BE­A­TLES

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Segunda Era -

Agê­ne­se dos Be­a­tles é o The

Qu­ar­ry­men, for­ma­do em 1956 por John Len­non e ami­gos. Fa­zi­am skif­fle, um es­ti­lo de jazz bem mais bá­si­co, ao qual in­cor­po­ra­ram in­fluên­ci­as dos pi­o­nei­ros do rock ame­ri­ca­no, es­pe­ci­al­men­te Chuck Ber­ry e Carl Per­kins. Em 1957, Paul McCart­ney en­trou pa­ra o gru­po e le­vou jun­to Ge­or­ge Har­ri­son. Por vol­ta de 1960 pas­sa­ram a se cha­mar The Sil­ver Be­a­tles e, além do trio, con­ta­vam com o ba­te­ris­ta Pe­te Best e o gui­tar­ris­ta Stu Sut­clif­fe. Em 1961, ti­ve­ram sua pri­mei­ra ex­pe­ri­ên­cia em es­tú­dio, co­mo ban­da de apoio do can­tor Tony She­ri­dan. Pou­co de­pois, Bri­an Eps­tein se tor­na em­pre­sá­rio da ban­da e co­me­ça a dar asas ao so­nho de es­tre­la­to dos ga­ro­tos de Li­ver­po­ol. Stu já saí­ra da ban­da e Pe­te Best se­ria subs­ti­tuí­do por Rin­go Starr, su­pos­ta­men­te por exi­gên­cia de Bri­an. Em 1962, lan­çam seus dois pri­mei­ros sin­gles: Lo­ve Me Do / P.S. I Lo­ve You e Ple­a­se Ple­a­se Me / Ask Me Why, am­bos com bas­tan­te su­ces­so, cre­den­ci­an­do a ban­da a gra­var seu pri­mei­ro LP, o que foi fei­to em um úni­co dia, em 11 de fe­ve­rei­ro de 1963. O ál­bum re­ce­beu o título de Ple­a­se Ple­a­se Me e dois me­ses de­pois se tor­nou o mais ven­di­do na In­gla­ter­ra, on­de os Be­a­tles já eram re­fe­rên­cia pa­ra cen­te­nas de no­vas ban­das e se­di­men­ta­vam o ter­re­no pa­ra uma no­va era no rock.

A BE­A­TLE­MA­NIA

O se­gun­do ál­bum, With The Be­a­tles, de 1963, tor­na-se o pri­mei­ro dis­co de rock a ven­der mais de um mi­lhão de có­pi­as na In­gla­ter­ra. O pró­xi­mo pas­so se­ria a con­quis­ta da Amé­ri­ca, em uma tur­nê que me­xeu com a ca­be­ça da ga­ro­ta­da (prin­ci­pal­men­te das ga­ro­tas) do Tio Sam e con­so­li­dou a Be­a­tle­ma­nia dos dois la­dos do Atlân­ti­co. De­pois dis­so, a vi­da do gru­po se

En­tre 1961 e

1963, os Be­a­tles

fi­ze­ram uma es­pé­cie

de re­si­dên­cia no

Ca­vern Club, em

Li­ver­po­ol, on­de se

apre­sen­ta­ram 292

ve­zes!

Após o fim da

ban­da, Ge­or­ge

Har­ri­son foi o

pri­mei­ro a ter

su­ces­so na car­rei­ra

so­lo, com o ál­bum

All Things Must Pass,

lan­ça­do em 1970.

Mor­reu em 2001, de

cân­cer.

re­su­mia a con­vi­ver com a gri­ta­ria e a cor­re­ria de fãs in­sa­nas, agen­da lo­ta­da, fil­ma­gens e di­nhei­ro, mui­to di­nhei­ro. Ape­sar do pou­co tem­po pa­ra se de­di­car à cri­a­ção mu­si­cal, tor­na­ram-se uma má­qui­na de hits. E, se­guin­do os pas­sos de El­vis, che­ga­ram tam­bém às te­las dos ci­ne­mas, com a di­fe­ren­ça de que fo­ram mais ou­sa­dos e pra­ti­ca­men­te in­ven­ta­ram o vi­de­o­cli­pe. Mes­mo com­pos­ta às pres­sas, a tri­lha so­no­ra do pri­mei­ro filme, A Hard Day's Night, fez es­tron­do­so su­ces­so e le­vou-os a um ní­vel en­tão ini­ma­gi­ná­vel de fa­ma. Qual­quer coi­sa que ti­ves­se a mí­ni­ma li­ga­ção com a ima­gem dos Be­a­tles ven­dia co­mo água. Não por aca­so, o ál­bum se­guin­te re­ce­beu o irô­ni­co título de Be­a­tles For Sa­le ( “Be­a­tles em li­qui­da­ção”). Nes­sa to­a­da, veio Help!, filme e dis­co, re­che­a­do de hits, co­mo a música título e Yes­ter­day, que se tor­na­ria a can­ção mais re­gra­va­da do mun­do. Mes­mo com o des­gas­te dos inú­me­ros com­pro­mis­sos, me­nos de seis me­ses de­pois lan­çam Rub­ber Soul, com me­lo­di­as e letras mais com­ple­xas, que aca­bou por es­fri­ar a be­a­tle­ma­nia e per­mi­tiu à ban­da mos­trar ao mun­do o quan­to o rock po­de­ria va­ler a pe­na. E era ape­nas 1965.

