Bol­sas eu­ro­pei­as re­cu­pe­ram

A me­nor pre­o­cu­pa­ção fa­ce à si­tu­a­ção ita­li­a­na es­tá a le­var ao alí­vio dos ju­ros da dí­vi­da e das bol­sas no ve­lho con­ti­nen­te ape­sar de o PSI-20 ser ex­cep­ção de­vi­do às su­ces­si­vas per­das

Jornal de Economia & Financas - - Mercados -

As bol­sas eu­ro­pei­as re­cu­pe­ram, ex­cep­to o PSI-20 que des­ce há seis ses­sões. É o mai­or ci­clo de per­das des­de Fe­ve­rei­ro des­te ano. A bol­sa na­ci­o­nal es­tá a cair mais de meio por cen­to, acu­mu­lan­do seis ses­sões con­se­cu­ti­vas de que­das e ne­go­ci­an­do em mí­ni­mos de 30 de Maio, um dos pi­o­res di­as da cri­se po­lí­ti­ca em Itá­lia.

O PSI-20 con­tra­ria as­sim a ten­dên­cia po­si­ti­va da Eu­ro­pa que es­tá nu­ma on­da de re­cu­pe­ra­ção à bo­leia da me­nor pre­o­cu­pa­ção que exis­te em tor­no de Itá­lia, de­pois de a Fit­ch ter mu­da­do a pers­pec­ti­va do ra­ting do país pa­ra “ne­ga­ti­va”.

O sec­tor eu­ro­peu da ban­ca é o que mais so­be, su­por­ta­do pe­la va­lo­ri­za­ção dos prin­ci­pais bancos da Eu­ro­pa, tal co­mo o HSBC, o BNP Pa­ri­bas e o Ban­co San­tan­der.

Uma das no­vi­da­des favoráveis pa­ra os bancos é a in­ten­ção do ban­co cen­tral da Tur­quia - país a que têm uma ex­po­si­ção con­si­de­rá­vel - de au­men­tar os ju­ros, o que es­tá a le­var à re­cu­pe­ra­ção da li­ra.

Es­te alí­vio das bol­sas eu­ro­pei­as be­ne­fi­cia tam­bém da boa ses­são na Chi­na e do re­gres­so ao ac­ti­vo dos mer­ca­dos nor­te-ame­ri­ca­nos de­pois de uma pa­ra­gem por cau­sa do dia do tra­ba­lha­dor.

Ju­ros de Itá­lia ali­vi­am

Os ju­ros da dí­vi­da ita­li­a­na vol­tam a ali­vi­ar es­ta es­ta se­ma­na, be­ne­fi­ci­an­do das pro­mes­sas dei­xa­das pe­lo mi­nis­tro das fi­nan­ças, Gi­o­van­ni Tria. Ape­sar das no­tí­ci­as de me­di­das que vão agra­var o dé­fi­ce, Tria as­se­gu­rou que as me­tas eu­ro­pei­as se­rão cum­pri­das e que os mer­ca­dos irão acal­mar qu­an­do o Governo co­me­çar a re­ve­lar os planos or­ça­men­tais.

A queda de 8,8 pon­tos ba­se nos ju­ros ita­li­a­nos a 10 anos apro- xi­ma-os dos 3% (3,074%), mas con­ti­nu­am per­to do má­xi­mo de três me­ses atin­gi­do na úl­ti­ma se­ma­na. Os ju­ros por­tu­gue­ses a 10 anos se­guem pe­lo mes­mo ca­mi­nho com um alí­vio de 2,9 pon­tos ba­se pa­ra os 1,877%, as­sim co­mo os es­pa­nhóis que des­li­zam 2,7 pon­tos ba­se pa­ra os 1,423%.

Por ou­tro la­do, os ju­ros ale­mães so­bem li­gei­ra­men­te: mais 1,6 pon­tos ba­se pa­ra os 0,349%.

Eu­ro ce­de dó­lar

A di­vi­sa eu­ro­peia re­gres­sa às que­das ao des­va­lo­ri­zar 0,39% pa­ra os 1,1575 dó­la­res. Es­ta queda de­ve-se à su­bi­da do dó­lar que be­ne­fi­cia da mu­dan­ça da po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria da FED que de­ve­rá su­bir os ju­ros, pe­lo me­nos, mais uma vez es­te ano. Além dis­so, a di­vi­sa nor­te-ame­ri­ca­na tem si­do um dos ac­ti­vos de re­fú­gio es­co­lhi­dos pe­los in­ves­ti­do­res des­de que a guerra co­mer­ci­al foi lan­ça­da por Do­nald Trump.

UMA DAS NO­VI­DA­DES FAVORÁVEIS PA­RA OS BANCOS É A IN­TEN­ÇÃO DO BAN­CO CEN­TRAL DA TUR­QUIA DE AU­MEN­TAR OS JU­ROS, LE­VAN­DO A RECUPARAÇÃO DA LI­RA

DR

Mer­ca­do ac­ci­o­nis­ta eu­ro­peu con­ti­nua a re­gis­tar for­tes os­ci­la­ções nas tran­sa­ções com par­cei­ros e agen­tes lo­cais

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