“A ca­pa­ci­ta­ção em áre­as co­mo po­lí­ti­ca co­mer­ci­al é pri­o­ri­da­de”

Jornal de Economia & Financas - - Entrevista -

Quais os be­ne­fí­ci­os e fa­ci­li­da­des co­mer­ci­ais da­dos aos paí­ses-mem­bros e a har­mo­ni­za­ção das su­as po­lí­ti­cas pú­bli­cas?

A ca­pa­ci­ta­ção em áre­as co­mo po­lí­ti­ca co­mer­ci­al é uma das prin­ci­pais pri­o­ri­da­des da Commonwealth. Por exem­plo, pa­ra aju­dar os es­ta­dos me­no­res da Commonwealth, 31 dos quais são clas­si­fi­ca­dos co­mo pe­que­nos es­ta­dos, a Commonwealth tem um es­cri­tó­rio em Ge­ne­bra com as­ses­so­res co­mer­ci­ais, aos quais o Rei­no Uni­do se com­pro­me­teu a for­ta­le­cer du­ran­te a úl­ti­ma reu­nião de Che­fes de Go­ver­no da Commonwealth (CHOGM). Seu prin­ci­pal ob­je­ti­vo é apoi­ar os Es­ta­dos mem­bros a com­pre­en­der e man­tê-los in­for­ma­dos so­bre as dis­cus­sões na Or­ga­ni­za­ção Mun­di­al do Co­mér­cio.

Ti­ra-se al­gu­ma van­ta­gem pe­lo fac­to de os paí­ses da co­mu­ni­da­de bri­tâ­ni­ca res­pon­de­rem por cer­ca de 30 por cen­to do co­mér­cio mun­di­al?

Na co­mu­ni­da­de to­dos so­mos iguais. Ela cer­te­za ab­so­lu­ta que dá um fu­tu­ro mais prós­pe­ro foi um dos prin­ci­pais te­mas da reu­nião da Commonwealth des­te ano. Ao fi­nal da reu­nião, e pe­la pri­mei­ra vez, os lí­de­res to­ma­ram a de­ci­são unâ­ni­me de com­ba­ter o pro­tec­ci­o­nis­mo. Eles tam­bém lan­ça­ram vá­ri­as ini­ci­a­ti­vas pa­ra der­ru­bar bar­rei­ras ao co­mér­cio por meio da pro­mo­ção de pa­drões co­muns em to­da a Commonwealth, pa­ra re­sol­ver bar­rei­ras sis­te­má­ti­cas à par­ti­ci­pa­ção ple­na e igua­li­tá­ria da mu­lher na eco­no­mia, e pa­ra im­pul­si­o­nar o em­pre­go dos jo­vens por meio de um no­vo pro­gra­ma de es­tá­gi­os da Commonwealth.

Co­mo ava­lia as tro­cas co­mer­ci­ais en­tre os paí­ses do blo­co bri­tâ­ni­co e Áfri­ca?

Em pri­mei­ro lu­gar im­por­ta ex­pli­car que não é um blo­co Bri­tâ­ni­co. A Co­mu­ni­da­de não for­ça a in­te­gra­ção de mem­bros, mais sim os aju­da, aju­da em ter­mos de apro­xi­ma­ção po­lí­ti­ca, cul­tu­ral, que vai con­tri­buir na me­lho­ria das re­la­ções en­tre si, e com­pre­en­der co­mo fa­zer o co­mer­cio jun­tos.

As ci­mei­ras cons­ti­tu­em uma opor­tu­ni­da­de pa­ra se ex­por as po­ten­ci­a­li­da­des e atrair in­ves­ti­men­tos?

Ab­so­lu­ta­men­te. Na úl­ti­ma reu­nião dos che­fes de Es­ta­dos mem­bros, no to­tal de 46 paí­ses que par­ti­ci­pa­ram do cer­ta­me, de­no­mi­na­do (CHOGM), es­tes 46 che­fes de go­ver­no vi­si­ta­ram o Rei­no Uni­do e, pa­ra mui­tos, o co­mér­cio e os in­ves­ti­men­tos fo­ram os prin­ci­pais pon­tos da agen­da. Na cú­pu­la des­te ano, um Fó­rum de Ne­gó­ci­os foi uma das prin­ci­pais atra­cões. Is­so atraiu de­le­ga­dos, CEOs e em­pre­sá­ri­os de to­da a Commonwealth.

A CO­MU­NI­DA­DE NÃO FOR­ÇA A IN­TE­GRA­ÇÃO DE MEM­BROS, MAS SIM OS AJU­DA

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.