Pe­tro­lí­fe­ros e mi­li­ta­res em dia dos na­mo­ra­dos

Jornal dos Desportos - - OPINÃO -

Há quem di­ga com bo­as ra­zões que va­mos ter nes­ta semana uma quar­ta-fei­ra de mo­ti­vos mil, pa­ra fes­te­jar­mos ou mes­mo nos re­co­lher­mos na tris­te­za: é o dia dos na­mo­ra­dos, é o dia das ma­ban­gas" (res­sa­ca do car­na­val) e ain­da ve­jam is­to, meus se­nho­res dia de gran­des jo­gos da mun­di­al­men­te fa­mo­sa Liga Eu­ro­peia dos Clubes Cam­peões.

Mas não vim hoje pa­ra fa­lar dos vá­ri­os ti­pos de "na­mo­ros" a que se as­sis­te, des­de que o Petro pas­sou a ser Petro ou des­de que o 1º de Agos­to pas­sou ser 1º de Agos­to; de jo­ga­dor cra­que pe­tro­lí­fe­ro se­rem as­se­di­a­do pe­los mi­li­ta­res ou de técnicos mi­li­ta­res "con­quis­ta­dos" pe­los pe­tro­lí­fe­ros. Na­da dis­to.

Nem sequer é pa­ra fa­lar nes­ta épo­ca, do "tru­mu­no" 1º de Agos­to -Petro ou Petro -1º de Agos­to. Es­tes são jo­gos que dão sem­pre que fa­lar, mas ain­da fal­tam jor­na­das.

O as­sun­to é que a 40ª edi­ção do nos­so cam­pe­o­na­to na­ci­o­nal de futebol da primeira di­vi­são, vul­go Gi­ra­bo­la, ago­ra ZAP, já es­tá em curso e o cam­pe­o­na­to vai ser al­vo de acom­pa­nha­men­to ri­go­ro­so, não só da par­te da im­pren­sa co­mo dos adep­tos.

O Petro de Lu­an­da e o 1º de Agos­to, de­vi­do aos seus en­vol­vi­men­tos nas Afrotaças, ape­nas en­tram em cam­po, pa­ra o cam­pe­o­na­to, na quar­ta­fei­ra. O Petro de Lu­an­da re­ce­be o Eva­le do Cu­ne­ne e o 1º de Agos­to o Pro­gres­so do Sam­bi­zan­ga.

O Petro de Lu­an­da e o 1º de Agos­to estão con­de­na­dos a an­dar de "mãos da­das", no que res­pei­ta ao tí­tu­lo, ob­vi­a­men­te, sob es­prei­tas de ou­tras equi­pas que as­se­di­a­ram e na­mo­ra­ram jo­ga­do­res pa­ra ti­rar­lhes fo­ra do ca­mi­nho, no so­nho de campeão.

Es­te ano não hou­ve gran­des na­mo­ros, no sen­ti­do do Petro de Lu­an­da rou­bar jo­ga­do­res ao 1º de Agos­to, nem des­te pa­ra o Petro, e is­to é bo­ni­to, é promessa de vol­tar a as­sis­tir-se a mui­ta lu­ta pe­lo tí­tu­lo, sem des­pre­zar as ou­tras equi­pas.Já ou­vi di­zer que o no­vo treinador do 1º de Agos­to rejeita mudar to­tal­men­te a sua ideia, de es­tar sob a som­bra do gran­de adversário que é o Petro de Lu­an­da, pro­me­te um 1º de Agos­to for­te ,de­ter­mi­na­do e igual a si mes­mo em to­dos os de­sa­fi­os, se­ja com o Petro de Lu­an­da ou ou­tros con­cor­ren­tes.Tam­bém o treinador do Petro de Lu­an­da dis­se qua­se a mes­ma coi­sa: vai ser igual a si mes­mo.

Ou se­ja, de jo­go a jo­go vai mos­trar, di­ga­mos, o seu ADN que não mu­da com o no­me do adversário, cul­ti­va­mos es­sa fi­lo­so­fia des­de o jo­go de sá­ba­do di­an­te dos Mas­ters do Zim­babwe, até ao fim da épo­ca.

É por is­so que quer ao Petro de Lu­an­da quer o 1º de Agos­to re­ves­te-se de ca­pi­tal im­por­tân­cia os jo­gos mar­ca­dos pa­ra a tal quar­ta-fei­ra, dia dos na­mo­ra­dos.

Já me es­que­cia de al­go fun­da­men­tal: é bom que a par­tir dos seus jo­gos nes­ta quar­ta­fei­ra, o Petro de Lu­an­da e o 1º de Agos­to dei­xem, de for­ma ve­la­da ou não, de "na­mo­rar" ár­bi­tros pa­ra ob­te­rem vi­tó­ri­as de ba­to­ta. Is­to não bem, fi­ca é feio aos dois gran­des clubes - aos olhos dos adep­tos - em­bo­ra ha­ja di­ri­gen­tes que sor­ra­tei­ra­men­te apa­dri­nhem "jo­gos su­jos".

E, à pro­pó­si­to dis­so...co­mo es­tá até hoje a in­for­ma­ção do ano pas­sa­do, avan­ça­da à im­pren­sa pe­lo téc­ni­co Ze­ca Ama­ral no fi­nal do en­con­tro com o Ma­quis, no Lu­e­na, qu­an­do dis­se que os ár­bi­tros re­ce­be­ram di­nhei­ro que ale­ga­da­men­te o 1º de Agos­to deu num en­ve­lo­pe?...

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