FE­DE­RA­ÇÃO UNIFORMIZA FOR­MA­ÇÃO DE ATLE­TAS

Cur­sos de ac­ti­vis­tas e de ár­bi­tros es­ten­dem-se a to­das as pro­vín­ci­as

Jornal dos Desportos - - PORTADA - GAU­DÊN­CIO HAMELAY | NO LU­BAN­GO

Aa­pos­ta em ac­ções for­ma­ti­vas pa­ra agentes, di­ri­gen­tes de clu­bes e ár­bi­tros cons­ti­tui uma das me­tas tra­ça­das pe­la Fe­de­ra­ção An­go­la­na de Xadrez pa­ra o de­sen­vol­vi­men­to do desporto ci­ên­cia no país. Den­tro des­sa es­tra­té­gia, a pro­vín­cia da Huí­la está abran­gi­da com uma ac­ção de for­ma­ção di­ri­gi­da a 17 can­di­da­tos com du­ra­ção de três di­as. O ár­bi­tro in­ter­na­ci­o­nal Abí­lio Ri­bei­ro vai mi­nis­trar o cur­so de ac­ti­vis­tas e ou­tros agentes de ar­bi­tra­gem.

O res­pon­sá­vel da Fe­de­ra­ção An­go­la­na de Xadrez sus­ten­ta que o cur­so vi­sa ca­pa­ci­tar e po­ten­ci­a­li­zar os di­ri­gen­tes de clu­bes pa­ra lec­ci­o­na­rem nas es­co­las pú­bli­cas e pri­va­das o xadrez co­mo dis­ci­pli­na cur­ri­cu­lar. Mui­tas crianças de ten­ra ida­de têm ta­len­tos e ha­bi­li­da­des de pra­ti­car o desporto ci­ên­cia, mas fal­ta-lhes opor­tu­ni­da­des.

"É de pe­que­no que se tor­ce o pe­pi­no, as­sim diz a gí­ria. Por is­so, qu­e­re­mos sal­var al­gu­mas crianças com con­du­tas e prá­ti­cas que en­fer­mam a nos­sa sociedade", dis­se.O pro­jec­to vai es­ten­der-se em to­das as pro­vín­ci­as de An­go­la. Abí­lio Ri­bei­ro está no Lu­ban­go, de­pois de cum­prir a mes­ma ac­ção de for­ma­ção na pro­vín­cia de Cu­ne­ne. Pos­te­ri­or­men­te, des­lo­ca-se às ci­da­des de Sau­ri­mo (Lun­da Sul) e Ma­lan­je.

A in­ser­ção de xadrez no cur­rí­cu­lo es­co­lar vai pro­por­ci­o­nar melhor qua­li­da­de de en­si­no, se­gun­do Abí­lio Ri­bei­ro. Pa­ra aju­dar as po­lí­ti­cas do Exe­cu­ti­vo so­bre a for­ma­ção do ho­mem, a Fe­de­ra­ção decidiu "acom­pa­nhar a di­nâ­mi­ca dos cam­pe­o­na­tos na­ci­o­nais e, onde hou­ver o even­to des­por­ti­vo, ha­ve­rá sem­pre um téc­ni­co dis­po­ní­vel pa­ra dar for­ma­ção".

A for­ma­ção de ár­bi­tros é um ele­men­to im­pres­cin­dí­vel pa­ra o de­sen­vol­vi­men­to e boa qua­li­da­de dos jo­gos, se­gun­do Abí­lio Ri­bei­ro. As­sim traz pa­ra Lu­ban­go "a his­tó­ria do xadrez mundial e na­ci­o­nal, as leis de jo­go e as re­gras de jo­go". Os for­man­dos vão ter co­mo ma­té­ria de estudo sli­des que re­tra­tam a me­to­do­lo­gia de en­si­no de crianças a jo­gar xadrez."Acre­di­ta­mos que a for­ma­ção vai aju­dar os nos­sos can­di­da­tos a lec­ci­o­nar o xadrez com qua­li­da­de ele­va­da nas es­co­las pú­bli­cas e pri­va­das. Te­mos de for­mar os pro­fes­so­res pa­ra lec­ci­o­nar con­for­me o pa­co­te pa­drão da Fe­de­ra­ção An­go­la­na de Xadrez apro­va­do pa­ra to­do o país", dis­se.

Abí­lio Ri­bei­ro, que tam­bém é Mes­tre In­ter­na­ci­o­nal, afir­mou que no final do cur­so os ap­tos vão os­ten­tar o tí­tu­lo de ár­bi­tros na­ci­o­nais, pon­do fim ao cal­ca­nha­res de aquil­les na pro­vín­cia da Hui­la.

O MI Abí­lio Ri­bei­ro de­fen­deu a exis­tên­cia de pa­tro­ci­na­do­res que mos­trem dis­po­ni­bi­li­da­de de apoi­ar o xadrez na­ci­o­nal, pois só as­sim os jo­ga­do­res po­dem vin­car além-fron­tei­ras. Os di­ri­gen­tes de­vem ape­lar sem­pre à sociedade, aos em­pre­sá­ri­os e ou­tras en­ti­da­des sin­gu­la­res e co­lec­ti­vas.

O res­pon­sá­vel fez uma ca­rac­te­ri­za­ção po­si­ti­va so­bre o ac­tu­al ní­vel téc­ni­co e com­pe­ti­ti­vo pra­ti­ca­do pe­los xa­dre­zis­tas nas di­ver­sas pro­vín­ci­as. “O ní­vel do xadrez na­ci­o­nal está em bom ca­mi­nho. Ho­je, as­sis­ti­mos ao cres­ci­men­to de nú­me­ro de pro­vín­ci­as par­ti­ci­pan­tes nos cam­pe­o­na­tos na­ci­o­nais. No pas­sa­do, os even­tos era li­mi­ta­do por se­te a oi­to pro­vín­ci­as. Ago­ra, te­mos 15 a 16 pro­vín­ci­as a pra­ti­car xadrez. O cres­ci­men­to re­flec­te que a Fe­de­ra­ção está a dar uma ou­tra di­nâ­mi­ca aos jo­gos de xadrez", dis­se.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.