NO­VOS RU­MOS E O FIM

Em agos­to de 1966, sai o re­vo­lu­ci­o­ná­rio Re­vol­ver, ál­bum que mar­ca uma ver­da­dei­ra re­vi­ra­vol­ta no es­ti­lo de com­po­si­ção de Paul McCart­ney – até en­tão, Len­non era o prin­ci­pal com­po­si­tor – e no qual usam e abu­sam de re­cur­sos de es­tú­dio. A ima­gem de ra­pa­zes bem com­por­ta­dos tam­bém co­me­ça a ser dei­xa­da de la­do e eles ade­rem ao con­su­mo de dro­gas, es­pe­ci­al­men­te ma­co­nha e LSD. Em 67, lan­çam a obra pri­ma Sgt. Pep­per's Lo­nely He­arts Club Band, um ál­bum con­cei­tu­al, no qual, pe­la pri­mei­ra vez, ti­ve­ram tem­po (cer­ca de qua­tro me­ses) pa­ra tra­ba­lhar com ex­clu­si­vi­da­de, pois ha­vi­am de­ci­di­do a não mais se apre­sen­tar ao vivo e re­cu­sa­vam con­vi­tes de rá­di­os e te­vês. Cheio de no­vas idei­as e tru­ca­gens de es­tú­dio, Sgt. Pep­pers mu­dou pa­ra sem­pre o rock e a música pop em ge­ral. Des­de a ca­pa até o en­cer­ra­men­to do la­do B, com uma frequên­cia so­no­ra tão al­ta que so­men­te os cães po­dem ou­vir, qu­a­se tu­do é re­vo­lu­ci­o­ná­rio no ál­bum.

No en­tan­to, dois me­ses após seu lan­ça­men­to, uma over­do­se de cal­man­tes ma­ta Bri­an Eps­tein e os ro­quei­ros pre­ci­sam ad­mi­nis­trar car­rei­ra, gra­va­ções, com­pro­mis­sos, se­lo, dí­vi­das e, pos­si­vel­men­te, o co­me­ço do fim da pai­xão.

O pri­mei­ro tra­ba­lho após a mor­te do em­pre­sá­rio, Ma­gi­cal Mys­tery Tour, filme e dis­co, é tam­bém o mais cri­ti­ca­do. Mas eis que, em meio à crise, fa­zem um re­ti­ro na Ín­dia, on­de com­põem a mai­o­ria das mú­si­cas de um no­vo ál­bum, um du­plo, que sai­ria sem qual­quer ima­gem na ca­pa, sem título (fi­cou co­nhe­ci­do co­mo Whi­te Al­bum) e... ge­ni­al.

Mas a crise in­ter­na pros­se­guia e o pro­je­to de um no­vo ál­bum, que re­ce­be­ria o no­me de Get Back, é abor­ta­do (ape­sar dis­so che­ga­ria às lo­jas mais de um ano de­pois do fi­nal das gra­va­ções e já com a ban­da dis­sol­vi­da, co­mo Let It Be). Rin­go che­gou a aban­do­nar os es­tú­di­os; Har­ri­son mos­tra­va can­sa­ço di­an­te do mo­no­pó­lio de Paul e John, que por sua vez, es­ta­va mais in­te­res­sa­do em Yo­ko Ono, en­quan­to o par­cei­ro Paul en­sai­a­va sua car­rei­ra so­lo. O cu­ri­o­so – e es­pan­to­so – é que nes­se in­ter­va­lo, fi­ze­ram ou­tro ál­bum, Ab­bey Ro­ad, que se tor­na­ria o mais ven­di­do da car­rei­ra do gru­po. Foi o úl­ti­mo e ge­ni­al sus­pi­ro do mais re­vo­lu­ci­o­ná­rio gru­po de rock de to­das as eras.

Rin­go, ape­sar

de ter fei­to qu­a­se

20 ál­buns, ja­mais

al­can­çou o su­ces­so

sem seus ex-

com­pa­nhei­ros.

As­sas­si­na­do

em de­zem­bro de

1980 por um fã

en­lou­que­ci­do, John

Len­non gra­vou seis

ál­buns so­lo após

o fi­nal da ban­da.

