Da­vid Di­as abra­ça no­vo pro­jec­to

Trei­na­dor an­go­la­no as­su­me pro­jec­to de for­ma­ção no Hoppwo­od Col­le­ge Mid­dle­ton

Jornal dos Desportos - - FUTEBOL - PAU­LO CACULO

Otéc­ni­co an­go­la­no, Da­vid Di­as, abra­çou um no­vo pro­jec­to fu­te­bo­lís­ti­co na ci­da­de in­gle­sa de Man­ches­ter. O an­ti­go trei­na­dor do Pro­gres­so do Sam­bi­zan­ga, Re­cre­a­ti­vo da Caá­la e San­tos FC en­ca­be­ça o qua­dro de trei­na­do­res da aca­de­mia de for­ma­ção "Hoppwo­od Col­le­ge Mid­dle­ton", para fu­te­bo­lis­tas dos 16 aos 20 anos.

À se­me­lhan­ça da gran­de vi­si­bi­li­da­de con­quis­ta­da ao ser­vi­ço da ce­do en­trou para pro­jec­tos de­sen­vol­vi­dos pe­la Aca­de­mia de Fu­te­bol de Ro­ch­da­le e Rof­tra, an­tes da pas­sa­gem pe­lo Ba­cup Bo­rough, da II di­vi­são se­mi-pro­fis­si­o­nal de Man­ches­ter, on­de te­ve pa­pel fun­da­men­tal na for­ma­ção de jo­vens ta­len­tos dos 7 aos 18 anos, o trei­na­dor an­go­la­no ga­ran­tiu es­tar a vi­ver uma no­va ex­pe­ri­ên­cia.

"Es­tou vin­cu­la­do a uma aca­de­mia de fu­te­bol na ci­da­de de Man­ches­ter. To­dos os co­lé­gi­os de fu­te­bol na Inglaterra es­tão as­so­ci­a­dos a al­gum clu­be. E es­tas equi­pas dis­pu­tam a Liga de Col­le­ge e no fi­nal o cam­peão de­fron­ta o ven­ce­dor de ca­da ci­da­de, nu­ma es­pé­cie de fi­na­lís­si­ma. Mui­tos des­tes jo­ga­do­res que evo­lu­em nes­tas aca­de­mi­as são fe­de­ra­dos, por­que têm con­tra­tos com os clu­bes da pri­mei­ra liga e po­dem ser en­qua­dra­dos a qual­quer al­tu­ra", es­cla­re­ceu Da­vid Di­as, que se en­con­tra em Lu­an­da a go­zar fé­ri­as.

O trei­na­dor con­fes­sou es­tar a gos­tar da ex­pe­ri­ên­cia, so­bre­tu­do por tra­tar-se de um pro­jec­to se­me­lhan­te aque­le que abra­çou du­ran­te os pri­mei­ros anos que es­te­ve a vi­ver em Man­ches­ter. Acre­di­ta es­tar a ser um au­tên­ti­co su­ces­so, so­bre­tu­do pe­lo fac­to de es­tar a com­pe­tir na liga de aca­de­mi­as de fu­te­bol da ci­da­de e es­tar na li­de­ran­ça, com 14 vi­tó­ri­as em igual nú­me­ro de jo­gos.

"Es­tou a gos­tar do pro­jec­to, por­que sem­pre tra­ba­lhei na for­ma­ção. To­da a gen­te sa­be que na Inglaterra o fu­te­bol é a mo­da­li­da­de de to­po e to­do o tra­ba­lho que é fei­to nos es­ca­lões de for­ma­ção con­ta com um gran­de apoio das al­tas es­tru­tu­ras do fu­te­bol das ci­da­des. O pro­jec­to do Hoppwo­od Col­le­ge Mid­dle­ton tem co­mo ob­jec­ti­vo des­co­brir ta­len­tos, que de­pois as­cen­dem para o pri­mei­ro es­ca­lão do fu­te­bol in­glês", dis­se.

