Si­nal ver­me­lho

Agora - - Editorial -

O ca­so dos se­má­fo­ros em São Pau­lo vi­rou um en­ros­co que pa­re­ce não ter fim.

O con­tra­to das em­pre­sas que fa­zi­am a ma­nu­ten­ção de­les aca­bou no fi­nal de 2016.

Des­de en­tão, é uma no­ve­la o pro­ces­so de es­co­lha de quem vai to­car o ser­vi­ço.

En­quan­to is­so, a po­pu­la­ção vem so­fren­do com um trân­si­to ain­da mais caó­ti­co que o de cos­tu­me.

Fi­cou qua­se im­pos­sí­vel sair de ca­sa e não pas­sar por al­gum si­nal com de­fei­to, prin­ci­pal­men­te na re­gião cen­tral.

Co­mo não ha­via uma em­pre­sa es­pe­ci­a­li­za­da pa­ra fa­zer os con­ser­tos, a CET (Com­pa- nhia de En­ge­nha­ria de Tra­fe­go) vem ten­tan­do al­guns im­pro­vi­sos, co­mo co­lo­car co­nes nas ru­as pa­ra me­lho­rar o trá­fe­go.

Uma luz ver­de de es­pe­ran­ça fi­nal­men­te se acen­deu em maio, quan­do saiu um edi­tal pa­ra o ser­vi­ço de ma­nu­ten­ção. Mas as con­fu­sões des­sa his­tó­ria es­ta­vam lon­ge de aca­bar.

Pri­mei­ro, o Tri­bu­nal de Con­tas do Mu­ni­cí­pio apon­tou fa­lhas no edi­tal. De­pois a CET adi­ou o pre­gão de ven­da.

Em ju­lho, fi­nal­men­te, três em­pre­sas ven­ce­ram o lei­lão, mas du­as de­las fo­ram des­clas­si­fi­ca­das por pro­ble­mas na do­cu­men­ta- ção.

Ou­tras du­as fo­ram en­tão cha­ma­das —o no­vo trio for­ma­do já cui­da­va dos se­má­fo­ros até o ano pas­sa­do.

As em­pre­sas des­clas­si­fi­ca­das, po­rém, fo­ram re­cla­mar na Jus­ti­ça. Re­sul­ta­do: uma gran­de par­te da li­ci­ta­ção foi sus­pen­sa.

Ou se­ja, me­ses se pas­sa­ram e tu­do con­ti­nua na mes­ma. Os si­nais con­ti­nu­am aban­do­na­dos.

Tan­to atra­so é uma bai­ta fal­ta de res­pei­to com o ci­da­dão. Se­má­fo­ros que não fun­ci­o­nam, afi­nal, co­lo­cam em ris­co a se­gu­ran­ça de to­dos.

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