DIAS CAIRES FA­LA CO­MO TREI­NA­DOR

An­ti­go in­ter­na­ci­o­nal es­tá a re­gis­tar bons re­sul­ta­dos des­de que é téc­ni­co prin­ci­pal

Jornal dos Desportos - - PORTADA - BETUMELEANO FERRÃO JO­SÉ SO­A­RES| EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

Acar­rei­ra do téc­ni­co Dias Caires es­tá a ser mar­ca­da com re­sul­ta­dos ex­ce­len­tes nos es­ca­lões de for­ma­ção do Spor­ting de An­go­la. O téc­ni­co de 39 anos de ida­de mos­trou-se or­gu­lho­so por em du­as tem­po­ra­das, con­se­cu­ti­vas, co­lo­car os ju­ve­nis e ju­ni­o­res le­o­ni­nos no pro­vin­ci­al de Lu­an­da.

"É um sal­do po­si­ti­vo, por­que as coi­sas es­tão a acon­te­cer mui­to mais rá­pi­do que pen­sa­va", ga­ran­tiu ao Jor­nal dos Des­por­tos.

O pro­jec­to de for­ma­ção le­o­ni­no mal co­me­çou a an­dar, "tem dois anos de exis­tên­cia", mas os cam­pos de­mons­tram es­tar bran­cos pa­ra a co­lhei­ta, enal­te­ceu o jo­vem trei­na­dor. "Eu en­trei no dia 9 de Ju­nho de 2016, mas já es­ta­mos a ver os fru­tos do tra­ba­lho que es­tão a ser de­sen­vol­vi­dos. Na épo­ca de es­treia fo­mos cam­peões pro­vin­ci­ais da se­gun­da di­vi­são, em Sub-17, ou ju­ve­nis, dis­pu­tá­mos es­sa tem­po­ra­da na pri­mei­ra di­vi­são e saí­mos em oi­ta­vo, o pró­xi­mo va­mos es­tar tam­bém em ju­ni­o­res, por­que con­se­gui­mos o apu­ra­men­to", enu­me­rou.

An­tes de tra­ba­lhar na for­ma­ção, Dias Caires es­te­ve no fu­te­bol pro­fis­si­o­nal, in­clu­si­ve, che­gou a ser ad­jun­to de Bernardino Pe­dro­to que é o trei­na­dor mais ti­tu­la­do do Gi­ra­bo­la com cin­co con­quis­tas, apren­deu ao la­do de­le e de ou­tros mes­tres, que es­tá a ser de­ter­mi­nan­te pa­ra an­dar com os seus pró­pri­os pés.

"Es­tá a ser uma boa ex­pe­ri­ên­cia, as­su­mir a fun­ção de téc­ni­co prin­ci­pal, o que es­tá a acon­te­cer per­mi­te-me di­zer que não é um bi­cho de se­te ca­be­ças, eu do­mi­no a ma­té­ria e uso to­do o meu sa­ber pa­ra trans­mi­tir bem", ga­ran­tiu.

Além da aju­da que re­ce­beu, o ex-cen­tral "cria im­pac­to" nos fu­tu­ros fu­te­bo­lis­tas ao en­si­nar por meio de exem­plos.

"Eu tam­bém par­ti­ci­po nos trei­nos, eles vêem-me a jo­gar e eles aper­ce­bem-se que afi­nal eu co­nhe­ço a ma­té­ria, is­so dá-lhes mo­ti­va­ção ex­tra, sin­to na ma­nei­ra co­mo eles jo­gam”, elo­gi­ou.

O su­ces­so che­gou de ma­nei­ra ines­pe­ra­da, mas não an­tes do tra­ba­lho co­mo no di­ci­o­ná­rio, eis o mo­ti­vo por que o jo­vem trei­na­dor man­tém os pés no chão e faz pla­nos pa­ra de­le­gar no Spor­ting de An­go­la.

“Eu sou o co­or­de­na­dor e trei­na­dor dos ju­ni­o­res, na pró­xi­ma épo­ca não vai ser fá­cil con­ci­li­ar as du­as ta­re­fas, por­que o pro­vin­ci­al da pri­mei­ra di­vi­são é com­pe­ti­ti­vo, en­tão, vai ser com­pli­ca­do acu­mu­lar fun­ções, va­mos re­cru­tar mais trei­na­do­res pa­ra di­vi­dir ta­re­fas”, afir­mou.

A car­rei­ra de trei­na­dor pa­re­cia es­tar hi­po­te­ca­da, até que uma con­ju­ga­ção de fac­to­res co­lo­cou Dias Caires di­an­te da por­ta de opor­tu­ni­da­des. Ele le­vou o fi­lho ao Spor­ting de An­go­la e um dia um dos di­ri­gen­tes des­co­briu qu­em era o pai do for­man­do.

“Eu es­ta­va há dois anos no de­sem­pre­ga­do, quan­do re­ce­bi o con­vi­te do Sr. Ro­gé­rio, já não es­tá no clu­be, na ver­da­de, era al­guém que que­ria ser meu agen­te quan­do eu era ain­da atleta, foi gra­ças a ele que tu­do es­tá a acon­te­cer”, mos­trou-se agra­de­ci­do.

O per­cur­so dos ju­ve­nis e ju­ni­o­res le­o­ni­nos é acei­tá­vel, mas Dias Caí­res olha pa­ra si e vê ne­ces­si­da­de de apos­tar na sua for­ma­ção, até mes­mo aca­dé­mi­ca.

"Eu te­nho cur­so de trei­na­dor, te­nho o ní­vel 1, mas am­bi­ci­o­no fa­zer o cur­so do ní­vel C que me ha­bi­li­ta a fi­car no ban­co de su­plen­tes, pa­ra além dis­so, vol­tei a es­tu­dar, es­tou a con­cluir o mé­dio, pa­rei quan­do era atleta, mas nun­ca é tar­de pa­ra re­co­me­çar”, enal­te­ceu.

Ex-cen­tral do ASA e do Pe­tro de Lu­an­da li­de­ra pro­jec­to de for­ma­ção do Spor­ting de An­go­la

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