Co­me­ça con­ta­gem de­cres­cen­te

Jornal dos Desportos - - INTERNACIONAL - JOÃO CARMO

A um mês do iní­cio do Mun­di­al2018, a Rús­sia es­me­ra-se pa­ra pro­por­ci­o­nar às de­le­ga­ções par­ti­ci­pan­tes ao even­to, adep­tos e es­pec­ta­do­res as me­lho­res con­di­ções de es­ta­dia e aco­mo­da­ção. A con­ta­gem de­cres­cen­te co­me­çou e com ela os acer­tos der­ra­dei­ros re­la­ti­vos às in­fra-es­tru­tu­ras, segurança, aco­mo­da­ção, ali­men­ta­ção e tu­do o que en­vol­ve a mai­or fes­ta do fu­te­bol no Mun­do. A Rús­sia é ex­pe­ri­en­te na or­ga­ni­za­ção de even­tos de gran­de di­men­são e tem con­di­ções de fa­zer boa fi­gu­ra tal co­mo cau­sar boa im­pres­são aos que lá fo­rem e àque­les que acom­pa­nha­rem à dis­tân­cia . Pe­lo mun­do exis­te al­gum cep­ti­cis­mo quan­to à segurança, da­da a re­la­ção "fria" que se ins­ta­lou en­tre o Mos­co­vo e al­guns paí­ses eu­ro­peus e os Es­ta­dos Uni­dos, ali­a­do ao fac­to de em even­tos des­te gé­ne­ro es­ta­rem sem­pre ro­de­a­dos de ame­a­ça ter­ro­ris­ta. Con­tu­do, da voz do pre­si­den­te Vla­di­mir Pu­tin sur­giu a ga­ran­ti­da de que tu­do es­tá sob con­tro­lo. Os rus­sos não que­rem vi­ver o pe­sa­de­lo do Eu­ro de Fran­ça, em 2016, no qu­al os di­as an­tes do iní­cio fo­ram mar­ca­do por aten­ta­dos ter­ro­ris­tas. Tam­bém quer evi­tar on­da de ma­ni­fes­ta­ções e pro­tes­tos que fo­ram em gran­de nú­me­ro no Mun­di­al do Bra­sil em 2014.

A pro­va com pal­co em 11 ci­da­des rus­sas vai ser uma opor­tu­ni­da­de pa­ra al­guns fu­te­bo­lis­tas mos­tra­rem a sua for­ça e qua­li­da­de, na in­ten­ção de im­pres­si­o­na­rem téc­ni­co e ob­ser­va­do­res que ai vão es­tar em gran­de nú­me­ro, mas tam­bém po­de (vai) ser a úl­ti­ma par­ti­ci­pa­ção pa­ra algumas estrelas, das quais se des­ta­ca o "duo" do mo­men­to: Cris­ti­a­no Ro­nal­do e Li­o­nel Mes­si (31 e 33 anos, res­pec­ti­va­men­te). Mas a des­por­to rei é fér­til em atle­tas com ida­de avan­ça­da e que con­ti­nu­am na la­bu­ta, co­mo o ita­li­a­no Gi­an­luig­gi Buf­fon (39 anos) que, ca­so a sua se­lec­ção con­se­guis­se a qua­li­fi­ca­ção, des­fi­la­ria o per­fu­me de gran­de ar­quei­ro. Algumas estrelas não vão mar­car pre­sen­ça, umas por­que as su­as se­lec­ções fa­lha­rem a qua­li­fi­ca­ção e ou­tras por al­gum im­pe­di­men­to, so­bre­tu­do le­são. Des­ta­que pa­ra o ho­lan­dês Ar­jen Rob­ben, o mar­fi­nen­se Ser­ge Au­ri­er, o aus­tría­co Da­vid Ala­ba, os chi­le­nos Ar­tu­ro Vi­dal e Ale­xis Sán­chez, o ar­mé­nio Hen­rikh Mkhi­taryan, o ga­lês Ga­reth Ba­le, o ga­bo­nês Au­ba­meyang, etc.

O ca­so mais re­cen­te é o do la­te­ral bra­si­lei­ro Da­mi­el Al­ves que se le­si­o­nou no do­min­go e vai fi­car seis me­ses pa­ra­do. Em sen­ti­do in­ver­so, Ney­mar es­tá con­fir­ma­do na pro­va e já co­me­çou a tra­ba­lhar após uma le­são ao ser­vi­ço do PSG. No que tan­ge a se­lec­ções, a mai­or au­sên­cia per­ten­ce à Itá­lia, com qua­tro tí­tu­los (a par da ac­tu­al cam­peão Ale­ma­nha). Es­ta vai ser a pri­mei­ra vez em 60 anos que a "Az­zur­ra" fi­ca fo­ra do mai­or pal­co do fu­te­bol. Os prog­nós­ti­cos quan­to ao ven­ce­dor são va­ri­a­dos, mas o mai­or fa­vo­ri­tis­mo re­cai pa­ra a Ale­ma­nha (de­ten­to­ra do tí­tu­lo) e pa­ra o Bra­sil que, com Ti­te, pa­re­ce ter re­cu­pe­ra­do a mís­ti­ca que lhe va­leu cin­co tro­féus, um re­cor­de da mo­da­li­da­de.

Até o dia 14 de Ju­nho mui­to ain­da se po­de­rá di­zer e es­cre­ver, até por­que o fu­te­bol é fes­ta e é dis­se que os adep­tos pre­ci­sam.

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