Mas an­tes já fi­ze­ra

qua­tro em par­cei­ra

com Yo­ko Ono.

Paul, por sua

vez, so­ma mais

de 20 ál­buns so­lo

(se­te com os Wings,

ban­da que for­mou

com sua ex-es­po­sa

Lin­da). Em 1997,

en­trou pa­ra o

“Guin­ness” co­mo

o com­po­si­tor mais

fa­mo­so do mun­do.

Em 2013, lan­çou

o ou­sa­do “New”,

que agra­dou até

as ge­ra­ções mais

no­vas.

Com Tony

She­ri­dan, os

Be­a­tles gra­va­ram

oi­to mú­si­cas,

com o no­me Tony

She­ri­dan and The

Be­at Brothers.

Em 1970, to­dos

os oi­to números

gra­va­dos por eles

com o can­tor, em

Ham­bur­go, se­ri­am

fi­nal­men­te lan­ça­dos

em um ál­bum.

YARDBIRDS

Nas­ci­do do Me­tro­po­li­tan Blu­es Qu­ar­tet, o Yardbirds foi um dos gru­pos res­pon­sá­veis pe­la tran­si­ção do blu­es pa­ra o hard rock, atra­vés de sua es­co­la de gui­tar­ris­tas – pas­sa­ram pe­la ban­da Eric Clap­ton, Jeff Beck e Jimmy Pa­ge – tra­zen­do ao mun­do o em­brião do rock psi­co­dé­li­co. Keith Relf, Paul Samwell-Smith, Ch­ris Dre­ja, Jim McCarty e Anthony Topham (lo­go subs­ti­tuí­do por Clap­ton) fun­da­ram o gru­po em 1963. Após o pri­mei­ro sin­gle de su­ces­so, For Your Lo­ve, Clap­ton dei­xou a ban­da. Em 1965, Pa­ge foi con­vi­da­do pa­ra a va­ga, mas a ofer­ta foi re­cu­sa­da e ele in­di­cou Jeff Beck. Des­se pe­río­do, as can­ções de mai­or des­ta­que são He­art Full of Soul, Still I'm Sad e Sha­pe of Things. Em 1966, o bai­xis­ta Paul saiu e Jimmy Pa­ge re­sol­veu en­trar em seu lu­gar, mas lo­go as­su­miu a gui­tar­ra ao la­do de Beck, com Dre­ja tor­nan­do-se bai­xis­ta. No en­tan­to, no mes­mo ano, Beck saiu pa­ra for­mar seu pró­prio gru­po e o Yardbirds en­trou em de­clí­nio. A ban­da in­tei­ra aban­do­nou o bar­co em 1968, dei­xan­do Jimmy Pa­ge

so­zi­nho pa­ra cum­prir uma tur­nê, o que aca­ba­ria sen­do a se­men­te do Led Zep­pe­lin. Um en­con­tro de Ch­ris Dre­ja e Jim McCarty, em 92, deu fru­tos em 95, quan­do res­sus­ci­ta­ram o gru­po ao la­do de Jer­ry Do­nahue, John Idan e Alan Glen. Gra­va­ram Bir­dland (2003), com a par­ti­ci­pa­ção de Bri­an May, Joe Sa­tri­a­ni e Jeff Beck, en­tre ou­tros gran­des no­mes.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• • Ha­ving a Ra­ve Up (1965) Ro­ger the En­gi­ne­er (1966)

THE HOL­LI­ES

Ape­sar de sem­pre ter si­do mais pop do que rock pro­pri­a­men­te di­to (di­fí­cil de­ter­mi­nar a fron­tei­ra de um ou de ou­tro), o The Hol­li­es foi um dos pro­ta­go­nis­tas da pri­mei­ra on­da da “In­va­são Bri­tâ­ni­ca” nos EUA. Na pri­mei­ra fa­se, Graham Nash e Al­lan Clar­ke eram os res­pon­sá­veis pe­las vo­zes harmô­ni­cas que dis­tin­gui­am a ban­da. O pe­río­do de mai­or su­ces­so foi en­tre 1964 e 1966, com des­ta­que pa­ra I'm Ali­ve, Bus Stop e Stop Stop Stop. Em 67, se­guin­do a ten­dên­cia da épo­ca, ado­ta­ram um es­ti­lo mais psi­co­dé­li­co nos ál­buns Evo­lu­ti­on e But­ter­fly. Ape­sar de elo­gi­a­dos pe­la crí­ti­ca, não re­pe­ti­ram o su­ces­so da fa­se an­te­ri­or. Em 68, Nash dei­xa o gru­po pa­ra se jun­tar aos ame­ri­ca­nos Stephen Still e Da­vid Crosby e es­cre­ver ou­tra pá­gi­na da his­tó­ria do rock. Des­de en­tão, o gru­po as­su­miu de vez seu la­do pop e con­se­guiu fa­zer bas­tan­te su­ces­so na dé­ca­da de 70, mas já em uma praia bem mais co­mer­ci­al.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• • • Hol­li­es (1965) Evo­lu­ti­on (1967) But­ter­fly (1967)

