Des­pi­que no Gi­ra­bo­la

Jornal dos Desportos - - ABERTURA -

OGi­ra­bo­la con­ti­nua a do­mi­nar as aten­ções da pra­ça fu­te­bo­lís­ti­ca na­ci­o­nal, so­bre­tu­do ago­ra, que co­me­ça a che­gar aos úl­ti­mos con­tor­nos. A 24ª jor­na­da, dei­xa-nos a seis do cair do pa­no, e se olhar­mos pa­ra o grá­fi­co clas­si­fi­ca­ti­vo das equi­pas, de­pre­en­de-se que nem tu­do é um mar de ro­sas. Pa­ra o tí­tu­lo, par­ti­cu­lar­men­te, au­gu­ra-se uma ba­ta­lha cam­pal pe­la fren­te.

No to­po, da ta­be­la clas­si­fi­ca­ti­va, a lu­ta é ti­tâ­ni­ca. Cla­ro, que de­pois da vi­tó­ria de do­min­go, do clás­si­co dos clás­si­cos, o 1º de Agos­to vai de ven­to em po­pa com uma pon­tu­a­ção mais só­li­da, mas en­fren­ta a for­te per­se­gui­ção do Pe­tro de Lu­an­da, que em re­sul­ta­do da der­ro­ta con­sen­ti­da, fi­cou a dois pon­tos do lí­der.

En­tre­tan­to, na lu­ta pa­ra o tí­tu­lo es­tão ou­tros gu­rus, que acre­di­tam na su­pe­ra­ção de pon­tos, que dão van­ta­gens às equi­pa do "Rio -Seco" e do "Ei­xo -Viá­rio". O Ka­bus­corp do Pa­lan­ca é das equi­pas, cu­jo pre­si­den­te de di­rec­ção, que ain­da aca­len­tam es­pe­ran­ças, ape­sar das coi­sas es­ta­rem ma­te­ma­ti­ca­men­te com­pli­ca­das. Con­tu­do, se ele ain­da se as­su­me can­di­da­to ao tí­tu­lo, não so­mos nós a con­tra­riá-lo.

Em sín­te­se, a pro­va es­tá in­te­res­san­te, e pou­cos es­tão em con­di­ções de tra­çar um prog­nós­ti­co cer­to, de co­mo po­de ter­mi­nar, so­bre­tu­do, no que se re­fi­re à ques­tão do tí­tu­lo, quer o 1º de Agos­to quer o Pe­tro de Lu­an­da (es­tes dois prin­ci­pal­men­te) reú­nem con­di­ções pa­ra ter­mi­na­rem em pri­mei­ro lu­gar. E, não te­mos a me­nor dú­vi­da, que o ob­jec­ti­vo de am­bos, se­ja es­te.

É a lu­ta pe­los ob­jec­ti­vos, que es­tá em jogo. As equi­pas , atra­vés das res­pec­ti­vas di­rec­ções, fi­ze­ram pro­mes­sas no iní­cio da pro­va, e es­me­ram-se pa­ra hon­rar a pa­la­vra. To­da­via, no ca­so do 1º de Agos­to não se tra­ta de ne­nhu­ma pro­mes­sa, mas de uma obri­ga­ção. Pois, en­quan­to cam­peão em tí­tu­lo, não se lhe po­de exi­gir ou­tra coi­sa. A sua mas­sa de adep­tos, por exem­plo, não es­pe­ra ou­tra coi­sa que não se­ja a re­va­li­da­ção, de­ve por is­so cal­çar as lu­vas, pa­ra tin­gir tal de­si­de­ra­to.

Pa­ra al­gu­mas equi­pas, as coi­sas não cor­rem a con­ten­to, ani­ma-lhes o fac­to da pro­va ter al­gu­mas jor­na­das pa­ra jo­gar, e daí, re­cu­pe­rar e sair pa­ra a con­quis­ta de po­si­ções clas­si­fi­ca­ti­va­men­te mais có­mo­das. O qua­dro das coi­sas, no fun­do da ta­be­la, co­me­ça a de­fi­nir-se. Equi­pas, que de jor­na­da em jor­na­da, não mos­tram si­nal de vi­ta­li­da­de com­pe­ti­ti­va, e das in­có­mo­das po­si­ções em que se acham não sa­em.

Enfim, o qua­dro es­tá feio, na cau­da da clas­si­fi­ca­ção. Equi­pas co­mo, San­ta Ri­ta de Cás­sia, JGM do Hu­am­bo e Pro­gres­so da Lun­da - Sul vão ter de ba­ta­lhar mui­to pa­ra evi­ta­rem o pi­or. Até aqui, não ou­sa­ram mos­trar de re­al­ce, e a con­ti­nu­a­rem as­sim, tal­vez ne­nhum mi­la­gre os pos­sa salvar da des­pro­mo­ção. A pro­va es­tá in­te­res­san­te, va­mos acom­pa­nhar os úl­ti­mos ca­pí­tu­los...

No to­po, da ta­be­la clas­si­fi­ca­ti­va, a lu­ta é ti­tâ­ni­ca. Cla­ro, que de­pois da vi­tó­ria de do­min­go, do clás­si­co dos clás­si­cos, o 1º de Agos­to vai de ven­to em po­pa com uma pon­tu­a­ção mais só­li­da, mas en­fren­ta a for­te per­se­gui­ção do Pe­tro de Lu­an­da, que em re­sul­ta­do da der­ro­ta con­sen­ti­da, fi­cou a dois pon­tos do lí­der.

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