Lu­xo e mui­to sta­tus

Super Fashion - - Alta Costura Moda - MA­RIA SAN­TOS

éu­ma das mar­cas de lu­xo pre­fe­ri­das das es­tre­las de ci­ne­ma pa­ra des­fi­la­rem nas red car­pets, não há atriz que não am­bi­ci­o­ne exi­bir-se com uma das jói­as da mar­ca suí­ça. Não há ator que não gos­te de se mos­trar com um re­ló­gio Chopard. Se o as­sun­to é ta­pe­te ver­me­lho, se­ja em Can­nes ou Hollywo­od, a Chopard mar­ca pre­sen­ça e cha­ma tan­ta aten­ção como os as­tros que a usam. Chopard é si­nó­ni­mo de lu­xo, de dis­tin­ção e de sta­tus.

Em mais de 150 anos de exis­tên­cia, a mar­ca suí­ça tor­nou-se uma re­fe­rên­cia no seg­men­to dos re­ló­gi­os, jo­a­lha­ria e aces­só­ri­os de lu­xo. Por is­so, a sua re­la­ção tão for­te com a Al­ta Cos­tu­ra e com o ci­ne­ma - a Chopard fir­mou mes­mo um acor­do com o Fes­ti­val de Ci­ne­ma de Can­nes.

As­sim como as es­tre­las de Hollywo­od que­rem usar as jói­as com a as­si­na­tu­ra da Chopard, tam­bém os es­ti­lis­tas pro­cu­ram par­ce­ri­as com a mar­ca. E é so­bre­tu­do nas se­ma­nas de Al­ta Cos­tu­ra, em Pa­ris, que es­ta re­la­ção ga­nha mais re­le­vân­cia. O lu­xo pe­de lu­xo. E a Chopard ca­sa lin­da­men­te com as cri­a­ções ex­clu­si­vas apre­sen­ta­das na Al­ta Cos­tu­ra da ca­pi­tal da mo­da. Nes­ta tem­po­ra­da, as cri­a­ções da es­ti­lis­ta chi­ne­sa Guo Pei bri­lha­ram ain­da mais com a jo­a­lha­ria Chopard.

O ca­sa­men­to com o ci­ne­ma deu-se em 1997, quan­do a Chopard fez um acor­do de pa­tro­cí­nio com o Fes­ti­val de Ci­ne­ma de Can­nes pa­ra pro­du­zir anu­al­men­te a Pal­ma de Ou­ro. Ca­ro­li­ne Gru­o­si-Scheu­fe­le, co-pre­si­den­te e di­re­to­ra ar­tís­ti­ca da mar­ca, foi quem de­sa­fi­ou o fes­ti­val pa­ra re­no­var a pal­ma, "por amor ao ci­ne­ma", como a pró­pria faz ques­tão de su­bli­nhar. Em 2008 a Chopard lan­çou a co­le­ção “Red Car­pet”, ins­pi­ra­da no fes­ti­val, e com­pos­ta por 61 pe­ças lu­xu­o­sas e úni­cas. Foi en­tre­tan­to cri­a­do o Tro­féu Chopard, que dis­tin­gue ato­res que pro­me­tem.

A re­la­ção das es­tre­las de ci­ne­ma com a Chopard tam­bém so­freu al­te­ra­ções du­ran­te es­tes 20 anos. Ca­ro­li­ne Scheu­fe­le con­ta, ci­ta­da pelo El Pais, que an­tes tu­do se tra­ta­va de uma ma­nei­ra in­for­mal: "No pri­mei­ro ano, le­va­va co­mi­go uma co­le­ção de jói­as e as atri­zes vi­nham ao meu quar­to es­co­lhê-las." Mas ha­via cada vez mais a pe­di­dos e a si­tu­a­ção pas­sou a exi­gir mais pro­to­co­los e cui­da­dos de se­gu­ran­ça, pa­ra evi­tar rou­bos e ex­tra­vi­os. Como con­ta Ca­ro­li­ne, atu­al­men­te as jói­as fi­cam num an­dar do Ho­tel Mar­ti­nez, por on­de pas­sa to­da a cons­te­la­ção de es­tre­las que quer bri­lhar ain­da mais.

Re­cen­te­men­te, foi uma es­tre­la da mú­si­ca a fir­mar uma par­ce­ria com a Chopard. Rhi­an­na de­se­nhou uma co­le­ção com a mar­ca que tem o seu no­me.