LO­VE

Os ca­li­for­ni­a­nos do Lo­ve fo­ram um dos mai­o­res re­pre­sen­tan­tes do rock psi­co­dé­li­co da se­gun­da me­ta­de dos anos 60. Com um es­ti­lo que co­lo­ca­va em um só cal­dei­rão R&B e folk rock, fo­ram uma das prin­ci­pais in­fluên­ci­as pa­ra Jim Mor­ri­son e o The Do­ors. A al­ma e o cé­re­bro da ban­da era o ge­ni­al Arthur Lee. O gui­tar­ris­ta Bryan MacLe­an tam­bém ti­nha pa­pel im­por­tan­te, tan­to nas com­po­si­ções co­mo na ha­bi­li­da­de mu­si­cal. De­pois de con­se­guir uma le­gião de se­gui­do­res

to­can­do em clu­bes pe­que­nos de Los An­ge­les, as­si­na­ram con­tra­to com o se­lo Elek­tra, pe­lo qual lan­ça­ram três ex­ce­len­tes dis­cos. O pri­mei­ro, que le­va­va ape­nas o no­me do gru­po, po­de­ria ter si­do gra­va­do por qual­quer ban­da new wa­ve mais de

uma dé­ca­da de­pois que não fa­ria feio. Por is­so, o Lo­ve po­de ser des­cri­to co­mo pre­cur­sor do la­do mais so­fis­ti­ca­do do punk – al­go re­co­nhe­ci­do mais re­cen­te­men­te com a “re­des­co­ber­ta” do gru­po. No se­gun­do ál­bum, Da Ca­po, o gru­po se

apre­sen­tou com se­te in­te­gran­tes e mais psi­co­dé­li­co, com uma fai­xa de qu­a­se 19 mi­nu­tos to­man­do con­ta do la­do B do dis­co. Mas se­ria no ter­cei­ro ál­bum, Fo­re­ver Chan­ges, de 1967, que atin­gi­ri­am o au­ge da cri­a­ti­vi­da­de. Anos de­pois, a obra se­ria re­co­nhe­ci­da co­mo um dos prin­ci­pais dis­cos do cha­ma­do “ve­rão do amor”. No en­tan­to, no iní­cio de 68 a pri­mei­ra for­ma­ção do gru­po en­trou em co­lap­so e so­brou ape­nas Lee, que con­ti­nu­ou usan­do o no­me da ban­da, mas não con­se­guiu re­cu­pe­rar o bri­lho dos anos an­te­ri­o­res.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Lo­ve (1966)

• Fo­re­ver chan­ges (1967)

CRE­AM

Es­se len­dá­rio power trio for­mou­se em 1966 e, ape­sar de ter du­ra­do me­nos de três anos, foi um dos gran­des res­pon­sá­veis por in­je­tar blu­es e pe­so no rock and roll ses­sen­tis­ta, ba­se do hard rock da dé­ca­da se­guin­te. Com­pos­to por Eric Clap­ton (gui­tar­ra), Jack Bru­ce (bai­xo e vo­cal) e Gin­ger Ba­ker (ba­te­ria), a ban­da te­ve o no­me su­ge­ri­do por Clap­ton que, na­da mo­des­to, cos­tu­ma­va afir­mar “we are the cre­am” (nós so­mos “o cre­me”, ou se­ja, os me­lho­res!). O trio era con­si­de­ra­do o gru­po mais ele­tri­zan­te de sua épo­ca, ten­do in­flu­en­ci­a­do ou­tras im­por­tan­tes ban­das co­mo o Ji­mi Hen­drix Ex­pe­ri­en­ce e o Led Zep­pe­lin. O Cre­am co­me­çou apre­sen­tan­do-se pa­ra pe­que­nas pla­tei­as e to­can­do co­vers de clás­si­cos do blu­es. No en­tan­to, Jack Bru­ce, com aju­da do le­tris­ta Pe­te Brown, tra­ba­lhou em um ma­te­ri­al iné­di­to e, em 1966, após a gran­de re­per­cus­são de al­guns sin­gles, lan­çam o ál­bum Fresh Cre­am. Em 1967, de­pois de uma acla­ma­da tur­nê pe­los EUA, o Cre­am gra­va o ál­bum Dis­ra­e­li Ge­ars, no qual abu­sam da cri­a­ti­vi­da­de e do ex­pe­ri­men­ta­lis­mo, ao acres­cen­ta­rem ins­tru­men­tos co­mo si­nos e ór­gãos. A obra é con­si­de­ra­da co­mo um dos me­lho­res mo­men­tos do psi­co­de­lis­mo. O pas­so se­guin­te foi o mais am­bi­ci­o­so, po­rém, me­nos cri­a­ti­vo, ál­bum du­plo Whe­els of Fi­re. Di­ver­sos con­fli­tos de per­so­na­li­da­de cul­mi­na­ram na dis­so­lu­ção da ban­da, em 1968. No en­tan­to, re­a­li­za­ram uma tur­nê de des­pe­di­da que, pos­te­ri­or­men­te, pos­si­bi­li­tou o lan­ça­men­to de um ál­bum

