Petro ga­ran­te van­ta­gem com “car­na­val” de go­los

Vi­ce -campeão sem ce­ri­mó­ni­as na re­cep­ção ao Mas­ter Se­cu­rity

Jornal dos Desportos - - FUTEBOL - PAULO CACULO

Se hou­ves­se qual­quer dú­vi­da em relação ao fa­vo­ri­tis­mo do Petro de Lu­an­da no jo­go com o Mas­ter Se­cu­rity de Ma­lawi na fa­se ini­ci­al da eli­mi­na­tó­ria de aces­so à fa­se de gru­pos da Ta­ça da Con­fe­de­ra­ção, en­tão, foi com­ple­ta­men­te dis­si­pa­da com a go­le­a­da ex­pres­si­va (5-0) que o con­jun­to an­go­la­no apli­cou no sá­ba­do, no Es­tá­dio 11 de No­vem­bro.

Di­ga-se, sem mar­gem de er­ro, que os números da vi­tó­ria dos "em­bai­xa­do­res" an­go­la­nos na Ta­ça CAF aca­bam por ga­ran­tir, se­gu­ra­men­te, a con­di­ção pri­vi­le­gi­a­da de carimbar o pas­sa­por­te pa­ra a se­gun­da fa­se da eli­mi­na­tó­ria, ain­da que te­nha de op­tar por um futebol de con­ten­ção no em­ba­te da se­gun­da mão, den­tro de 14 di­as, no Ma­lawi.

Mais do que cor­res­pon­der à ex­pec­ta­ti­va dos an­go­la­nos e dos adep­tos em par­ti­cu­lar, ao Petro de­ve atri­buir-se o mé­ri­to de ter si­do ca­paz de su­pe­rar as ha­bi­tu­ais con­di­ci­o­nan­tes de prin­cí­pio de épo­ca. Ou se­ja, ao con­trá­rio do que se es­pe­ra­va, o con­jun­to às or­dens de Be­to Bianchi man­te­ve em al­ta os elos pri­má­ri­os de li­ga­ção ao jo­go.

Ao con­trá­rio do adversário, que de­via es­pe­lhar me­lho­res ní­veis com­pe­ti­ti­vos, fru­to do nú­me­ro de jo­gos nas per­nas que os­ten­tam os seus jo­ga­do­res, já que o cam­pe­o­na­to no Ma­lawi es­tá em curso mais ce­do, a for­ma­ção an­go­la­na não dei­xou trans­pa­re­cer a ima­gem de uma equi­pa que só ago­ra se con­fron­ta com jo­gos a do­er. Ain­da as­sim o Petro pro­ta­go­ni­zou um fes­ti­val de fa­lhan­ços.

ÉPO­CA NO­VA... MAKAS AN­TI­GAS

No­ta-se, à primeira vis­ta, na equi­pa do Petro de Lu­an­da, um con­jun­to com futebol po­si­ti­vo, ole­a­da nos processos de cons­tru­ção de trás pa­ra fren­te, com vá­ri­as uni­da­des em des­ta­que, com mui­to à von­ta­de e cri­a­ti­vi­da­de, so­bre­tu­do, na zo­na in­ter­mé­dia da equi­pa.

Não é pro­pri­a­men­te um con­jun­to no­vo, o que vi­mos evo­luir fren­te ao Mas­ter Se­cu­rity, to­da­via, é de de­plo­rar o fac­to dos tri­co­lo­res não se li­vra­rem (pe­lo me­nos até ao jo­go de sá­ba­do) da ma­nia dos des­per­dí­ci­os.

Fru­to dis­so, é que ape­nas ao mi­nu­to 40 a equi­pa che­gou ao golo por Ti­a­go Azu­lão, de­pois de mi­nu­tos a fio es­prei­tar a ba­li­za do con­jun­to Ma­lawi. Na al­tu­ra, o Petro abu­sa­va de tem­po com a pos­se de bo­la e das opor­tu­ni­da­des de mar­car.

Fi­ca a dú­vi­da, se o ata­que vol­ta a es­tar sob ins­pi­ra­ção dos avan­ça­dos bra­si­lei­ros, com par­ti­cu­lar re­al­ce pa­ra Ti­a­go Azu­lão, sim­ples­men­te o me­lhor mar­ca­dor da equi­pa nas úl­ti­mas três épo­cas.

Ao "ma­ta­dor" bra­si­lei­ro jun­ta­ram-se, na am­bi­ção aos go­los, os seus com­pa­tri­o­tas Tony e Di­ney, du­as uni­da­des igual­men­te fun­da­men­tais na ma­no­bra ofen­si­va da equi­pa, que aju­da­ram na go­le­a­da e que pro­por­ci­o­nam ao Petro con­for­tá­vel van­ta­gem, com chan­ces de qua­li­fi­ca­ção pa­ra a fa­se se­guin­te.

Be­to Bianchi uti­li­zou o se­guin­te "on­ze": Ger­son, Mi­ra, Elio, Wil­son, Di­o­ge­nes, Car­li­nhos (Man­gu­xi 56 min), He­re­nil­son, Job, Di­ney Mateus (Tony 68 min),Ti­a­go Azu­lão (Den­nis 80 min).

KINDALA MA­NU­EL| EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

Re­pre­sen­tan­te na Ta­ça da Con­fe­de­ra­ção ob­tém van­ta­gem tran­qui­la e con­for­tá­vel

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