Va­lo­res das apos­tas so­bem no Mun­di­al

Jornal de Economia & Financas - - Primeira Página - Carlos Car­do­so

Os quar­tos de fi­nais do Mun­di­al da Rús­sia ini­ci­am ho­je e já crescem o avo­lu­mar das apos­tas em tor­no dos re­sul­ta­dos dos em­par­cei­ra­men­tos e pos­sí­vel ven­ce­dor da com­pe­ti­ção. São mi­lhões de dó­la­res pa­ra a dis­pu­ta en­tre os apos­ta­do­res. O PIB das oi­to equi­pas em jo­go to­ta­li­za 14 tri­liões de dó­la­res.

O mun­di­al de fu­te­bol en­trou na sua fa­se der­ra­dei­ra e com ela o avo­lu­mar das apos­tas em tor­no dos re­sul­ta­dos dos em­par­cei­ra­men­tos e pos­sí­vel ven­ce­dor da com­pe­ti­ção. Es­pe­ra-se que as ca­sas de apos­tas fac­tu­rem ele­va­das so­mas ca­so os apon­ta­dos po­ten­ci­ais can­di­da­tos não lo­grem ven­cer a pro­va. Ana­lis­tas de­fen­dem que o Mun­di­al é uma óp­ti­ma opor­tu­ni­da­de pa­ra ca­sas de apos­tas co­mo a Paddy Power Bet­fair, a GVC Hol­dings e a Wil­li­am Hill an­ga­ri­a­rem cli­en­tes on­li­ne. Mas aqui­lo que te­rá mais in­fluên­cia so­bre o seu de­sem­pe- nho fi­nan­cei­ro a cur­to pra­zo são, pro­va­vel­men­te, os re­sul­ta­dos dos pró­pri­os jo­gos. Se o Bra­sil er­guer o tro­féu a 15 de Ju­lho, as ca­sas de apos­tas po­dem aca­bar por ser for­te­men­te pe­na­li­za­das. Co­mo a mai­o­ria das gran­des ca­sas de apos­tas tem se­de no Rei­no Uni­do, uma vi­tó­ria da In­gla­ter­ra tam­bém sai­ria ca­ra. En­tre­tan­to, quan­to mais tem­po a se­lec­ção in­gle­sa se man­ti­ver no tor­neio, mai­or se­rá a fac­tu­ra­ção das ope­ra­do­ras bri­tâ­ni­cas de ba­res, co­mo a Gre­e­ne King, es­ti­man­do-se que pos­sam re­gis­tar um au­men­to de 2 a 3 por cen­to das ven­das no tri­mes­tre. As ca­sas de apos­tas be­ne­fi­ci­a­rão com re­sul­ta­dos ines­pe­ra­dos e jo­gos em­pa­ta­dos,ma­so­ex­ces­so­de­vi­tó­ri­as de equi­pas apon­ta­das co­mo fa­vo­ri­tas, co­mo o Bra­sil, se­rá um re­vés. O vo­lu­me de apos­tas de­ve­rá su­bir. A Bet­fair di­vul­gou “ní­veis for­tes de ac­ti­vi­da­de” e es­pe­ra re­ce­ber 2,5 mil mi­lhões de li­bras (cer­ca de 2,85 mil mi­lhões de euros) em apos­tas. A aus­tra­li­a­na Tab­corp Hol­dings po­de ver as su­as re­cei­tas au­men­ta­rem em 140 mi­lhões de dó­la­res aus­tra­li­a­nos (cer­ca de 90 mi­lhões de euros) com a com­pe­ti­ção, aci­ma dos 126 mi­lhões da edi­ção de 2014. A fa­bri­can­te do equi­pa­men­to da se­lec­ção ven­ce­do­ra pro­va­vel­men­te tam­bém se­rá be­ne­fi­ci­a­da. No úl­ti­mo Mun­di­al, em 2014, a Adi­das ven­deu mais de 8 mi­lhões de camisolas, in­cluin­do 2 mi­lhões com as co­res da cam­peã Ale­ma­nha.

MBAPÉ, NEY­MAR, SUAREZ, RAKITIC, BERG, KA­NE, LU­KA­KU E CHERYSHEV POS­TOS À PRO­VA. QUAR­TOS DE FI­NAL CO­ME­ÇAM HO­JE COM O CON­FRON­TO URU­GUAI-FRAN­ÇA

Trans­mis­são ao vivo e ca­si­nos

O Twit­ter de­ve­rá ser be­ne­fi­ci­a­do de­pois de ter fe­cha­do uma par­ce­ria com a Fox Sports pa­ra mos­trar os me­lho­res mo­men­tos do Mun­di­al qua­se em tem­po re­al. O cam­pe­o­na­to des­te ano po­de ser um ne­gó­cio mui­to mai­or pa­ra o Twit­ter do que o de 2014, qu­an­do o even­to con­tri­buiu com cer­ca de 24 mi­lhões de dó­la­res em re­cei­tas no II tri­mes­tre. Em sen­ti­do con­trá­rio, o Mun­di­al po­de ser um fac­tor ne­ga­ti­vo, no cur­to pra­zo, pa­ra sec­to­res co­mo o dos ca­si­nos, que de­ve­rão sair a per­der en­quan­to a aten­ção e o di­nhei­ro dos apos­ta­do­res es­ti­ve­rem nou­tro sí­tio. Du­ran­te o úl­ti­mo cam­pe­o­na­to do Mun­do, em 2014, a re­cei­ta bru­ta de Macau com o jo­go di­mi­nuiu em Ju­nho e Ju­lho e não re­cu­pe­rou de­pois do tor­neio.

AFP

Se­lec­ções de Fran­ça e do Uru­guai defrontam-se ho­je às 15 ho­ras pa­ra os qua­tros de fi­nal e ne­nhu­ma é fa­vo­ri­ta

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.