– iro­ni­ca­men­te cha­ma­do Go­odbye – com gra­va­ções ao vivo e so­bras de es­tú­dio dos dis­cos an­te­ri­o­res. Em 2005, o trio se reu­niu bre­ve­men­te pa­ra al­guns con­cor­ri­dís­si­mos shows no Royal Al­bert Hall, em Lon­dres, e no Ma­di­son Squa­re Gar­den, em No­va York – o re­sul­ta­do das apre­sen­ta­ções po­de ser con­fe­ri­do em CD e DVD (am­bos du­plos). Bru­ce fa­le­ceu no fi­nal de 2014

Ál­bum es­sen­ci­al • Dis­ra­e­li Ge­ars (1967) CROSBY, STILLS & NASH ( AND YOUNG)

O pi­o­nei­ro su­per­gru­po de folk-rock, ca­rac­te­ri­za­do prin­ci­pal­men­te pe­las be­las har­mo­ni­as vo­cais de três (às ve­zes qua­tro) vo­zes, nas­ceu dos re­ma­nes­cen­tes de im­por­tan­tes ban­das dos anos 60: Stephen Stills, ex-Buf­fa­lo Spring­fi­eld; Da­vid Crosby, ex-The Byrds e Graham Nash, ex-The Hol­li­es. Mas, jun­tos, fi­ze­ram um tra­ba­lho cheio de per­so­na­li­da­de com uma so­no­ri­da­de que sin­te­ti­za­va a eu­fo­ria do folk rock no fi­nal da dé­ca­da do flower power. O ál­bum de es­treia, Crosby, Stills & Nash, aca­bou se tor­nan­do um clássico do es­ti­lo. Lo­go em sua pri­mei­ra tur­nê, Neil Young, que tam­bém era do Buf­fa­lo Spring­fi­eld, foi in­cor­po­ra­do ao gru­po. No meio da­que­le gi­ro pe­los EUA, fo­ram es­ca­la­dos co­mo uma das mai­o­res atra­ções do fes­ti­val de Wo­ods­tock. Com Young, lan­ça­ram mais um ál­bum an­to­ló­gi­co, Dé­ja Vu, em 1970. No au­ge da po­pu­la­ri­da­de, po­rém, re­sol­ve­ram dar fim ao gru­po. Des­de en­tão reú­nem-se oca­si­o­nal­men­te, mas sem gra­var ma­te­ri­al no­vo, ape­nas ge­ran­do dis­cos ao vivo, co­mo o re­cen­te CSN, de 2012.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Crosby, Stills & Nash • Dé­ja Vu (1970) (1969)

SMALL FACES

Ape­sar de pou­co co­nhe­ci­dos nos EUA, o Small Faces foi uma das ban­das mais po­pu­la­res na In­gla­ter­ra na se­gun­da me­ta­de dos 60. Li­de­ra­dos pe­lo vo­ca­lis­ta e gui­tar­ris­ta Ste­ve Mar­ri­ot, che­ga­ram a ser com­pa­ra­dos ao The Who no iní­cio da car­rei­ra, por fa­ze­rem um R&B mais pe­sa­do. É con­si­de­ra­do um íco­ne “mod”, uma re­du­ção do ter­mo “mo­der­nis­tas”, um

es­ti­lo que do­mi­nou as ru­as das prin­ci­pais ci­da­des in­gle­sas in­gle­sa­as e, de cer­to mo­do, se con­tra­pu­nha con­tra­pu­nhac ao jei­tão lar­ga­do dos hip­pi­es. Em 1965, lan­ça­ram o pri­mei­ro LP, Small Faces, e con­se­gui­ram co­lo­car vá­ri­os sin­gles na pa­ra­da mu­si­cal in­gle­sa. Em 66, de­pois de tro­ca­rem a gi­gan­te Dec­ca pe­la no­va­ta Im­me­di­a­te e acom­pa­nhan­do a ten­dên­cia da épo­ca, de­ram uma gui­na­da no som pa­ra o psi­co­de­lis­mo, evo­luin­do mu­si­cal­men­te e pas­san­do a gra­var pra­ti­ca­men­te ape­nas mú­si­cas com­pos­tas por eles mes­mos. Em 68, pro­du­zi­ram seu mais am­bi­ci­o­so e elo­gi­a­do ál­bum, Og­dens' Nut Go­ne Fla­ke, que al­guns crí­ti­cos che­ga­ram a com­pa­rar a Sgt. Pep­pers, dos Be­a­tles. No en­tan­to, era a úni­ca ban­da que re­al­men­te da­va lu­cro pa­ra a Im­me­di­a­te, que lo­go que­bra­ria. Na­que­le mes­mo ano, Mar­ri­ot dei­xa o Small Faces pa­ra for­mar o Hum­ble Pie com seu ami­go Pe­ter Framp­ton. Em seu lu­gar, en­tra­ram Rod Stewart (voz) e Ron Wo­od (gui­tar­ra). Tam­bém en­cur­ta­ram o no­me pa­ra Faces, Mas es­sa já é ou­tra his­tó­ria...

