Vol­ta­ram as emo­ções

Jornal dos Desportos - - ABERTURA -

As gran­des emo­ções do futebol vol­ta­ram às qua­dras, com a dis­pu­ta no fim-de-semana da primeira jor­na­da do cam­pe­o­na­to na­ci­o­nal de futebol da primeira di­vi­são, o nos­so ape­te­cí­vel Gi­ra­bo­la. Os jo­gos dis­pu­ta­dos ain­da não per­mi­tem a nenhum ana­lis­ta uma vi­são exac­ta so­bre o que pos­sa vir a ser nas pró­xi­mas jor­na­das.

Mas não é is­so, que por ora in­te­res­sa aos aman­tes do futebol. In­te­res­sa é saber que foi ven­ci­do o de­fe­so, que com­pre­en­deu per­to de três me­ses, e que já po­dem re­ga­nhar os ca­mi­nhos que dão aos re­cin­tos de futebol pa­ra ver evo­luir as su­as equi­pas, aplau­di-las e aju­dá-las na conquista das res­pec­ti­vas me­tas.

É a bem di­zer, um ri­tu­al que acon­te­ce to­dos os anos, des­de que 1979 que se deu iní­cio à com­pe­ti­ção, que in­du­bi­ta­vel­men­te é a mais im­por­tan­te do ca­len­dá­ri­os des­por­ti­vo an­go­la­no, sem de­mé­ri­to a ou­tros des­por­tos, que à sua ma­nei­ra em­pres­tam âni­mo e vigor à vi­da des­por­ti­va na­ci­o­nal. É que o futebol é o rei, daí a pri­ma­zia.

En­tre­tan­to, a pro­va co­me­çou de ma­nei­ra que pode não ser a mais agra­dá­vel pa­ra al­guns aman­tes do futebol. De re­fe­rir a au­sên­cia das equi­pas do Petro de Lu­an­da e do 1º de Agos­to, que fa­ce aos compromissos in­ter­na­ci­o­nais vi­ram adi­a­dos os res­pec­ti­vos jo­gos da jor­na­da inau­gu­ral. Con­tu­do, é um mal me­nor.

As equi­pas que en­tra­ram em cam­po fi­ze­ram o que lhes com­pe­tia, e di­ga-se que aca­ba­ram por va­lo­ri­zar a jor­na­da, dis­pu­ta­da sem quais­quer cons­tran­gi­men­tos. Ao me­nos, não se re­pe­ti­ram os acon­te­ci­men­tos da edi­ção pas­sa­da, que mar­ca­ram o Es­tá­dio 4 de Ja­nei­ro, no Uí­ge, o ar­ran­que do cam­pe­o­na­to. Des­ta vez, cor­reu tu­do à pre­cei­to.

Es­pe­ra-se, en­tre­tan­to, que as equi­pas es­te­jam em con­di­ções de cor­res­pon­der às exi­gên­ci­as da Fe­de­ra­ção An­go­la­na de Futebol, quan­to à ve­lo­ci­da­de a im­pri­mir na dis­pu­ta da pre­sen­te edi­ção, que vai ser se­gu­ra­men­te a mais cur­ta das 40 já dis­pu­ta­das, da­da a re­pro­gra­ma­ção que se pre­ten­de ao pe­río­do ini­ci­al do­ra­van­te.

Alguém, aten­to à evo­lu­ção do cam­pe­o­na­to, pode di­zer e com al­gu­ma ra­zão, que o pri­mei­ro Gi­ra­bo­la tam­bém foi cur­to. Cer­to. Mas es­se foi dis­pu­ta­do em mol­des di­fe­ren­tes. Foi em re­gi­me de sé­ri­es, que fa­ci­li­ta a ges­tão do tem­po.

Por­tan­to, há a ne­ces­si­da­de das equi­pas se apre­sen­ta­rem sem­pre em con­di­ções nas jor­na­das se­gui­das, umas das ou­tras.

De res­to e pa­ra ale­gria das mas­sas, aí te­mos de vol­ta o cam­pe­o­na­to, pa­ra ser vi­vi­do com re­do­bra­da emo­ção, e mais do que is­so, com ele­va­do es­pí­ri­to de fair-play.

Afi­nal o des­por­to é fes­ta e ale­gria, não têm ca­bi­men­to ac­ções de violência ou que be­lis­quem os interesses de uns em fa­vor de ou­tros. Vi­va­mos, en­tão, as emo­ções da mai­or ma­ni­fes­ta­ção do nos­so des­por­to...

Afi­nal o des­por­to é fes­ta e ale­gria, não têm ca­bi­men­to ac­ções de violência ou que be­lis­quem os interesses de uns em fa­vor de ou­tros. Vi­va­mos, en­tão, as emo­ções da mai­or ma­ni­fes­ta­ção do nos­so des­por­to...

KINDALA MA­NU­EL | EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

AVASSALADOR» Quis o des­ti­no que o Petro de Lu­an­da ini­ci­as­se a épo­ca 2018 com um jo­go in­ter­na­ci­o­nal e di­an­te de tan­ta ex­pec­ta­ti­va o vi­ce-campeão não de­frau­dou in­fli­gin­do uma pe­sa­da go­le­a­da (5-0) ao adversário

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