Con­ti­nuá­mos na mes­ma

Jornal dos Desportos - - ABERTURA -

Asor­te pa­ra o CHAN'2018 es­tá lan­ça­da, já lá vão al­gu­mas se­ma­nas. Por­tan­to, os Pa­lan­cas Ne­gras sa­bem que têm co­mo ad­ver­sá­ri­os, os Ca­ma­rões, Bur­ki­na-Fa­so e Con­go Braz­za­vil­le. Sem in­ten­ção de lan­çar pres­são à di­rec­ção da FAF, há si­tu­a­ções que não po­dem le­var mui­to tem­po, uma das quais con­subs­tan­cia-se na in­di­ca­ção do se­lec­ci­o­na­dor.

É ne­ces­sá­rio tra­tar es­te as­pec­to com ur­gên­cia, pa­ra dar tem­po ao téc­ni­co. In­fe­liz­men­te, con­ti­nu­a­mos com a di­fi­cul­da­de de en­con­trar o ho­mem cer­to, e é a al­tu­ra de dar sequên­cia ao tra­ba­lho ini­ci­a­do por Ro­ber­to Bi­an­chi, res­pon­sá­vel pe­la qua­li­fi­ca­ção à pro­va de Mar­ro­cos.

O trei­na­dor tem de de­fi­nir o que a Fe­de­ra­ção Angolana de Fu­te­bol qu­er no fu­tu­ro ime­di­a­to. Ou se­ja, vão os Pa­lan­cas Ne­gras dis­cu­tir uma po­si­ção clas­si­fi­ca­ti­va hon­ro­sa na pro­va, ou apro­vei­ta-se a cam­pa­nha pa­ra se cons­truir um gru­po co­e­so pa­ra os pró­xi­mos com­pro­mis­sos?

À par­ti­da, são es­sas ques­tões que de­vem fi­car de­fi­ni­das, de mo­do a que não se co­lo­que pres­são des­ne­ces­sá­ria ao se­lec­ci­o­na­dor a in­di­car. É im­por­tan­te que se vá ao CHAN, po­rém, não se vai ape­nas por ir. De­pois do nos­so país che­gar a uma fi­nal da com­pe­ti­ção, não se jo­ga a con­fi­ar na sor­te.

Tu­do se tra­ba­lha, no fu­te­bol o tem­po é im­por­tan­te, é o me­lhor re­mé­dio. Tra­ba­lhar, ata­ba­lho­a­da­men­te, pa­ra ir ao CHAN, é coi­sa de quem nun­ca lá es­te­ve. As bo­as pres­ta­ções tra­zem re­cei­tas, as pés­si­mas na­da. Os Pa­lan­cas Ne­gras ga­nha­ram em 2006 pa­tro­ci­na­do­res de pe­so, por­que fo­ram ao CAN e Mun­di­al, so­bre­tu­do pe­la com­pe­tên­cia de jo­ga­rem de igual pa­ra igual com se­lec­ções da “es­ta­le­ca” da Ar­gé­lia e da Ni­gé­ria.

Por­tan­to, há uma ca­deia de de­ci­sões que an­te­ce­dem à no­me­a­ção do fu­tu­ro se­lec­ci­o­na­dor, a se­rem fei­tas pe­la Fe­de­ra­ção Angolana de Fu­te­bol. Por ou­tro la­do, é ne­ces­sá­rio que se en­con­tre um pa­tro­ci­na­dor que sus­ten­te os sa­lá­ri­os da equi­pa téc­ni­ca, pa­ra evi­tar que os se­lec­ci­o­na­do­res fi­quem com sa­lá­ri­os con­di­ci­o­na­dos, co­mo acon­te­ceu com Ro­ber­to Bi­an­chi, si­tu­a­ção, aliás, que es­te­ve na ori­gem da va­ca­tu­ra que há no co­man­do téc­ni­co da equi­pa na­ci­o­nal.

Em re­su­mo, to­das as li­ções são im­por­tan­tes. A mai­or par­te dos paí­ses que con­tra­tam trei­na­do­res re­no­ma­dos, fa­zem is­so. Têm con­tra­to com em­pre­sas que pa­gam os sa­lá­ri­os dos trei­na­do­res. Nós acre­di­ta­mos que exis­tam mui­tos bons trei­na­do­res, aos quais não é ne­ces­sá­rio pa­gar mui­to di­nhei­ro. Há uma boa pra­ça de trei­na­do­res, que não de­ve ser des­cu­ra­da: a Eu­ro­pa do Les­te ou mes­mo o Bra­sil.

Mes­mo en­tre an­go­la­nos, há trei­na­do­res que pre­ci­sam ape­nas de con­di­ções de tra­ba­lho pa­ra mos­trar o que va­lem. É, no en­tan­to, a ho­ra da FAF co­me­çar a me­xer es­se pro­ble­ma do no­me do fu­tu­ro se­lec­ci­o­na­dor. O tem­po cor­re, ace­le­ra­da­men­te.

Mes­mo en­tre an­go­la­nos, há trei­na­do­res que pre­ci­sam ape­nas de con­di­ções de tra­ba­lho pa­ra mos­trar o que va­lem. É, no en­tan­to, a ho­ra da FAF co­me­çar a me­xer es­se pro­ble­ma do no­me do fu­tu­ro se­lec­ci­o­na­dor

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.