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Small Faces (1966)

• Og­dens’ Nut Go­ne Fla­ke (1968)

• The­re Are But Four Small Faces (1968)

FRANK ZAPPA AND THE MOTHERS OF IN­VEN­TI­ON

Que­brar pa­drões era uma ro­ti­na pa­ra o ame­ri­ca­no de san­gue ita­li­a­no Fran­cis Vin­cent Zappa. Nas­ci­do em 1940, co­me­çou a se in­te­res­sar por música na ado­les­cên­cia. Gos­ta­va de R&B e música clás­si­ca avant- gar­de, es­pe­ci­al­men­te do com­po­si­tor ex­pe­ri­men­ta­lis­ta fran­cês Ed­gard Varè­se. Em 1964 já era mú­si­co de es­tú­dio e fa­zia so­no­ri­za­ção de fil­mes ba­ra­tos. Em 1965, en­trou co­mo gui­tar­ris­ta pa­ra o Soul Gi­ants, gru­po que ti­nha seu ami­go Ray Col­lins nos vo­cais, o bai­xis­ta Roy Es­tra­da e o ba­te­ris­ta Jimmy Carl Black. Com sua for­te per­so­na­li­da­de, lo­go os con­ven­ceu a mu­dar o no­me pa­ra Mothers (o “of In­ven­ti­on” foi acres­cen­ta­do de­pois, por exi­gên­cia da gra­va­do­ra) e a in­cluí­rem su­as com­po­si­ções no re­per­tó­rio. No mes­mo ano con­se­gui­ram um con­tra­to pa­ra fa­zer cin­co ál­buns em dois anos. O pri­mei­ro foi Fre­ak Out!, lan­ça­do co­mo ál­bum du­plo de­vi­do ao ex­ces­so de ma­te­ri­al gra­va­do. Ape­sar dis­so, é con­si­de­ra­do o dis­co mais “con­ven­ci­o­nal” da car­rei­ra de Zappa. Em 1968, lan­ça­ram We're Only in It for the Mo­ney, con­si­de­ra­do o au­ge des­sa pri­mei­ra fa­se e uma ver­da­dei­ra sá­ti­ra­crí­ti­ca da so­ci­e­da­de ame­ri­ca­na, da in­dús­tria mu­si­cal e do “mo­vi­men­to flower-power”,

um dos al­vos pre­fe­ri­dos do sar­cas­mo de Zappa. Em 1968 o Mothers of In­ven­ti­on já era pra­ti­ca­men­te uma pro­pri­e­da­de de Zappa, pas­san­do por vá­ri­as mu­dan­ça até fi­nal­men­te tor­nar-se ape­nas Mothers, em 1970. Uma ou­tra ino­va­ção de Zappa foi cri­ar seu pró­prio se­lo, a Bi­zar­re Re­cords, em 1967, pro­du­zin­do dis­cos pa­ra sua ban­da e ou­tros no­vos no­mes. Nas dé­ca­das de 70 e 80, ele man­te­ve uma só­li­da car­rei­ra so­lo ex­plo­ran­do to­dos os ter­ri­tó­ri­os mu­si­cais pos­sí­veis, do jazz ao clássico, pas­san­do pe­las mais es­tra­nhas ex­pe­ri­men­ta­ções ele­trô­ni­cas pos­sí­veis. Sua obra não é fá­cil, mas é tão vas­ta e pro­fun­da que to­dos sem­pre acham al­go ba­ca­na em al­gum dos 94 (no­ven­ta e qua­tro!) ál­buns ofi­ci­ais. Zappa fa­le­ceu em 4 de no­vem­bro de 1993.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Fre­ak Out! (1966)

• Ab­so­lu­tely Free (1967)

• We're Only In It For The Mo­ney (1968) • Hot Rats (1969)

• Over-Ni­te Sen­sa­ti­on (1973)

• Joe's Ga­ra­ge: Act I (1979)

