Con­fi­ra os di­rei­tos do tra­ba­lha­dor tem­po­rá­rio

FGTS, 13º e fé­ri­as pro­por­ci­o­nais de­vem ser pa­gos pa­ra quem vai tra­ba­lhar nes­ta tem­po­ra­da de Na­tal

Agora - - Trabalho -

A tem­po­ra­da de con­tra­ta­ção de tra­ba­lho tem­po­rá­rio pa­ra o Na­tal já co­me­çou e quem con­se­gue uma des­sas va­gas tem as­se­gu­ra­do os mes­mos di­rei­tos dos ou­tros tra­ba­lha­do­res.

O ad­vo­ga­do tra­ba­lhis­ta Alan Ba­la­ban ex­pli­ca que o tem­po­rá­rio é con­tra­ta­do com car­tei­ra as­si­na­da e, por isso, além do sa­lá­rio, também tem di­rei­to de re­ce­ber a gra­na de fé­ri­as e 13º sa­lá­rio pro­por­ci­o­nais ao pe­río­do em que ficar na em­pre­sa. Ele também tem di­rei­to a ho­ras ex­tras, des­can­so semanal re­mu­ne­ra­do e ao re­co­lhi­men­to do FGTS e da con­tri­bui­ção pre­vi­den­ciá­ria.

“A úni­ca coi­sa que di­fe- ren­cia es­se tra­ba­lha­dor de um em­pre­ga­do CLT co­mum é que o con­tra­to tem um tem­po de­ter­mi­na­do”, ex­pli­ca.

A lei da ter­cei­ri­za­ção, apro­va­da em mar­ço des­te ano, mo­di­fi­cou a du­ra­ção do con­tra­to tem­po­rá­rio. An­tes, o em­pre­ga­dor po­de­ria as­si­nar um con­tra­to por até 90 dias. Ago­ra, es­se tra­ba­lha­dor po­de ficar na em­pre­sa por até 180 dias (seis me­ses) e, ca­so o em­pre­ga­dor quei­ra, ter uma pror­ro­ga­ção de mais três me­ses. Ba­la­ban ex­pli­ca que, no en­tan­to, as em­pre­sas po­dem con­tra­tar o fun­ci­o­ná­rio por um pe­río­do me­nor do que o de­ter­mi­na­do na lei.

O es­pe­ci­a­lis­ta diz que, mes­mo com a entrada em vi­gor da re­for­ma tra­ba­lhis­ta, que co­me­ça a va­ler mês que vem, não ha­ve­rá al­te­ra­ções no tra­ba­lho tem­po­rá­rio.

A Fe­co­mer­ci­oSP es­ti­ma que, nes­te ano, o co­mér­cio pau­lis­ta con­tra­te cer­ca de 25 mil tra­ba­lha­do­res tem­po­rá­ri­os pa­ra as fes­tas de fim de ano. Em 2016 fo­ram 19 mil.

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