Sem­pre a bri­lhar, nas pas­se­rel­les ou nas red car­pets, a Chopard é si­nó­ni­mo de lu­xo e bom gos­to.

FO­TO­GRA­FIA: IMA­GENS DE AN­GO­LA | MAKEUP: LUISSANDRA | STy­LING: CA­EL PAS­CO­AL | CA­BE­LOS: LO­OK A LA GLA­MOUR

Jump­suit: Boutique ChMi­oin­nig­dor­ze­osl­sa: SSah­piu­au­tous;: A Bco­eus­s­tióq­rui­oe sG: lTah­me­o­sutyr lAinc­ges­sh­soó­pri­os: Thesty­lingshop

Ves­ti­do cin­zen­to: Shiu­uu Aces­só­ri­os: Thesty­lingshop Ves­ti­do e sa­pa­tos: Boutique Gla­mour Aces­só­ri­os: Thesty­lingshop

Ves­ti­do: Boutique Lecia Gla­mour Aces­só­ri­os: Thesty­lingshop

nu­vens lhes fe­ria o olhar. Mas foi o te­nen­te John A. MacC­re­ady, pi­lo­to da For­ça Aé­rea ame­ri­ca­na, que deu o pas­so fun­da­men­tal pa­ra a cri­a­ção dos Ray-Ban. Ha­bi­tu­a­do a an­dar de ba­lão, um dia ex­ce­deu-se na ex­po­si­ção so­lar e aca­bou por ma­go­ar a re­ti­na. Pro­cu­rou en­tão a em­pre­sa óti­ca Baus­ch & Lomb e pe­diu-lhes que cri­as­sem uns ócu­los que pro­te­ges­sem os olhos, per­mi­tis­sem uma am­pla vi­si­bi­li­da­de e, ao mes­mo tem­po, con­fe­ris­sem uma boa apa­rên­cia, de for­ma a man­ter ele­va­do o sta­tus mi­li­tar.

De­pois de mui­ta in­ves­ti­ga­ção e tra­ba­lho, nas­ci­am os Anti- Gla­re Avi­a­tor, que blo­que­a­vam os rai­os ul­tra­vi­o­le­tas e in­fra­ver­me­lhos, com com len­tes ver­des de cris­tal mi­ne­ral e ar­ma­ções de me­tal ba­nha­das a ou­ro. Pe­sa­vam ape­nas 150 gra­mas. A Baus­ch & Lomb re­gis­tou a pa­ten­te a 7 de maio de 1937. E ra­pi­da­men­te per­ce­beu que só te­ria a be­ne­fi­ci­ar se di­ri­gis­se o seu pro­du­to pa­ra o mer­ca­do mi­li­tar, es­pe­ci­fi- ca­men­te pa­ra os pi­lo­tos. Nas­ci­am as­sim os Ray-Ban Avi­a­tor. Ray (de "raio", em in­glês) e Ban (as três pri­mei­ras letras da pa­la­vra "ba­nir"). Um dos epi­só­di­os que foi fun­da­men­tal pa­ra o su­ces­so do mo­de­lo foi a di­vul­ga­ção de uma fo­to do ge­ne­ral ame­ri­ca­no Dou­glas MacArthur a de­sem­bar­car na praia de Pa­lo, nas Fi­li­pi­nas, du­ran­te a II Guer­ra Mundial. Ra­pi­da­men­te ou­tros ho­mens mo­der­nos, de es­ti­lo des­por­ti­vo como os pi­lo­tos de au­to­mó­veis, co­me­ça­ram a usar o mo­de­lo.

De­pois de an­dar de mãos da­das com Hollywo­od, num ca­sa­men­to que co­me­çou na dé­ca­da de 50 do sé­cu­lo pas­sa­do, nos anos 70, a mar­ca tor­nou-se igual­men­te po­pu­lar en­tre as es­tre­las de rock. Len­non, Lou Re­ed e Bob Dy­lan não os dis­pen­sa­vam.

Pas­sa­ram 80 anos e os fa­mo­sos e anó­ni­mos do mun­do in­tei­ro, ci­vis ou mi­li­ta­res, con­ti­nu­am a amar os Ray-Bay. E a ver a vida com ou­tros olhos...

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