An­go­la-Ca­ma­rões jo­go de re­fe­rên­cia

Jornal dos Desportos - - GRANDE ENTREV STA -

Da ex­ce­len­te car­rei­ra en­quan­to árbitro, qual foi o jo­go que mais o mar­cou, e de que gu­ar­da bo­as ou más re­cor­da­ções?

"To­da car­rei­ra tem um mar­co. Pa­ra mim, o jo­go que mais me mar­cou na car­rei­ra foi a par­ti­da que opôs a se­lec­ção de An­go­la e a sua con­gé­ne­re dos Ca­ma­rões.

Que acon­te­ceu de tão es­pe­ci­al, em cam­po?

Era um jo­go mui­to im­por­tan­te pa­ra a qua­li­fi­ca­ção de uma das se­lec­ções no Cam­pe­o­na­to Afri­ca­no das Na­ções (CAN). Nes­se dia, lem­bro-me, a equi­pa de ar­bi­tra­gem no­me­a­da pe­la CAF não che­gou a An­go­la. E, co­mo foi in­di­gi­ta­do pe­lo Con­se­lho Cen­tral de Ár­bi­tros pa­ra quar­to árbitro, o an­ti­go pre­si­den­te da CAF, o ca­ma­ro­nês Is­sa Haya­tou, de­pois da reu­nião téc­ni­ca com os mem­bros pre­sen­tes, de­ci­di­ram in­di­car-me co­mo árbitro prin­ci­pal. Gra­ças a Deus, a par­ti­da cor­reu bem, e o re­sul­ta­do ter­mi­nou 1-1 .

Fa­la-se mui­to, nos úl­ti­mos di­as, de su­bor­no na ar­bi­tra­gem. Já foi al­vo des­sa pou­ca ver­go­nha que man­cha a car­rei­ra e na­da dig­ni­fi­ca a clas­se?

Não. Nós ár­bi­tros an­go­la­nos, nun­ca qui­se­mos en­ver­go­nhar o nos­so país, ape­sar da si­tu­a­ção di­fí­cil que vi­vía­mos. Pro­pos­tas nun­ca fal­ta­ram.

Es­tá sa­tis­fei­to com o evo­luir da ar­bi­tra­gem hui­la­na?

Sim. Pre­sen­te­men­te, te­mos dois ár­bi­tros e al­guns as­sis­ten­tes no Gi­ra­bo­la Zap, com ac­tu­a­ções po­si­ti­vas.

Co­mo é sa­bi­do, o as­sis­ten­te Ger­son Emi­li­a­no, é ou­tro or­gu­lho pa­ra nós.

O seu de­sem­pe­nho al­can­çou pa­ta­ma­res acei­tá­veis, que ul­tra­pas­sou às nos­sas ex­pec­ta­ti­vas.É um jo­vem hu­mil­de, de­di­ca­do, com sen­ti­do de res­pon­sa­bi­li­da­de. Daí, as cons­tan­tes cha­ma­das pe­la CAF e FIFA, nas pro­vas in­ter­na­ci­o­nais e com exem­plo po­si­ti­vo.

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