Va­mos ao tra­ba­lho

Jornal dos Desportos - - ABERTURA -

Con­fir­ma­da a con­tra­ta­ção do nor­te-ame­ri­ca­no Wl­li­ams Voigt, pa­ra co­man­dar os des­ti­nos da se­lec­ção de bas­que­te­bol sé­ni­or masculina, ur­ge pas­sar ao tra­ba­lho e apro­vei­tar o tem­po que nos se­pa­ra do co­me­ço das eli­mi­na­tó­ri­as ao Cam­pe­o­na­to do Mun­do, que se dis­pu­ta no pró­xi­mo ano na Chi­na. Se exis­tia al­gum im­pas­se, já es­tá ul­tra­pas­sa­do. A ques­tão qu­an­to ao subs­ti­tu­to de Ma­nu­el Sil­va "Gi", já não se põe.

Sa­be-se, que a ques­tão fi­nan­cei­ra es­tá a ser nos úl­ti­mos tem­pos um bi­cho de "se­te ca­be­ças" pa­ra os ges­to­res des­por­ti­vos, so­bre­tu­do, quan­do tem con­tra­tos com téc­ni­cos ou atle­tas es­tran­gei­ros. A di­rec­ção da FAB re­ve­lou-se se­gu­ra nes­te as­pec­to, que per­mi­te con­cluir não ter con­di­ci­o­na­lis­mos que obs­ta­cu­li­zem o pro­gra­ma que se exi­ge, pa­ra que a equi­pa pos­sa tra­ba­lhar den­tro do de­se­jo do cor­po téc­ni­co.

É cer­to que a si­tu­a­ção fi­nan­cei­ra do país não é sa­lu­tar no mo­men­to pre­sen­te, mas é im­por­tan­te que qu­em te­nha res­pon­sa­bi­li­da­des acres­ci­das, co­mo é di­ri­gir uma ins­ti­tui­ção des­por­ti­va de gran­de di­men­são, sai­ba en­con­trar al­ter­na­ti­vas pa­ra ao me­nos remediar as si­tu­a­ções. A se­lec­ção pre­ci­sa de fa­zer es­tá­gi­os, de re­a­li­zar jo­gos de con­tro­lo quan­do for ne­ces­sá­rio, e po­de ser cons­tran­ge­dor en­con­trar obs­tá­cu­los.

O téc­ni­co ora con­tra­ta­do, não pre­ci­sa de pro­var na­da. É por to­dos co­nhe­ci­do, deu pro­vas bas­tas da sua ma­tu­ri­da­de pro­fis­si­o­nal. Mais do que is­so, é am­bi­ci­o­so, gos­ta de de­sa­fi­os, pro­cu­ra ven­cê-los. Afi­nal, ele foi só o res­pon­sá­vel do fra­cas­so dos hendecacampeões em 2017 co­mo se­lec­ci­o­na­dor da Ni­gé­ria, que se sa­gra­va cam­peã afri­ca­na.

A di­rec­ção da FAB re­ve­lou-se se­gu­ra nes­te as­pec­to, que per­mi­te con­cluir não ter con­di­ci­o­na­lis­mos que obs­ta­cu­li­zem o pro­gra­ma que se exi­ge, pa­ra que a equi­pa pos­sa tra­ba­lhar den­tro do de­se­jo do cor­po téc­ni­co.

Po­rém, é im­por­tan­te re­co­nhe­cer, que só a von­ta­de e a de­ter­mi­na­ção do téc­ni­co não bas­ta. Se­rá, por es­ta or­dem, pre­ci­so ali­ar a es­se de­se­jo ou­tros ele­men­tos, tais co­mo, as con­di­ções téc­ni­cas e ma­te­ri­ais que per­mi­tam um tra­ba­lho isen­to de con­tra­tem­pos. Se tra­ba­lhar as­sim, po­de­mos ter es­pe­ran­ças nu­ma se­lec­ção com efi­cá­cia e ar­gu­men­tos com­pe­ti­ti­vos, e ca­paz de en­ca­rar os ad­ver­sá­ri­os com mais do­ses de con­fi­an­ça.

De res­to, foi di­vul­ga­da a con­vo­ca­tó­ria pa­ra os com­pro­mis­sos em vis­ta, de­pois ve­re­mos qual o com­por­ta­men­to com­pe­ti­ti­vo da equi­pa.

À par­ti­da, fi­que cla­ro, nin­guém mais es­pe­ra por um bas­que­te­bol so­frí­vel, co­mo o da úl­ti­ma se­lec­ção. Aliás, às se­lec­ções mui­tas ve­zes não se exi­gem ape­nas vi­tó­ri­as, por­que o bas­que­te­bol é pas­sí­vel de ou­tros re­sul­ta­dos. Mas o bas­que­te­bol bo­ni­to e de to­que, que agra­de ao pú­bli­co, mes­mo na au­sên­cia de vi­tó­ri­as. In­fe­liz­men­te, a se­lec­ção dos úl­ti­mos tem­pos, nem is­so fa­zia. Não ti­nha jogo. As de­bi­li­da­de eram enor­mes. É es­te qua­dro que de­ve ser cor­ri­gi­do.

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