Ve­ne­zi­a­no es­pe­lho, es­pe­lho meu...

Super Fashion - - Bleifleesztayle Decoração -

Além do va­lor his­tó­ri­co des­ta pe­ça, há que res­sal­var tam­bém o seu va­lor ar­tís­ti­co, uma vez que cada es­pe­lho era uma pe­ça úni­ca, es­cul­pi­do ar­te­sa­nal­men­te, no vi­dro e na mol­du­ra, como uma ver­da­dei­ra obra de ar­te. No Mu­seu do Lou­vre, Pa­ris, es­tão ex­pos­tos exem­pla­res des­tas pe­ças fa­bu­lo­sas.

O seu va­lor atra­ves­sou sé­cu­los de his­tó­ria e ho­je vol­tou a ser um must na de­co­ra­ção. O se­gre­do é, pela sua opu­lên­cia, não ser mis­tu­ra­do com pe­ças igual­men­te mar­can­tes. Quan­do há um es­pe­lho ve­ne­zi­a­no na sa­la, a aten­ção de­ve ser di­re­ci­o­na­da pa­ra ele. É proi­bi­do aba­far a sua be­le­za com ou­tras pe­ças exu­be­ran­tes.

es­pe­lho ve­ne­zi­a­no tem atra­ves­sa­do sé­cu­los de his­tó­ria e é uma das pe­ças mais mar­can­tes da de­co­ra­ção con­tem­po­râ­nea. A sua ori­gem re­mon­ta ao sé­cu­lo XVI, nos ar­re­do­res de Ve­ne­za. Os­ten­ta uma téc­ni­ca cen­te­ná­ria co­nhe­ci­da ape­nas pe­los ar­te­sãos ve­ne­zi­a­nos, que vi­ria a sair de Itá­lia no sé­cu­lo XVII. Luís XIV, de Fran­ça, te­rá da­do or­dens pa­ra que os ar­te­sãos ve­ne­zi­a­nos fos­sem su­bor­na­dos e as­sim ce­des­sem o se­gre­do do fa­mo­so es­pe­lho, o que per­mi­tiu que a téc­ni­ca pas­sas­se a ser co­nhe­ci­da, pos­te­ri­or­men­te, em to­do o mun­do.

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