"Te­nho um con­tra­to de dois anos e es­tou no se­gun­do ano, mas te­nho cláu­su­las que me per­mi­te res­cin­dir uni­la­te­ral­men­te, ca­so não quei­ra con­ti­nu­ar. Quan­do fui ao Qué­nia foi a mes­ma coi­sa. Ti­nha es­ta cláu­su­la de res­ci­são e não ti­ve pro­ble­mas ne­nhuns", acres­cen­tou Da­vid Di­as.

CONVITE DO QUÉ­NIA

An­tes de abra­çar o pro­jec­to fu­te­bo­lís­ti­co em Man­ches­ter, ci­da­de on­de re­si­de há sen­si­vel­men­te 22 anos, o trei­na­dor an­go­la­no es­te­ve no Qué­nia, a convite da Fe­de­ra­ção Qu­e­ni­a­na de Fu­te­bol, para li­de­rar uma equi­pa de cin­co trei­na­do­res qua­li­fi­ca­dos da União das Fe­de­ra­ções Eu­ro­pei­as de Fu­te­bol (EUFA), para a for­ma­ção de jo­vens ta­len­tos da­que­le país afri­ca­no.

Du­ran­te apro­xi­ma­da­men­te dois me­ses, Da­vid Di­as per­cor­reu as lo­ca­li­da­des de Mom­ba­sa, Ka­ke­me­ga, Kki­su­mu, Na­ku­mu, Tthi­ka e Nai­ro­bi, com ob­jec­ti­vo de aju­dar a des­co­brir jo­vens ta­len­tos e pro­mis­so­res, no âm­bi­to de um pro­gra­ma gi­za­do pe­la fe­de­ra­ção lo­cal, cu­jo prin­ci­pal ob­jec­ti­vo vi­sa do­tar as fu­tu­ras se­lec­ções de fu­te­bo­lis­tas de qua­li­da­de.

"Pen­so que vi­vi a mi­nha me­lhor ex­pe­ri­ên­cia no Qué­nia. Tra­ba­lhar na Inglaterra é di­fe­ren­te, mas o que mais me es­pan­tou no Qué­nia foi cons­ta­tar um ní­vel de or­ga­ni­za­ção ex­ce­len­te, dos pou­cos que se vê em Áfri­ca. Es­ta­va num pro­jec­to de des­co­ber­ta de no­vos ta­len­tos", su­bli­nhou o téc­ni­co, des­ta­can­do em se­gui­da a apos­ta da fe­de­ra­ção qu­e­ni­a­na nu­ma se­lec­ção de to­po.

Da­vid Di­as é li­cen­ci­a­do co­mo trei­na­dor pe­la União das Fe­de­ra­ções Eu­ro­pei­as de Fu­te­bol (EUFA). Te­ve uma pas­sa­gem co­mo jo­ga­dor na se­lec­ção na­ci­o­nal an­go­la­na de fu­te­bol, ten­do fei­to par­te do gru­po que, sob ori­en­ta­ção do ma­lo­gra­do Carlos Alhi­nho, aju­dou a dar cor­po a se­lec­ção que se es­tre­ou em 1996 no Cam­pe­o­na­to Afri­ca­no das Na­ções (CAN), re­a­li­za­do na Áfri­ca do Sul.

Du­ran­te três anos, o ex-cra­que dos Pa­lan­cas Ne­gras es­te­ve igual­men­te li­ga­do a um pro­jec­to com os es­ca­lões de for­ma­ção do F.C Bury, ten­do si­do no­me­a­do, por du­as ve­zes, o trei­na­dor do ano da Ro­ch­da­le Bo­rough Co­mu­ni­da­de Sports Awards. Com o Pro-Vi­si­on Aca­demy North, Da­vid sa­grou-se cam­peão da edi­ção 2009 do Tor­neio In­ter­na­ci­o­nal Um­bro World Cup, dis­pu­ta­do em Man­ches­ter.

Téc­ni­co vol­ta a li­de­rar pro­jec­to fu­te­bo­lís­ti­co na ci­da­de de Man­ches­ter on­de re­si­de há mais de vin­te anos

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