Equí­vo­cos co­muns da ges­tão de pro­jec­tos

Jornal de Economia & Financas - - Gestão -

A ges­tão de pro­jec­tos é um ter­mo que po­de ser mui­to va­go. Pa­ra al­gu­mas pes­so­as, tu­do se re­su­me a agen­dar reu­niões, fa­zer apre­sen­ta­ções ou or­ga­ni­zar pi­lhas de pa­péis so­bre a me­sa. Em­bo­ra mui­tas fa­ce­tas da ges­tão de pro­jec­tos se en­cai­xem nes­ses es­te­reó­ti­pos, a fun­ção vai mui­to além.

Se é pro­pri­e­tá­rio de uma pe­que­na em­pre­sa e es­tá in­te­res­sa­do em con­tra­tar um ge­ren­te de pro­jec­tos ou um es­ta­giá­rio que quei­ra se­guir car­rei­ra no ra­mo, é bom eli­mi­nar no­ções pre­con­ce­bi­das, tais co­mo es­ses er­ros co­muns: 1. Ge­ren­te, só em lar­ga es­ca­la: Es­tes po­dem pen­sar que só um pro­jec­to de mai­or es­ca­la jus­ti­fi­ca­ria a con­tra­ta­ção­deum­ge­ren­te.Aver­da­de é que pro­jec­tos de qual­quer ta­ma­nho po­dem con­tar com um ge­ren­te pa­ra ter mais chan­ces de su­ces­so;

2. Ris­co, só uma vez: Al­guns de­fen­dem que a ava­li­a­ção de ris­co se­ja fei­ta ape­nas no co­me­ço do ci­clo de de­sen­vol­vi­men­to do pro­jec­to, e que as mes­mas va­riá­veis des­sa eta­pa si­gam co­mo cons­tan­tes até a con­clu­são. Bas­ta uma enor­me ses­são de brains­tor­ming pa­ra tra­çar um ca­mi­nho com­ple­to até o fi­nal de um pro­jec­to, cer­to? Es­ta vi­são es­tá er­ra­da; 3. Os pro­jec­tos de­vem ter con­clu­são:

Es­se er­ro en­ga­na. Ao pla­ne­ar e ge­rir um pro­jec­to, a ex­pec­ta­ti­va é de que ele se­rá con­cluí­do e bem-su­ce­di­do. Por is­so, nem é pre­ci­so di­zer que as em­pre­sas de­vem se es­for­çar pa­ra com­ple­tar 100 por cen­to dos pro­jec­tos. Mais uma vez, po­rém, a re­a­li­da­de da ges­tão é ou­tra. Fa­lhar é nor­mal e acon­te­ce ca­da vez mais e um pro­jec­to qua­se nun­ca ter­mi­na co­mo pre­vis­to no pla­no ini­ci­al.

DR

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