TRAFFIC

Ape­sar de ter fi­ca­do co­nhe­ci­do co­mo a ban­da de Ste­ve Winwo­od, es­sa é ape­nas uma meia ver­da­de. O ta­len­to­so can­tor, com­po­si­tor, gui­tar­ris­ta e te­cla­dis­ta, que aos 15 anos já cha­ma­va a aten­ção co­mo vo­ca­lis­ta do The Spen­cer Da­vis Group, foi res­pon­sá­vel pe­la fun­da­ção do Traffic, mas sem o talento dos de­mais mem­bros, Dave Ma­son (gui­tar­ra e bai­xo), Jim Ca­pal­di (ba­te­ria e voz) e Ch­ris Wo­od (te­cla­dos, sa­xo­fo­ne e flau­ta), o gru­po não te­ria da­do cer­to. A es­treia em vi­nil foi em 1967, com Mr. Fan­tasy, no qual já mos­tram uma ma­tu­ri­da­de mu­si­cal in­co­mum. No en­tan­to, Ma­son dei­xa o gru­po lo­go após o lan­ça­men­to. Eles se­guem co­mo um trio até con­ven­cê-lo a re­tor­nar. No se­gun­do ál­bum, Traffic, de 1968, fi­cou ain­da mais cla­ra a di­vi­são en­tre as com­po­si­ções de Ma­son e Winwo­od. A con­vi­vên­cia en­tre eles era mes­mo im­pos­sí­vel e a ban­da aca­bou no mes­mo ano. Em 1969, a gra­va­do­ra apro­vei­tou so­bras da gra­va­ção de Traffic, que ori­gi­nal­men­te se­ria um ál­bum du­plo, mais al­gum ma­te­ri­al ao vivo e lan­çou Last Exit. No ano se­guin­te, Winwo­od ini­ci­ou a gra­va­ção do que se­ria seu pri­mei­ro ál­bum so­lo, mas aca­bou por con­vi­dar Ca­pal­di e Wo­od e o Traffic re­nas­ceu das cin­zas no óti­mo John

Bar­ley­corn Must Die, pri­mei­ro dis­co de ou­ro do gru­po. Até 1974, lan­ça­ri­am ain­da três dis­cos de es­tú­dio, com uma pe­ga­da mais co­mer­ci­al, e dois ao vivo. Ch­ris Wo­od fa­le­ceu em 1983 e Jim Ca­pal­di em 2005.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Mr. Fan­tasy (1967)

• John Bar­ley­corn Must Die (1970)

CANNED HEAT

O Canned Heat é o elo per­di­do en­tre o hard rock e o blu­es tra­di­ci­o­nal. A ban­da ca­li­for­ni­a­na foi fun­da­da em 1966 por Alan Wil­son e Bob “The Be­ar” Hi­te, ami­gos es­pe­ci­a­lis­tas em his­tó­ria do blu­es e ávi­dos co­le­ci­o­na­do­res de dis­cos. Com is­so, sa­bi­am tu­do do ter­re­no em que pi­sa­vam, além de se­rem óti­mos mú­si­cos. Jun­to com o bai­xis­ta Lar­ry Taylor, o gui­tar­ris­ta Henry Ves­ti­ne e o ba­te­ris­ta Al­dol­fo De La Par­ra, lan­ça­ram cin­co ál­buns até 1970, quan­do Wil­son mor­reu em cir­cuns­tân­ci­as mis­te­ri­o­sas (pro­va­vel­men­te, over­do­se). Nes­se meio tem­po, marcaram seu no­me na his­tó­ria com uma da mais quen­tes par­ti­ci­pa­ções no fes­ti­val de Wo­ods­tock. Mas a mor­te não os ven­ce­ria fa­cil­men­te, e a ban­da con­ti­nu­ou fa­zen­do seu blu­es pe­sa­do, in­clu­si­ve gra­va­ram um ál­bum com o mes­tre John Lee Ho­o­ker, Ho­o­ker'n'Heat, que se tor­nou um clássico. Hi­te man­te­ve o Canned Heat em ati­vi­da­de com vá­ri­as for­ma­ções di­fe­ren­tes até sua mor­te, em 1981. Ves­ti­ne e De La Par­ra en­tão as­su­mi­ram a mis­são de não dei­xar o gru­po aca­bar, mas o gui­tar­ris­ta tam­bém par­tiu em 1997.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Bo­o­gie with Canned Heat (1968)

• Li­ving the Blu­es (1968)

• Hal­le­lu­jah (1968)

• Ho­o­ker'n'Heat (1971)

