DRA­GAN TER­MI­NA VÍN­CU­LO CONTRATUAL

Se­gun­do trei­na­dor com mais tem­po na equi­pa ru­bro-ne­gra

Jornal dos Desportos - - PORTADA - BETUMELEANO FERRÃO

As va­ri­zes e os pro­ble­mas fí­si­cos, im­pe­dem o téc­ni­co Dra­gan Jo­vic de es­ta­be­le­cer o re­cor­de de tem­po­ra­das con­se­cu­ti­vas, no ban­co do 1º de Agos­to.

Se re­no­vas­se, per­ma­ne­cia no mí­ni­mo, mais um ano, o bós­nio de 54 anos de ida­de ia su­pe­rar o sér­vio Du­san Kon­dic, o pri­mei­ro e úni­co da his­tó­ria do clu­be mi­li­tar a per­ma­ne­cer co­mo trei­na­dor, du­ran­te qua­tro épo­cas con­se­cu­ti­vas.

O con­su­la­do de Dra­gan Jo­vic, no 1º de Agos­to, du­rou três tem­po­ra­das e mei­as, o se­gun­do mais lon­go. A re­la­ção en­tre o trei­na­dor e a for­ma­ção ru­bro -ne­gra apa­ren­ta­va ser estável e du­ra­dou­ra, até que as ques­tões de bas­ti­do­res, do­en­ça do téc­ni­co, for­ça­ram o bi­cam­peão na­ci­o­nal a lar­gar a equi­pa pa­ra dar pri­o­ri­da­de ao tra­ta­men­to.

A lon­ge­vi­da­de de trei­na­do­res, no co­man­do das equi­pas, nun­ca foi si­na do fu­te­bol an­go­la­no, em ge­ral, e do 1º de Agos­to, em par­ti­cu­lar. Com bons ou maus re­sul­ta­dos, os mi­li­ta­res sem­pre se­gui­ram a re­gra de tro­car de téc­ni­cos. Foi ape­nas em du­as oca­siões, Du­san Kon­dic e ago­ra Dra­gan Jo­vic, que o clu­be foi 'to­le­ran­te', em con­ce­der mais de três épo­cas a um trei­na­dor.

O bós­nio sai pe­la por­ta gran­de, sem ba­ter o his­tó­ri­co re­cor­de do sér­vio, mas co­mo re­cor­da­ção le­va o mar­co da lon­ge­vi­da­de do mi­lé­nio, no 1º de Agos­to. An­tes da sua con­tra­ta­ção, ne­nhum trei­na­dor per­ma­ne­ceu sen­ta­do du­ran­te mui­to tem­po no ban­co mi­li­tar, o úni­co que se apro­xi­mou foi o ho­lan­dês Jan Brouwer, que per­ma­ne­ceu três anos con­se­cu­ti­vos, 2005, 2006 e 2007.

A che­ga­da de Jo­vic, coin­ci­diu com um o pe­río­do con­tur­ba­do, em que os mi­li­ta­res eram con­si­de­ra­dos, em sen­ti­do fi­gu­ra­do, o "ce­mi­té­rio" de trei­na­do­res.

Vá­ri­os no­mes con­cei­tu­a­dos em An­go­la e Por­tu­gal, Ro­meu Fi­le­mon e Daú­to Fa­qui­rá, só pa­ra ci­tar es­ses dois, en­tra­ram e saíam num cur­to es­pa­ço de tem­po, até que o des­co­nhe­ci­do bós­nio foi con­tra­ta­do pa­ra de­vol­ver es­ta­bi­li­da­de, nu­ma al­tu­ra em que ha­via maus re­sul­ta­dos, e au­sên­ci­as de tí­tu­los.

As­sim co­mo o re­cor­dis­ta Du­san, Jo­vic tam­bém ga­nhou dois cam­pe­o­na­tos con­se­cu­ti­vos, 2016 e 2017. Tem mais uma con­quis­ta no seu cur­rí­cu­lo, a Su­per­ta­ça 2017, de­pois da vi­tó­ria de 1-0 so­bre o Li­bo­lo. A Ta­ça de An­go­la é a úni­ca pro­va na­ci­o­nal em que o bós­nio sem­pre fra­cas­sou.

O seu con­su­la­do, no 1º de Agos­to, du­rou mil tre­zen­tos e um dia, de 21 de Abril de 2014, quan­do ori­en­tou o pri­mei­ro trei­no, a 11 de No­vem­bro de 2017, jogo da fi­nal da Ta­ça de An­go­la com o Pe­tro de Lu­an­da.

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