FI­NAL AN­GO­LA­NA NO CAI­RO CO­ME­ÇA A SER EQUACIONADA

Equi­pa an­go­la­na ven­ceu on­tem com brio o FAP dos Ca­ma­rões por 30-17

Jornal dos Desportos - - PORTADA - SIL­VA CACUTI | NO CAI­RO

Ae­qui­pa fe­mi­ni­na de an­de­bol do Petro de Lu­an­da ven­ceu on­tem a con­gé­ne­re do FAP dos Ca­ma­rões por 30-17, com já fa­vo­rá­veis 13-7 ao in­ter­va­lo, em par­ti­da re­fe­ren­te à se­gun­da jor­na­da do gru­po B pre­li­mi­nar da 34ª edi­ção da Ta­ça das Ta­ças Afri­ca­nas que de­cor­re no Com­ple­xo Des­por­ti­vo do Al Ahly, aqui no Cai­ro.

Foi a pri­mei­ra gran­de exi­bi­ção da equi­pa de Vi­val­do Edu­ar­do.

"Ho­je, o Petro de Lu­an­da es­te­ve aqui", dis­se o trei­na­dor an­go­la­no, sa­tis­fei­to com a exi­bi­ção de su­as pu­pi­las.

Lu­ci­en Eyoun­gou, téc­ni­co do FAP ad­mi­tiu a su­pe­ri­o­ri­da­de das an­go­la­nas. "Ten­ta­mos tu­do, mas te­mos de acei­tar que es­ta é uma gran­de equi­pa. Foi su­pe­ri­or, mas os nos­sos ob­jec­ti­vos man­têm-se", co­men­tou.

Dis­pu­ta­do às 13h00, no pi­co das tem­pe­ra­tu­ras pre­vis­ta pa­ra o dia, 35 graus cel­sius, va­leu às equi­pas o con­for­to da sa­la, on­de de­cor­re a com­pe­ti­ção con­ti­nen­tal. O re­cin­to es­tá do­ta­do de ar con­di­ci­o­na­do pa­ra não ha­ver ca­sos de exaus­tão pe­lo ca­lor du­ran­te o jo­go.

No ar­ran­que, o Petro de Lu­an­da as­su­miu as ré­de­as e fez dois a ze­ro. Mas pa­rou e após al­gu­mas fa­lhas téc­ni­cas, dei­xou­se em­pa­tar. A re­sis­tên­cia ca­ma­ro­ne­sa du­rou até ao mi­nu­to 15, com 6-4 no mar­ca­dor. Aos 25 mi­nu­tos, o re­sul­ta­do mos­tra­va o de­se­qui­lí­brio: 10-6.

No re­a­ta­men­to, o Petro de Lu­an­da man­dou no jo­go. Não fal­tou mo­men­tos de al­gu­ma de­sa­ce­le­ra­ção, co­mo foi en­tre o mi­nu­to 8 e 14. Vi­val­do Edu­ar­do viu-se obri­ga­do a um "ti­me out" pa­ra re­di­rec­ci­o­nar o jo­go da equi­pa. A es­tra­té­gia re­sul­tou.

No pri­mei­ro jo­go, sá­ba­do, di­an­te do es­tre­an­te Ha­bi­tat HBC, da Costa do Mar­fim, o Petro de Lu­an­da ven­ceu por cla­ros 30-15, mas dei­xou no­tar ma­ze­las da au­sên­cia em com­pe­ti­ções afri­ca­nas. A equi­pa an­go­la­na le­vou mais de 20 mi­nu­tos de jo­go a pro­cu­rar a sua iden­ti­da­de. En­trou ner­vo­sa, com al­gu­mas atle­tas a de­no­ta­rem pre­ci­pi­ta­ção nos mo­vi­men­tos e, com is­so, a equi­pa co­me­teu vá­ri­os er­ros téc­ni­cos.

O Ha­bi­tat, uma equi­pa jo­vem, aguer­ri­da, que vi­ve o so­nho de com­pe­tir em Áfri­ca, es­ca­pou a um re­gis­to his­tó­ri­co, não fos­se es­ta má en­tra­da do Petro de Lu­an­da.

Po­de não ter si­do ape­nas má en­tra­da das an­go­la­nas, mas tam­bém al­gum ní­vel com­pe­ti­ti­vo das jo­vens jo­ga­do­ras do Ha­bi­tat. Aliás, os con­se­lhos e en­co­ra­ja­men­tos do vi­ce-pre­si­den­te da Con­fe­de­ra­ção Afri­ca­na de An­de­bol, Pe­dro Go­di­nho, aos téc­ni­cos do Ha­bi­tat, no fi­nal, fo­ram elu­ci­da­ti­vos da boa im­pres­são que a equi­pa dei­xou.

O pró­xi­mo jo­go do Petro de Lu­an­da vai ser na quar­ta-fei­ra di­an­te do Abo Sport, do Con­go, equi­pa que se equi­pa­ra ao FAP dos Ca­ma­rões.

JO­SÉ COLA

Equi­pa de Vi­val­do Edu­ar­do bus­ca ac­tu­a­li­zar a iden­ti­da­de em Áfri­ca

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