Do bes­ti­al Jo­vic aos go­los de Azu­lão

Jornal dos Desportos - - OPINIÃO - AN­TÓ­NIO FÉ­LIX

Aé­po­ca que ter­mi­nou te­ve de tudo. Bo­ni­tos go­los de Azu­lão, Ram­bé e ou­tros cra­ques e, mais par­ti­cu­lar­men­te, a re­ve­la­da com­pe­tên­cia em ma­té­ria de trei­no do téc­ni­co do 1º de Agos­to, Dra­gan Jo­vic, que não po­de ser ti­do co­mo bes­ta, masb­sim bes­ti­al, por mais um tí­tu­lo fes­te­ja­do.

No fi­nal de 2016 mui­ta gen­te di­zia que o 1º de Agos­to, de­pois de ter per­di­do as su­as du­as prin­ci­pais "jói­as" da­que­le ano Gel­son e Ary Pa­pel - que ru­ma­ram pa­ra o Spor­ting de Por­tu­gal, não con­se­gui­ria re­es­tru­tu­rar o seu plan­tel pa­ra vol­tar a con­quis­tar o tí­tu­lo di­an­te do ar­qui-ri­val, Pe­tro de Lu­an­da.

Es­te es­pa­ço é mais uma vez di­mi­nu­to pa­ra re­ca­pi­tu­lar tudo e to­dos en­vol­vi­dos na épo­ca, ape­nas di­zer que, ter­mi­na­da que es­tá, em ter­mos de com­pe­ti­ções, os dois gran­des clu­bes do país - 1º de Agos­to e Pe­tro de Lu­an­da - saí­ram a sor­rir: quer uma quer ou­tra le­vou a água ao seu moi­nho. Uma o tí­tu­lo do Gi­ra­bo­la ZAP, ou­tra a Ta­ça de An­go­la.

Sig­ni­fi­ca que ao Pe­tro de Lu­an­da va­leu a pe­na a fun­ci­o­na­li­da­de que te­ve em to­das as fren­tes do seu plan­tel, à fren­te da qual es­te­ve mais uma vez a ori­en­tar pe­la se­gun­da vez Be­to Bi­an­chi, de­pois da sua con­tra­ta­ção em No­vem­bro de 2015.

Be­to Bi­an­chi não con­se­guiu ain­da sa­bo­re­ar o tí­tu­lo. Em 2015 a "re­vo­lu­ção" que se lhe exi­giu no co­man­do des­te his­tó­ri­co em­ble­ma na­ci­o­nal, que é o Pe­tro, pas­sa­va lo­go pe­lo tí­tu­lo, o que não acon­te­ceu. Mas quer em 2016 quer nes­te 2017 es­te­ve por per­to.Des­de lo­go a di­rec­ção do Pe­tro de Lu­an­da sa­be que que­rer nem sem­pre é po­der. O trei­na­dor, a equi­pa, fa­lha­ram o tí­tu­lo, mas a hon­ra foi la­va­da na Ta­ça, rou­ban­do as­sim a "do­bra­di­nha" que o 1º de Agos­to pre­ten­dia sa­bo­re­ar, e des­por­ti­va­men­te, fa­zer a cha­co­ta de cos­tu­me aos tri­co­lo­res.

Não sei se a di­rec­ção do Pe­tro op­ta­rá pe­la subs­ti­tui­ção de Be­to Bi­an­chi. Mas, a ser as­sim, con­si­de­ro que se­ria ou se­rá uma ati­tu­de pre­ci­pi­ta­da. Be­to Bi­an­chi es­tá a mos­trar tra­ba­lho. Não é co­mo aque­le sér­vio Mi­ros­lav Mak­si­mo­vic que em 2012 che­gou ao clu­be e ti­nha pro­me­ti­do for­mar uma equi­pa que mar­ca­ria mais de cem (100) go­los, mas que não pas­sou des­sa pro­mes­sa.

Vol­tan­do ao 1º de Agos­to, con­si­de­ro que a "sa­fra" da épo­ca sal­dou-se po­si­ti­va. E é mo­ti­vo pa­ra di­zer que em No­vem­bro de 2016 a re­no­va­ção do con­tra­to com o téc­ni­co Dra­gan Jo­vic te­ve ra­zão de ser.

O ob­jec­ti­vo era con­quis­tar to­das as com­pe­ti­ções em que a equi­pa es­ta­ria en­vol­vi­da. Só deu pa­ra o...tí­tu­lo. Sig­ni­fi­ca fra­cas­so? Não se­nhor!

