ES­TÁ­DIO DO SA­GRA­DA ES­TÁ EM DE­GRA­DA­ÇÃO

Cam­po foi rei­nau­gu­ra­do a 5 de Mar­ço de 2008

Jornal dos Desportos - - PORTADA -

As du­as pla­cas lu­mi­no­sas verticais que se en­con­tram nos ex­tre­mos do Es­tá­dio con­ti­nu­am ino­pe­ran­tes, há qua­se uma dé­ca­da. Se­gun­do a An­gop, o que mo­ti­vou a pa­ra­li­sa­ção dos equi­pa­men­tos elec­tró­ni­cos foi uma ava­ria que pri­vou os agen­tes do jo­go e es­pec­ta­do­res de informações re­la­ci­o­na­das com o de­sen­ro­lar das par­ti­das.

Em con­tras­te, a rel­va apre­sen­ta-se sem cla­rei­ras, com um ver­de pu­ro, gra­ças à de­di­ca­ção da ma­nu­ten­ção, três ve­zes por se­ma­na.

O Es­tá­dio foi rei­nau­gu­ra­do a 5 de Mar­ço de 2008, por Jus­ti­no Fer­nan­des (na al­tu­ra pre­si­den­te da Fe­de­ra­ção Angolana de Fu­te­bol), en­tão em re­pre­sen­ta­ção do ex -Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, José Edu­ar­do dos San­tos, pa­ra aten­der a de­man­da da equi­pa, em fun­ção das exi­gên­ci­as do mo­men­to.

Lo­ca­li­za­do no bair­ro do Ca­ma­quen­zo -2, ao lon­go da Ave­ni­da 28 de Agos­to (ar­re­do­res da ci­da­de do Dundo ad­ja­cen­te à zo­na "co­mer­ci­al", a in­fra-es­tru­tu­ra tem um gi­ná­sio, uma sa­la de fi­si­o­te­ra­pia, uma sa­la de con­fe­rên­cia que com­por­ta 100 pes­so­as, sa­la de tro­féus que mar­ca o per­cur­so da equi­pa na his­tó­ria do fu­te­bol, e 12 es­pa­ços a ren­ta­bi­li­zar à vol­ta do Es­tá­dio.

De­pois da Cen­tra­li­da­de do Mus­sun­gue, a in­fra-es­tru­tu­ra é con­si­de­ra­da um dos car­tões pos­tais da re­gião, de­vi­do ao es­ti­lo ar­qui­tec­tó­ni­co en­tre be­tão e blo­cos, ta­pe­te na­tu­ral, ban­ca­das com as­sen­tos plás­ti­cos in­di­vi­du­ais per­so­na­li­za­dos - já com al­guns da­ni­fi­ca­dos - nu­ma mis­tu­ra de co­res ver­de e bran­ca, ca­rac­te­rís­ti­ca da for­ma­ção do Sa­gra­da Es­pe­ran­ça. Es­tes tons são igual­men­te vi­sí­veis na fa­cha­da.

Com a re­mo­de­la­ção com­ple­ta, o an­ti­go "Quin­ta­lão" com 105 me­tros de com­pri­men­to e 74 de lar­gu­ra, du­pli­cou a lo­ta­ção ao pas­sar de qua­tro mil, pa­ra oi­to mil e no­ven­ta e um lu­ga­res, a ban­ca­da prin­ci­pal (7.811), ca­ma­ro­te (240), tri­bu­na vip (40), in­cluin­do a cons­tru­ção de áre­as co­mo ca­sas de ba­nho (28) pa­ra jo­ga­do­res, ár­bi­tros e pú­bli­co, uma sa­la e ca­bi­nes de im­pren­sa (5).

Pos­sui ain­da um tan­que pa­ra re­ser­var 91 mil litros de água, além de uma fon­te al­ter­na­ti­va de 650 KVA pa­ra pro­por­ci­o­nar a ilu­mi­na­ção dos 48 ho­lo­fo­tes su­por­ta­dos por qua­tro tor­res, em­bo­ra com al­gu­ma de­fi­ci­ên­cia, ra­zão que con­di­ci­o­na a re­a­li­za­ção de jo­gos à noi­te.

O Es­tá­dio tem um par­que de es­ta­ci­o­na­men­to pa­ra mais de 100 vi­a­tu­ras, e aco­lhe a prá­ti­ca de au­las de edu­ca­ção fí­si­ca, por fal­ta de cam­pos con­dig­nos na pro­vín­cia.

O lo­cal re­ce­beu a pri­mei­ra par­ti­da do Gi­ra­bo­la lo­go de­pois da re­a­ber­tu­ra, o jo­go Sa­gra­da Es­pe­ran­ça - In­ter­clu­be (0-1). An­tes, os di­a­man­tí­fe­ros mon­ta­ram o quar­tel - ge­ne­ral (2006/7) em Malanje, pa­ra a re­a­li­za­ção dos jo­gos co­mo an­fi­triões.

O pro­jec­to foi fi­nan­ci­a­do pe­la En­di­a­ma (não foi re­ve­la­do o va­lor), na al­tu­ra sob li­de­ran­ça de Al­fre­do Do­min­gos Ma­cha­do, e foi exe­cu­ta­do pe­la em­pre­sa chi­ne­sa "Chi­na Gu­ang Xi".

O re­cin­to dis­põe de 12 ex­tin­to­res em vá­ri­os pon­tos, nas en­tra­das e na tri­bu­na, oi­to por­tões de en­tra­da e igual nú­me­ro de saí­das de emer­gên­cia as­si­na­la­das. O sis­te­ma é de aber­tu­ra pa­ra fo­ra. Pos­sui ve­da­ção em gra­de­a­men­to na par­te superior das ban­ca­das.

Se­gui­ram-se as par­ti­das in­se­ri­das no tor­neio in­ter­na­ci­o­nal sub-20, que en­vol­ve­ram as se­lec­ções de An­go­la, Na­mí­bia, Botswa­na e Ma­lawi, em 2009, os amis­to­sos Pa­lan­cas Ne­gras Le­o­par­dos (RDC), Sa­gra­da Es­pe­ran­ça, TP-Ma­zem­be e Pe­tro de Lu­an­da, em 2014, o lan­ça­men­to do pro­gra­ma "Des­pon­tar" e a vi­si­ta do an­ti­go vi­ce-pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, Fer­nan­do da Pi­e­da­de Di­as dos San­tos.

Cin­co anos de­pois da re­a­ber­tu­ra, o cam­po be­ne­fi­ci­ou da pri­mei­ra in­ter­ven­ção de rel­va na­tu­ral, du­ran­te três me­ses, e bal­neá­ri­os so­bre­tu­do pa­ra os atle­tas lo­cais e vi­si­tan­tes, con­subs­tan­ci­a­dos na subs­ti­tui­ção de chu­vei­ros, en­tre ou­tros as­pec­tos.

Es­tá­dio pos­sui ain­da um tan­que pa­ra re­ser­var 91 mil litros de água além de uma fon­te al­ter­na­ti­va de 650 KVA

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