GA­BÃO SUS­PEI­TA DE SI­TU­A­ÇÃO EX­TRA JO­GO

Se­lec­ci­o­na­dor afir­ma que acon­te­ce­ram coi­sas es­tra­nhas no jo­go com Marrocos

Jornal dos Desportos - - PORTADA -

Ase­guir a Au­ba­meyang le­van­tar sus­pei­tas, so­bre um su­mo de la­ran­ja "sa­gra­do", que de acor­do com o avan­ça­do po­de es­tar na ori­gem da der­ro­ta do Ga­bão, em Marrocos, foi a vez de José An­to­nio Ca­ma­cho, cor­ro­bo­rar na te­o­ria do jogador do Bo­rús­sia de Dort­mund.

"É mui­to sus­pei­to. Me­ta­de da equi­pa fi­cou do­en­te. Ti­ve­mos de co­mer num res­tau­ran­te, porque não nos fiá­mos, em co­mer no ho­tel. Du­ran­te o jo­go, a mi­nha equi­pa estava apá­ti­ca, e com fal­ta de forças. Além dos jo­ga­do­res, tam­bém al­guns ele­men­tos da equi­pa téc­ni­ca es­ta­vam afec­ta­dos", as­se­ve­rou o se­lec­ci­o­na­dor do Ga­bão, em de­cla­ra­ções à rá­dio Onda Ce­ro, que ga­ran­tiu que a Fe­de­ra­ção do país vai fa­lar com a FIFA:

O téc­ni­co re­cor­dou, que os mar­ro­qui­nos não foram so­li­dá­ri­os com o seu con­fra­de, e o mais ca­ri­ca­to acon­te­ceu 24 ho­ras após o jo­go. "No dia anterior, pe­di­mos du­as bo­las pa­ra trei­nar, e não nos de­ram. A Fe­de­ra­ção do Ga­bão vai fa­lar com a FIFA", ga­ran­tiu.

O espanhol, se­lec­ci­o­na­dor ga­bo­nês, re­for­ça o que já foi di­to por Au­ba­meyang, que fa­lou num su­mo de la­ran­ja sus­pei­to, de­pois da der­ro­ta de sá­ba­do (03). "Me­ta­de da co­mi­ti­va es­te­ve to­do o dia com di­ar­reia e do­res de estô­ma­go. Ti­ve­mos de ir al­mo­çar a um res­tau­ran­te fo­ra do ho­tel. Às cin­co, ti­ve­mos de lan­char num quarto às es­con­di­das", con­tou Ca­ma­cho à Ca­de­na Ser, dis­se que os seus jo­ga­do­res já o ti­nham avi­sa­do pa­ra o que pu­des­se acon­te­cer:

"Os jo­ga­do­res não se fi­a­vam mui­to, e di­zi­am pa­ra ter­mos cui­da­do. Aqui, sem­pre que há uma par­ti­da des­ta ín­do­le, po­de acon­te­cer qual­quer coi­sa. Os jo­ga­do­res já me ti­nham avi­sa­do. Ha­via jo­ga­do­res que não co­mi­am no ho­tel, pe­di­am co­mi­da de fo­ra", re­cor­dou agas­ta­do com o su­ce­di­do.

"É es­tra­nho, que nos tem­pos que cor­rem, pos­sam acon­te­cer es­tas coi­sas. Eu pró­prio es­ti­ve to­da a ma­nhã na casa de ba­nho. Os jo­ga­do­res, que não to­ma­ram su­mo de la­ran­ja não foram afec­ta­dos, mas os que to­ma­ram sim. Eu não be­bi mui­to, só um go­lo. Acon­te­ceu e é mui­to es­tra­nho", pros­se­gue o ex­trei­na­dor do Benfica.

Ca­ma­cho ad­mi­te, que Marrocos é su­pe­ri­or ao Ga­bão, diz que is­so não mu­da o fac­to da sua equi­pa jo­gar a par­ti­da cla­ra­men­te de­bi­li­ta­da: "Fu­te­bo­lis­ti­ca­men­te, eles atro­pe­la­ram-nos. Não sei, quan­tos ti­tu­la­res per­de­mos. Iam à casa de ba­nho. Nós es­tá­va­mos com can­sa­ço no cor­po".

O se­lec­ci­o­na­dor ga­bo­nês re­for­çou, e dis­se que "to­da a equi­pa téc­ni­ca estava de cama. O menos afec­ta­do, fui eu. Não vou cho­rar por per­der a opor­tu­ni­da­de de es­tar no Mundial. Marrocos foi su­pe­ri­or a nós, mas acon­te­ceu al­go es­tra­nho", rei­te­rou.

De sa­li­en­tar, que Au­ba­meyang re­ve­lou um por­me­nor de bas­ti­do­res, que em seu en­ten­der, aju­dou ao des­fe­cho do jo­go em Marrocos, que di­tou o afas­ta­men­to da equi­pa, após a der­ro­ta por 3-0. "Me­ta­de da equi­pa e da equi­pa téc­ni­ca es­ta­vam com do­res de bar­ri­ga, no dia do jo­go. Aque­le su­mo de la­ran­ja, de ma­nhã...", es­cre­veu Au­ba­meyang.

Jo­se An­to­nio Ca­ma­cho re­for­ça a te­o­ria de Au­ba­meyang e la­men­ta o su­ce­di­do com os seus atle­tas

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