Fal­so as­sun­to Ben­to Bianchi

Jornal dos Desportos - - FUTEBOL - SILVA CACUTI

Be­to Bianchi” é o ca­ra, co­mo os bra­zu­cas nos in­flu­en­ci­a­ram a fa­zer re­fe­rên­cia a al­guém que so­bres­sai por al­gum mo­ti­vo. O mo­ti­vo que tor­na cé­le­bres al­gu­mas pes­so­as nem sem­pre são uni­for­me­men­te acei­tes co­mo bons. Em Novembro de 2015, o si­te do Petro de Luanda anun­ci­a­va a con­tra­ta­ção de Bianchi, co­mo par­te da es­tra­té­gia para tra­zer o clu­be no­va­men­te ao con­ví­vio dos gran­des, já que ti­nha "con­se­gui­do" o 8º lu­gar, seu pi­or re­gis­to na clas­si­fi­ca­ção do Girabola da­que­le ano. Quan­do al­guém se li­ga ao Petro de Luanda, às ve­zes, não tem co­mo man­ter-se no ano­ni­ma­to, vi­ra as­sun­to. Sen­do o Petro um clu­be que, no meu or­gu­lho de adep­to, di­go que é da mai­o­ria dos an­go­la­nos, Bianchi não es­ca­pou à ten­dên­cia e tor­nou-se as­sun­to. Pri­mei­ra­men­te as­sun­to do cep­ti­cis­mo, por­que afi­nal não ti­nha vin­do de ne­nhum clu­be cu­ja gran­de­za as pes­so­as po­di­am com­pa­rar com o Petro. O mes­mo se po­de di­zer dos re­sul­ta­dos que tra­zia no cur­rí­cu­lo. Quan­do le­vou o Petro ao se­gun­do lu­gar do cam­pe­o­na­to, mes­mo com a apos­ta do clu­be em atletas jo­vens, en­tão pas­sou a ser mes­mo as­sun­to cer­to. De­vol­veu al­gu­ma ale­gria aos adep­tos. Cha­mou a aten­ção. Tan­to que a Federação An­go­la­na de Fu­te­bol não he­si­tou em ne­go­ci­ar com o Petro para que Bianchi ce­da par­te do seu "sa­ber" à selecção na­ci­o­nal. O con­tra­to foi fei­to, às mei­as, com o clu­be. Num pro­nun­ci­a­men­to ofi­ci­al o treinador, his­pa­no bra­si­lei­ro, foi ape­li­da­do de pa­tri­o­ta. Mas o as­sun­to pas­sou a ser sé­rio. As crí­ti­cas ao "meio-se­lec­ci­o­na­dor " co­me­ça­ram a cho­ver, só por is­so mes­mo. À me­di­da que du­ra o con­su­la­do de Bianchi o as­sun­to en­dos­sa-se mais. Quer pe­los re­sul­ta­dos, bons para al­guns e, nem por is­so, para ou­tros. O as­sun­to fi­ca tam­bém bi­cu­do pe­las tra­ves­su­ras do treinador, se­ja nas re­des so­ci­ais, en­tre­vis­tas ou ao ser­vi­ço do Petro de Luanda. Bianchi da­qui e Bianchi da­li. Sur­giu uma cor­ren­te, com ten­dên­cia a de­pre­ci­ar o tra­ba­lho do ho­mem que su­bli­nha com re­gu­la­ri­da­de em seus co­men­tá­ri­os o fac­to de Bianchi não ter des­co­ber­to a ro­da em Angola e que, afi­nal a selecção na­ci­o­nal ou o Petro já fi­ze­ram re­sul­ta­dos me­lho­res e com téc­ni­cos an­go­la­nos. E is­to é fei­to de for­ma rei­te­ra­da para re­pro­var com­por­ta­men­tos me­nos bons do treinador. Fi­ca a ideia de que al­guém nos es­tá a im­pin­gir um se­lec­ci­o­na­dor. Ho­nes­ta­men­te fa­lan­do, não en­ten­do por­que as­so­ci­ar fei­tos an­te­ri­o­res da selecção na­ci­o­nal ou de trei­na­do­res quan­do se quer re­pu­di­ar ac­tos do treinador ao ser­vi­ço do clu­be. Sin­to um chei­ro à xe­no­fo­bia quan­do cer­tos sec­to­res abor­dam o as­sun­to Bianchi. Dá a en­ten­der al­gu­ma avi­dez em apro­vei­tar os ma­les do treinador para pas­sar re­ca­dos à en­ti­da­de que em­pre­ga o téc­ni­co. Se que­re­mos abo­nar ou ques­ti­o­nar a du­pli­ci­da­de de fun­ções, não é Bianchi que nos vai re­sol­ver a ques­tão. É ape­nas um fun­ci­o­ná­rio. Tem pa­trões. Te­nha­mos a fron­ta­li­da­de (Bianchi usa­ria ou­tro ter­mo, pro­va­vel­men­te na sua lín­gua ma­ter­na) para en­tre­gar as en­co­men­das no lu­gar cer­to!

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