Clubes es­tão sem dinheiro pa­ra des­pe­sas dos árbitros

Jornal dos Desportos - - FUTEBOL - BETUMELEANO FERRÃO

Vá­ri­os clubes do Girabola ZAP es­tão com sé­ri­as di­fi­cul­da­des pa­ra cus­te­a­rem, com re­gu­la­ri­da­de e den­tro dos pra­zos pre­vis­tos, as des­pe­sas com as equi­pas de ar­bi­tra­gem, re­ve­lou ao Jor­nal dos Des­por­tos, Jorge Má­rio Fer­nan­des, pre­si­den­te do Con­se­lho Cen­tral de Árbitros de Fu­te­bol de Angola "CCAFA".

Em­bo­ra, evi­tas­se ci­tar no­mes, o pre­si­den­te ga­ran­tiu que os atra­sos nos pa­ga­men­tos das des­pe­sas das equi­pas de ar­bi­tra­gem, bi­lhe­tes de pas­sa­gem, hos­pe­da­gem, ali­men­ta­ção e pré­mi­os de jo­gos, atin­gi­ram va­lo­res avul­ta­dos. "Com ba­se nas con­tas que fi­ze­mos, a dí­vi­da é na or­dem dos 18 mi­lhões de Kwan­zas", anun­ci­ou Jorge Má­rio Fer­nan­des.

A Fe­de­ra­ção An­go­la­na de Fu­te­bol e o seu CCAFA, de­ci­di­ram pas­sar ao lar­go, dos mo­ti­vos dos in­cum­pri­men­tos. O pre­si­den­te afir­mou, que "foi de­ci­di­do em con­se­lho de di­rec­ção", mu­dar a ma­nei­ra co­mo os clubes cui­dam das des­pe­sas com os árbitros.

O meio ter­mo en­con­tra­do pe­la Fe­de­ra­ção e o con­se­lho, foi cri­ar uma no­va mo­da­li­da­de de pa­ga­men­to, que já es­tá a vi­go­rar des­de a 22ª. jor­na­da. "Nós acha­mos que o mais ide­al é que to­das as des­pe­sas com as equi­pas de arb­tri­a­gem, se­jam pa­gas an­tes do jo­go co­me­ça­rem", afir­mou.

Em meio a es­ta no­va obri­ga­ção, a FAF e o CCAFA, de­ram ul­ti­ma­tos a to­dos os clubes de­ve­do­res. Têm um pra­zo li­mi­ta­do de di­as, pa­ra que os de­ve­do­res pa­guem tu­do o que de­vem.

"Nós que­re­mos que eles fa­çam is­so de ime­di­a­to. De­mos um pra­zo pa­ra que pa­guem to­dos os pa­ga­men­tos atra­sa­dos, pa­ra que te­nham a sua si­tu­a­ção re­gu­la­ri­za­da", es­cla­re­ceu.

Os atra­sos nos pa­ga­men­tos, ori­gi­nam al­gu­mas si­tu­a­ções em­ba­ra­ço­sas, den­tre elas, uma ain­da aguar­da pe­la ver­são de Ze­ca Ama­ral, ain­da em tor­no do FC Bra­vos do Ma­quis - 1º de Agosto, mas Jorge Má­rio Fer­nan­des acre­di­ta que a no­va me­di­da aca­be com as no­vas po­lé­mi­cas no nos­so fu­te­bol. O pre­si­den­te afir­mou ao Jor­nal dos Des­por­tos, que a FAF e o CCAFA es­tão an­si­so­sos em ver no­vos ven­tos a so­brar no api­to an­go­la­no, pa­ra que se aca­be, se pos­sí­vel, que os jo­gos te­nham pro­lon­ga­men­to nas pra­ças pú­bli­cas.

"Nós es­ta­mos pre­o­cu­pa­dos com es­sa si­tu­a­ção, mas te­mos vin­do a me­lho­rar es­te es­ta­do de coi­sas, pa­ra me­lho­rar es­te es­ta­do de coi­sas na­da sa­lu­tar, pa­ra o bem es­tar da clas­se da ar­bi­tra­gem an­go­la­na", fi­na­li­zou Jorge Má­rio Fer­nan­des.

Em ca­da jo­go, o CCAFA no­meia uma equi­pa de ar­bi­tra­gem de cin­co ho­mens, um co­mis­sá­rio, um ár­bi­tro prin­ci­pal, dois árbitros as­sis­ten­tes e um 4º. ár­bi­tro. Com ba­se na ta­be­la exis­ten­te, o co­mis­sá­rio re­ce­be 65 mil, o át­bi­tro prin­ci­pal 60 mil, ár­bi­tro as­sis­ten­te 55 mil e o 4º. ár­bi­tro 50 mil Kwan­zas.

JOSÉ SOARES | EDIÇÕES NO­VEM­BRO

En­car­gos com árbitros são do­res de ca­be­ça a vá­ri­as equi­pas do Girabola ZAP

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