DRAGAN MU­DA NO­TA DO CLÁS­SI­CO

A vi­tó­ria por 1-0 do 1º de Agos­to so­bre o Pe­tro de Lu­an­da, do­min­go no Es­tá­dio 11 de No­vem­bro, per­mi­tiu a Dragan Jo­vic igua­lar Car­los Qu­ei­rós co­mo o téc­ni­co mais vi­to­ri­o­so do clás­si­co. Am­bos têm cin­co triun­fos.

Jornal dos Desportos - - PORTADA - BETUMELEANO FERRÃO

Oma­gro re­sul­ta­do de 1-0, do 1º de Agos­to so­bre o Pe­tro de Lu­an­da, per­mi­tiu a Dragan Jo­vic ma­tar dois co­e­lhos de uma só ca­ja­da­da, is­to é, com a uma vi­tó­ria igua­lou Car­los Qu­ei­rós, co­mo o téc­ni­co mais vi­to­ri­o­so do clás­si­co, am­bos têm cin­co triun­fos. Pa­ra além dis­so, o bósnio ba­teu o seu pró­prio re­cor­de, é o pri­mei­ro e úni­co na his­tó­ria que te­ve o pri­vi­lé­gio de ga­nhar, pe­lo me­nos um jo­go, em to­das as épo­cas em que es­te­ve no jo­go dos jo­gos do cam­pe­o­na­to na­ci­o­nal.

O mais ven­ce­dor de clás­si­cos da his­tó­ria do 1º de Agos­to, Dragan Jo­vic tor­nou re­a­li­da­de a di­ta­du­ra mi­li­tar so­bre o ri­val tri­co­lor. O do­mí­nio rubro -ne­gro, so­bre o Pe­tro de Lu­an­da, é sus­ten­ta­do por nú­me­ros avas­sa­la­do­res, ou se­ja, em 8 jo­gos o bósnio ven­ceu 5, em­pa­tou 2 e per­deu ape­nas um jo­go.

O des­pi­que en­tre o 1º de Agos­to e o Pe­tro de Lu­an­da re­gis­ta­va o mai­or equi­lí­brio de to­dos os tem­pos, com triun­fos al­ter­na­dos. A ten­dên­cia co­me­çou em 2011, e pa­re­cia ter per­nas pa­ra an­dar até que o ines­pe­ra­do acon­te­ceu em 2014. Daú­to Fa­qui­rá foi subs­ti­tuí­do, qua­se no meio da pri­mei­ra vol­ta, por Dragan Jo­vic, uma tro­ca que re­sul­tou em ple­no, pe­lo me­nos nos con­fron­tos com o ri­val, pois pe­la pri­mei­ra vez, os mi­li­ta­res do­mi­na­ram o Pe­tro de Lu­an­da, co­mo nun­ca an­tes na his­tó­ria.

Quan­do Jo­vic as­su­miu o co­man­do téc­ni­co, os tri­co­lo­res de­ti­nham uma con­for­tá­vel su­pre­ma­cia (30-18) no con­fron­to com os mi­li­ta­res. Num ápi­ce, o 1º de Agos­to al­can­çou vi­tó­ri­as em tem­po­ra­das con­se­cu­ti­vas, re­du­ziu a mar­gem do ri­val. Nes­se mo­men­to, o clás­si­co re­gis­ta 3123, o que sig­ni­fi­ca que a di­fe­ren­ça que era de 12, quan­do o téc­ni­co se es­tre­ou, ago­ra é de 8 vi­tó­ri­as.

Com o bósnio, de 54 anos de ida­de, ao co­man­do téc­ni­co o 1º de Agos­to, de­sa­tou to­dos os nós, fei­tos pe­lo Pe­tro de Lu­an­da. A tal es­tre­li­nha da sor­te, que acom­pa­nha os au­da­zes, ago­ra, pa­re­ce que con­duz os mi­li­ta­res sem­pre que têm de jo­gar o úni­co clás­si­co do fu­te­bol an­go­la­no, pois, até em in­fe­ri­o­ri­da­de nu­mé­ri­ca, ou em jo­ga­das que apa­ren­tam ino­fen­si­vas, a equi­pa mar­ca pa­ra ven­cer.

Até quan­do, o Dragan vai ex­pe­lir fo­go pa­ra quei­mar os tri­co­lo­res, é uma ques­tão que o tem­po vai res­pon­der, pois, o trei­na­dor apa­ren­ta fa­da­do pa­ra per­ma­ne­cer na his­tó­ria do clás­si­co, pe­los me­lho­res mo­ti­vos. Mes­mo que não te­nha opor­tu­ni­da­de de igua­lar o re­gis­to de vi­tó­ri­as em anos se­gui­dos, que per­ten­ce aos tri­co­lo­res, du­rou de 19861991, pe­lo me­nos é o úni­co que mais pró­xi­mo fi­ca da mar­ca, pois já vai em 4 con­se­cu­ti­vas.

Pa­ra es­ta­be­le­cer o re­cor­de de 5 vi­tó­ri­as, no clás­si­co, mar­ca igua­la­da ago­ra, por Dragan Jo­vic, o an­go­la­no Car­los Qu­ei­rós tam­bém be­ne­fi­ci­ou de al­gu­mas ad­ver­si­da­des. Foi as­sim, que se es­tre­ou em gran­de es­ti­lo com o fa­mo­so 6-0, em 1988, quan­do subs­ti­tuiu de ma­nei­ra in­te­ri­na, An­tó­nio Cle­men­te, que es­ta­va no Bra­sil, ele apli­cou do­se du­pla em 1989, 3-0 e 1-0, quan­do con­quis­tou o pri­mei­ro dos dois tí­tu­los da car­rei­ra.

Trei­na­dor mi­li­tar igua­la Car­los Qu­ei­rós em ter­mos de vi­tó­ri­as (5) nos du­e­los com

os tri­co­lo­res pa­ra o cam­pe­o­na­to

na­ci­o­nal

M.MACHANGONGO| EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

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