Que­da de re­cor­des mar­ca 2017

Mar­cas com dez anos caí­ram por mu­dan­ça de re­gu­la­men­to

Jornal dos Desportos - - DESPORTOS -

Atem­po­ra­da de 2017 mar­cou inú­me­ros re­cor­des ba­ti­dos. Mar­cas que du­ra­vam mais de dez anos, caí­ram de­pois de mu­dan­ça no re­gu­la­men­to que tor­nou os car­ros mais velozes nas cur­vas, e mais de­sa­fi­a­do­res pa­ra os pi­lo­tos. As al­te­ra­ções no per­fil das asas e dos pneus fo­ram apro­va­das, mas dois fac­to­res ain­da in­co­mo­dam: a di­fi­cul­da­de de ul­tra­pas­sa­gem e a di­fe­ren­ça que o mo­tor ain­da faz.

O pri­mei­ro pon­to era es­pe­ra­do, quan­do a mu­dan­ça de re­gras foi anun­ci­a­da: co­mo os car­ros iam ge­rar mais pres­são ae­ro­di­nâ­mi­ca, con­se­quen­te­men­te iam fi­car mais sen­sí­veis ao ar tur­bu­len­to do car­ro à fren­te. E, o que vi­mos em 2017 foi uma que­da sig­ni­fi­ca­ti­va da mé­dia de ul­tra­pas­sa­gens de 52 em pro­vas dis­pu­ta­das no ano pas­sa­do, pa­ra pou­co mais de 20 nes­te ano.

Acho que a FIA e a F-1 fi­ze­ram um gran­de tra­ba­lho com es­sas re­gras, opi­nou o cam­peão Lewis Ha­mil­ton. Os car­ros de F-1 de­vi­am ser os mais rá­pi­dos do mun­do. Só é uma pe­na que se­ja tão di­fí­cil ul­tra­pas­sar. Tem de ha­ver uma ma­nei­ra de cri­ar uma ba­ta­lha, sem um dé­fi­cit de po­tên­cia de mo­tor ou al­go do ti­po. Mas ain­da que se­ja di­fí­cil ul­tra­pas­sar, é um car­ro fan­tás­ti­co de se pi­lo­tar.

O seu com­pa­nhei­ro da Mer­ce­des, Valt­te­ri Bot­tas, con­cor­da. Pa­ra nós pi­lo­tos, o car­ro é mui­to di­ver­ti­do e de­sa­fi­a­dor. E, tam­bém es­ta­mos a que­brar os re­cor­des de pis­ta em to­dos os lu­ga­res, e is­so é mui­to bom. Acho que o úni­co pon­to ne­ga­ti­vo, é a di­fi­cul­da­de de se ul­tra­pas­sar em al­gu­mas pis­tas, mas sei que há gen­te que es­tá de olho nis­so, e tal­vez se­ja al­go que pos­sa­mos mu­dar pa­ra o fu­tu­ro.

De fac­to, au­men­tar o nú­me­ro de ul­tra­pas­sa­gens sem di­mi­nuir a ve­lo­ci­da­de do car­ro, é al­go que es­tá a ser es­tu­da­do por Ross Brawn, que as­su­miu nes­te ano a di­rec­ção téc­ni­ca da F-1.

Pa­ra quem não tem um Mer­ce­des na mão, ain­da fal­ta ou­tro pon­to, pa­ra a F-1 me­lho­rar: uma mai­or equi­da­de dos mo­to­res. É o que de­fen­de Max Vers­tap­pen, da Red Bull, que tem um car­ro con­si­de­ra­do o me­lhor da gre­lha, mas con­ta com um mo­tor in­fe­ri­or, tan­to em ter­mos de po­tên­cia, qu­an­to de con­fi­a­bi­li­da­de da Re­nault. Gos­ta­va que os mo­to­res fos­sem mais iguais. Não pre­ci­sam de ser exac­ta­men­te iguais, ca­so con­trá­rio, não eram mais de­sa­fi­a­do­res pa­ra os for­ne­ce­do­res, mas gos­ta­va que pe­lo me­nos a di­fe­ren­ça fi­cas­se en­tre dois ou três dé­ci­mos. As­sim, po­día­mos com­pe­tir de for­ma mais jus­ta, dis­se o ho­lan­dês à re­por­ta­gem.

Pa­ra o ano que vem, são pou­cas as mu­dan­ças no re­gu­la­men­to téc­ni­co, a mais im­por­tan­te é a in­tro­du­ção do ha­lo. Em re­la­ção aos mo­to­res, as no­vas re­gras vão es­tre­ar-se em 2021.

CLIVE RO­SE / GETTY IMAGES NORTH AME­RI­CA / AFP

Pi­lo­tos ce­le­bram car­ros mais rá­pi­dos e que­rem mais ul­tra­pas­sa­gens

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