1º DE AGOS­TO IMPLACÁVEL DESPACHA DES­POR­TI­VO DA HUÍLA

Mi­li­ta­res so­mam mais uma vi­tó­ria na ca­mi­nha­da pa­ra a co­non­quis­ta do cam­pe­o­na­to

Jornal dos Desportos - - PORTADA - JOR­GE NETO

Qua­tro mi­nu­tos fo­ram su­fi­ci­en­tes ain­da no pri­mei­ro tem­po pa­ra o 1º de Agos­to des­fei­te­ar a até en­tão bem es­tru­tu­ra­da defesa do Des­por­ti­vo da Huíla, on­tem, e mar­car dois go­los bas­tan­te im­por­tan­tes pa­ra fa­zer um jo­go tran­qui­lo e re­gres­sar às vi­tó­ri­as no Girabola Zap. Ram­bé e Ge­ral­do, bi­sou, fo­ram os pro­ta­go­nis­tas do jo­go, on­de os agos­ti­nos ven­ce­ram, por 3-0 e re­for­ça­ram a li­de­ran­ça no cam­pe­o­na­to.

No pri­mei­ro mi­nu­to do de­sa­fio Ram­bé res­pon­deu com uma ca­be­ça­da ao cru­za­men­to de Pai­zo, mas o guar­da-re­des Kis­si ne­gou­lhe o go­lo com uma pal­ma­da, des­vi­an­do a bo­la pa­ra em­ba­ter no tra­ves­são. Es­ta­va as­sim da­do o avi­so ini­ci­al dos pu­pi­los de Dra­gan Jo­vic, que ti­nham a in­ten­ção de mar­car ce­do.

Os visitantes não acei­ta­ram o do­mí­nio dos do­nos da ca­sa e co­me­ça­ram a com­pli­car as ac­ções ofen­si­vas do 1º de Agos­to, que en­con­tra­vam di­fi­cul­da­des pa­ra che­gar a ba­li­za de Kis­si.

Além dis­so, não se li­mi­ta­vam a de­fen­der, su­bi­am no ter­re­no sem­pre que pos­sí­vel, cri­an­do jo­ga­das de pe­ri­go co­mo a pro­ta­go­ni­za­da por Kêm­bua aos 23´, com um re­ma­te cru­za­do, on­de o guar­da-re­des Do­mi­ni­que te­ve de es­ti­car-se to­do pa­ra evi­tar o go­lo.

O de­sa­fio es­ta­va lan­ça­do e os hui­la­nos acre­di­ta­vam que po­di­am ba­ter o pé ao "ir­mão mais ve­lho", com um es­que­ma tác­ti­co só­li­do que du­rou até aos 29´, al­tu­ra em que Ram­bé, abriu o mar­ca­dor, iso­la­do com o guar­da-re­des não per­do­ou.

Mal re­fei­tos do go­lo so­fri­do os pu­pi­los de Má­rio Soares vol­ta­ram a ir bus­car a bo­la no fun­do da sua ba­li­za aos 32´, des­ta por Ge­ral­do, um "go­la­ço", re­gres­sou aos go­los após três jo­gos em bran­co, na sequên­cia de um li­vre in­di­rec­to de uma fal­ta co­me­ti­da so­bre si pe­lo guar­da-re­des Kis­si.

Ca­bia ao Des­por­ti­vo da Huíla ar­ris­car um pou­co mais, pois de na­da ser­via con­ser­var a des­van­ta­gem de dois go­los. Con­tu­do, os agos­ti­nos ain­da não es­ta­vam sa­tis­fei­tos e Ge­ral­do bi­sou aos 40´, atra­vés de um ges­to be­lo téc­ni­co, de­pois de pas­sar pe­lo guar­da-re­des ad­ver­sá­rio com fa­ci­li­da­de. O ex­tre­mo apre­sen­tou-se nu­ma tar­de de gran­de ins­pi­ra­ção.

2ª PAR­TE

No re­a­ta­men­to, se por um la­do, es­pe­ra­va-se por uma re­ac­ção dos hui­la­nos, o con­trá­rio tam­bém era vá­li­do, ou se­ja, que os cam­peões na­ci­o­nais di­la­tas­sem o re­sul­ta­do, pois ti­nha tu­do a seu fa­vor, o pú­bli­co e os três go­los de van­ta­gem. Foi com es­sa in­ten­ção que o téc­ni­co Má­rio Soares fez du­as me­xi­das na sua equi­pa, lan­çan­do Ma­lam­ba e Be­li­to, jo­ga­do­res com ca­rac­te­rís­ti­cas ofen­si­vas.

Ao 1º de Agos­to res­ta­va ge­rir o jo­go, mas sem­pre com os olhos pos­tos na ba­li­za do ad­ver­sá­rio. Foi as­sim, que Pai­zo iso­lou Ram­bé aos 52´, mas o avan­ça­do per­deu tem­po, não chu­tou nem pas­sou a bo­la pa­ra Ge­ral­do e foi de­sar­ma­do por um defesa. O ca­bo­ver­di­a­no nem quis acre­di­tar a opor­tu­ni­da­de des­per­di­ça­da.

Do la­do opos­to, o si­nal de pe­ri­go acon­te­ceu aos 75´, mas o re­ma­te de Mu­e­nho saiu ao la­do da ba­li­za de Do­mi­ni­que, que era um me­ro es­pec­ta­dor aten­to ao jo­go. De­pois foi a vez de Be­li­to re­ma­tar mas sem ne­nhum pe­ri­go. Po­rém, ape­sar de me­re­cer um go­lo não foi ca­paz de con­cre­ti­zar o ten­to de hon­ra até ao api­to fi­nal do ár­bi­tro.

Qua­tro mi­nu­tos fo­ram su­fi­ci­en­tes ain­da no pri­mei­ro tem­po pa­ra o 1º de Agos­to co­me­çar des­fei­te­ar o Des­por­ti­vo

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