos com o Mun­di­al ape­nas re­pre­sen­tam 1 por cen­to do to­tal dos in­ves­ti­men­tos no país. Pa­ra a agên­cia, o even­to te­rá im­pac­to in­fe­ri­or ao dos Jo­gos Olímpicos de Inverno em 2014.

Ainda as­sim, exis­tem fac­to­res po­si­ti­vos. Um de­les é que as ci­da­des an­fi­triãs Têm me­lho­ra­do os seus ser­vi­ços de transporte e de in­fra-es­tru­tu­ras, o que deu um im­pul­so no sec­tor de cons­tru­ção Rus­so. Es­sa nova in­fra-es­tru­tu­ra irá ge­rar mais re­cei­ta fis­cal e di­mi­nui­rá a ne­ces­si­da­de de in­ves­ti­men­tos no fu­tu­ro. Con­tu­do es­ses in­ves­ti­men­tos tam­bém sig­ni­fi­cam que tem­po­ra­ri­a­men­te, as fi­nan­ças de al­gu­mas re­giões co­mo São Pe­ters­bur­go, fi­ca­ram mais dé­beis e a dí­vi­da au­men­tou con­si­de­ra­vel­men­te.

Um dos be­ne­fí­ci­os que de­ve­rá ser mais du­ra­dou­ro é o alar­ga­men­to dos ae­ro­por­tos de Mos­co­vo, que as­sim fi­cam me­lhor pre­pa­ra­dos pa­ra re­ce­ber mai­or flu­xo de pas­sa­gei­ros, mes­mo de­pois do even­to. Além dis­so, o au­men­to de tu­ris­tas irá be­ne­fi­ci­ar as con­tas ex­ter­nas Rus­sas, que já são po­si­ti­vas. A ní­vel das mar­cas, a Moody´s pre­vê que o im­pac­to po­si­ti­vo da ex­po­si­ção me­diá­ti­ca se­ja sen­ti­do pe­la Co­ca-Co­la, Adi­das, Buswei­ser e McDo­nald’s.

MUN­DI­AL 2018 TE­RÁ UM IM­PAC­TO ME­NOR DO QUE OS JO­GOS OLÍMPICOS DE INVERNO DE 2014

DR

Es­tá­dio Are­na de São Pe­ters­bur­go me­re­ceu o mai­or in­ves­ti­men­to en­tre as in­fra-es­tru­tu­ras do cam­pe­o­na­to.

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