E di­go não se­nhor, por­que o trei­na­dor sa­bia (e a di­rec­ção igual­men­te) da som­bra; da ri­va­li­da­de; da con­cor­rên­cia de ou­tras equi­pas, so­bre­tu­do do Pe­tro de Lu­an­da.

O trei­na­dor Dra­gan Jo­vic (53 anos de ida­de) efec­tu­ou um bom tra­ba­lho, não de­cep­ci­o­nou des­de 2015, al­tu­ra em que o clu­be dis­pen­sou os prés­ti­mos do téc­ni­co an­go­la­no Ro­meu Fi­le­mon. A di­rec­ção de Car­los Hen­drick não se po­de ar­re­pen­der por ter in­ves­ti­do e con­ta­do com jo­ga­do­res de no­me­a­da pa­ra ar­re­ba­tar tam­bém a Ta­ça de An­go­la... e não a ter lo­gra­do! Mais va­le um pás­sa­ro na mão do que dois a vo­ar.

O in­ter­na­ci­o­nal Ca­bo-ver­di­a­no Ra­mil­ton Jor­ge Santos do Ro­sá­rio " Ram­bé" e com­pa­nhei­ros sou­be­ram sem­pre ler as es­tra­té­gi­as , as fi­lo­so­fi­as de jogo im­pos­ta s por Dra­gan Jo­vic, mas nem sem­pre as pro­jec­ções re­dun­dam em su­ces­so, o que é nor­mal. De res­to, co­mo te­nho di­to, se­ria pen­sar que no mar não há ba­lei­as.

Sei que a es­se jo­ga­dor, pro­ve­ni­en­te do clu­be ro­me­no Crai­o­va, foi con­fe­ri­da a ta­re­fa de dar "lu­ta" do ata­que, qui­ça, pa­ra ser mes­mo o me­lhor mar­ca­dor do cam­pe­o­na­to. Po­rém, pas­sou ao lar­go...sem atin­gir a ci­fra con­se­gui­da por Azu­lão do Pe­tro de Lu­an­da. Res­ta re­a­pa­re­cer por ano.

Quan­do a 7 de Janeiro des­te ano de 2017 o 1º de Agos­to efec­tu­ou o seu pri­mei­ro trei­no, dan­do a ver jo­ga­do­res de pe­so, fi­cou vis­to, pas­se a re­dun­dân­cia, que Dra­gan Jo­vic ti­nha tudo pa­ra uma épo­ca em be­le­za e se ho­je dei­xa a equi­pa por ra­zões de saú­de co­mo no­ti­ci­ou o si­te do clu­be, en­tão irá à sua ter­ra com o de­ver cum­pri­do: dois cam­pe­o­na­tos no pa­po!

Des­de lo­go a di­rec­ção do Pe­tro de Lu­an­da sa­be que que­rer nem sem­pre é po­der. O trei­na­dor, a equi­pa, fa­lha­ram o tí­tu­lo, mas a hon­ra foi la­va­da na Ta­ça, rou­ban­do as­sim a "do­bra­di­nha" que o 1º de Agos­to pre­ten­dia sa­bo­re­ar, e des­por­ti­va­men­te, fa­zer a cha­co­ta de cos­tu­me aos tri­co­lo­res.”

No Pe­tro , sem des­pri­mor pa­ra os seus co­le­gas, to­do o mé­ri­to tem de ser da­do a Ti­a­go Azu­lão, um jo­ga­dor que, nes­te No­vem­bro de 2017, ter­mi­na o con­tra­to com o Pe­tro de Lu­an­da on­de che­gou há dois anos, con­cre­ta­men­te em Ju­lho de 2016 na en­tão re­a­ber­tu­ra do mer­ca­do de trans­fe­rên­ci­as na FAF, com ob­jec­ti­vo de re­for­çar a equi­pa na se­gun­da vol­ta do cam­pe­o­na­to. O Pe­tro de­ve man­tê­lo, em­bo­ra se­ja a úni­ca con­tra­ta­ção de mon­ta fei­ta pe­lo clu­be no ex­te­ri­or do país.

Vol­tan­do ao 1º de Agos­to, con­si­de­ro que a "sa­fra" da épo­ca sal­dou-se po­si­ti­va. E é mo­ti­vo pa­ra di­zer que em No­vem­bro de 2016 a re­no­va­ção do con­tra­to com o téc­ni­co Dra­gan Jo­vic ser.” te­ve ra­zão de

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