SOB PRES­SÃO

1º DE AGOS­TO JO­GA PA­RA REGRESSAR À LI­DE­RAN­ÇA

Jornal dos Desportos - - PORTADA - BETUMELEANO FERRÃO

Com a vi­tó­ria on­tem do ar­qui-ri­val, o 1º de Agos­to jo­ga ho­je pres­si­o­na­do pe­la re­cu­pe­ra­ção da li­de­ran­ça, quan­do de­fron­tar às 17h30, no es­tá­dio dos Co­quei­ros, o Pro­gres­so Sam­bi­zan­ga, num dos mais an­ti­gos dér­bis da ca­pi­tal. O jo­go é um dos três que en­cer­ram a 25ª jor­na­da do Gi­ra­bo­la Zap.

Ahis­tó­ria e a obri­ga­ção de ven­cer são dois 'os­sos', que os mi­li­ta­res vão ten­tar ao mes­mo tem­po, pa­ra pro­var que a li­de­ran­ça não é fo­go de pa­lha. O 1º de Agos­to deu-se sem­pre bem fren­te ao Pro­gres­so do Sam­bi­zan­ga, e o Es­tá­dio dos Co­quei­ros po­de tra­zer bo­as me­mó­ri­as à equi­pa ru­bro -ne­gra, quan­do o api­to so­ar às 17h30m.

A equi­pa ori­en­ta­da por Dra­gan Jo­vic ven­ceu de ma­nei­ra fol­ga­da na pri­mei­ra vol­ta, e a his­tó­ria po­de re­pe­tir-se se o cam­peão na­ci­o­nal for ca­paz de fa­zer o mes­mo, que fez com o Petro de Lu­an­da. Uma en­tra­da a ma­tar, po­de se­pa­rar as águas de ime­di­a­to, é uma es­tra­té­gia ca­paz de ser efi­caz pa­ra quem pre­ci­sa de exi­bi­ção ir­re­pre­en­sí­vel pa­ra evi­tar ve­lei­da­des de chan­ces ao ad­ver­sá­rio.

A obri­ga­ção de ven­cer pa­ra es­tar na li­de­ran­ça, é uma re­a­li­da­de que os mi­li­ta­res têm de li­dar, até ao fim do Gi­ra­bo­la ZAP. A par­tir de ago­ra, a equi­pa tem de pro­var tam­bém a si, que es­tá ap­ta a man­ter-se no to­po, sem mais al­ter­nân­cia na li­de­ran­ça. Há ain­da mui­tos pon­tos em dis­pu­ta, mas não há mo­ti­vos pa­ra acre­di­tar que o 1º de Agos­to quei­ra dar-se ao lu­xo de des­per­di­çar a van­ta­gem, con­se­gui­da nes­sa fa­se im­por­tan­te do cam­pe­o­na­to.

Os ru­bro - ne­gros vão ao dér­bi, sem mar­gem de er­ro, vão com­pri­mir-se pa­ra as di­men­sões re­du­zi­das dos Co­quei­ros. A equi­pa téc­ni­ca tem de in­ven­tar es­pa­ços pa­ra man­ter a sua iden­ti­da­de em cam­po, uma vez que o rel­va­do é pe­que­no de­mais pa­ra a gran­de­za dos an­ta­go­nis­tas, mas nun­ca an­tes se evo­cou es­sa ques­tão pa­ra jus­ti­fi­car even­tu­ais fra­cas­sos.

O Pro­gres­so do Sam­bi­zan­ga vai pa­ra es­ta par­ti­da, com a am­bi­ção de es­cre­ver a sua ver­são, e é aqui on­de co­me­ça o problema, por­que os sam­bi­las gos­tam de ser ino­por­tu­nos quan­do con­vém. Qua­li­da­de é o que há de­mais no plan­tel, po­rém, fo­ram vá­ri­as às ve­zes que Ki­to Ri­bei­ro e pu­pi­los ti­ra­ram o pé do cam­po, quan­do até ti­nham con­di­ções de ob­ter um bom re­sul­ta­do.

Num dia de bom acer­to com­pe­ti­ti­vo po­de pre­va­le­cer di­an­te de qual­quer ad­ver­sá­rio. A ale­gria con­ta­gi­an­te com que os sam­bi­las abor­dam cer­tos jo­gos, po­de fa­zer que os mi­li­ta­res pu­xem dos ga­lões, pa­ra fa­zer pe­la vida.

Uma vi­tó­ria dos an­fi­triões não era na­da de ex­tra­or­di­ná­rio, a jul­gar pe­lo que fi­ze­ram du­ran­te es­ta tem­po­ra­da, des­de que con­si­gam jo­gar a uma só voz de prin­cí­pio ao fim. Um dos gran­des pe­ca­dos do Pro­gres­so, é fa­zer coi­sas de ma­nei­ra ines­pe­ra­da, co­mo se fi­zes­se as coi­sas por im­pul­so. Só as­sim se ex­pli­ca, que num da­do mo­men­to faz bo­as coi­sas, e lo­go a se­guir de­sa­pa­re­ce em cam­po, e tor­na-se pre­sa 'fa­cí­li­ma' aos ad­ver­sá­ri­os. Se acon­te­cer es­ta tar­de, o 1º de Agos­to vai agra­de­cer e mui­to.

Agos­ti­nos re­ce­bem ho­je em ca­sa os ve­lhos ri­vais sam­bi­las

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