JEF­FER­SON AIR­PLA­NE

Ba­la­das ro­mân­ti­cas, letras re­che­a­das de crí­ti­cas po­lí­ti­cas e so­ci­ais, ou­tras que fa­zi­am apo­lo­gia às dro­gas psi­co­a­ti­vas, vi­a­gens alu­ci­nó­ge­nas... Mis­tu­ra de iro­nia, sar­cas­mo, po­e­sia e me­lo­di­as úni­cas e ex­pe­ri­men­tais. Tu­do is­so era o Jef­fer­son Air­pla­ne, o gru­po que de­fi­niu o som psi­co­dé­li­co de San Fran­cis­co e con­se­guiu sin­te­ti­zar o es­pí­ri­to dos anos 60 em for­ma de música. A ideia de for­mar um gru­po que con­se­guis­se fa­zer um hí­bri­do en­tre o som das ban­das in­gle­sas e o folk rock que co­me­ça­va a se dis­se­mi­nar pe­los EUA par­tiu do vo­ca­lis­ta Marty Ba­lin. De­pois de vá­ri­as mu­dan­ças – afi­nal o gru­po era qu­a­se um co­le­ti­vo – a for­ma­ção se es­ta­bi­li­zou com Ba­lin, a can­to­ra Gra­ce Slick, os gui­tar­ris­tas Paul Kant­ner e Jor­ma Kau­ko­nen, o ba­te­ris­ta Spen­cer Dry­den e o bai­xis­ta Jack Ca­sady. No pri­mei­ro LP, Jef­fer­son Air­pla­ne Ta­kes Off, de 1966, Gra­ce ain­da não fa­zia par­te e a voz fe­mi­ni­na era de Sig­ne An­der­son, subs­ti­tuí­da cin­co me­ses de­pois. Em 67, com o se­gun­do ál­bum, Sur­re­a­lis­tic Pil­low, tor­nam-se co­nhe­ci­dos na­ci­o­nal­men­te. No mes­mo ano lan­çam Af­ter Bathing at

Bax­ter's, um ál­bum opos­to do an­te­ri­or, me­nos co­mer­ci­al e, por is­so mes­mo, ge­ni­al. Rock psi­co­dé­li­co sem amar­ras, mos­tran­do uma ban­da em um de seus gran­des mo­men­tos de cri­a­ti­vi­da­de. Já nos ál­buns se­guin­tes fa­zem tra­ba­lhos mais con­ven­ci­o­nais, em­bo­ra de qua­li­da­de, até que, já no fi­nal de 1969, che­ga às lo­ja Vo­lun­te­ers, um da­que­les dis­cos que só acon­te­cem uma vez na his­tó­ria de pou­cas ban­das. Ape­sar de ho­je as letras so­a­rem da­ta­das, ou­vir Vo­lun­te­ers faz qual­quer um se sen­tir em 1969, em uma pas­se­a­ta pe­lo fim de to­das as guer­ras. Era des­se so­nho que Len­non fa­la­va. Ain­da bem que fi­cou re­gis­tra­do, pois o voo do Jef­fer­son Air­pla­ne mu­dou de ru­mos com a saí­da de Ba­lin e ou­tras vá­ri­as mu­dan­ças, até aca­bar em 1972, em­bo­ra is­so nun­ca te­nha si­do ofi­ci­al­men­te di­to. Em 1989, o gru­po se reu­niu pa­ra uma tur­nê mun­di­al e lan­çou mais um ál­bum. Des­de en­tão oca­si­o­nal­men­te to­cam jun­tos os seus re­sul­ta­dos.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Sur­re­a­lis­tic Pil­low (1967)

• Af­ter Bathing at Bax­ter's (1967)

• Vo­lun­te­ers (1969)

JOE COCKER

Ele con­se­guiu o fei­to de fa­zer a ver­são de With A Lit­tle Help From My Fri­ends tor­nar-se mais fa­mo­sa em sua voz rou­ca do que na de seu cri­a­do­res, nin­guém me­nos do que os Be­a­tles. O in­glês John Ro­bert Cocker co­me­çou a car­rei­ra co­mo can­tor pop, por vol­ta de 1962, usan­do o no­me Van­ce Ar­nold, mas não fun­ci­o­nou. De­pois de di­vi­dir o pal­co de ba­res no­tur­nos com ban­das obs­cu­ras co­mo The Aven­gers, Big Blu­es e The Gre­a­se Band (com es­sa, fi­cou mais tem­po), em 1968, lan­ça o sin­gle com a música citada e con­se­gue fa­ma su­fi­ci­en­te pa­ra en­trar em es­tú­dio e pro­du­zir um ál­bum, que tam­bém le­va o no­me do sin­gle. Lan­ça­do em 1969, o LP é o que se cha­ma dis­ca­ço, com um ti­me de mú­si­cos de es­tú­dio de pri­mei­ra li­nha, co­mo Jimmy Pa­ge (sim, ele!), Ste­ve Winwo­od e Al­bert Lee e um re­per­tó­rio fan­tás­ti­co de blu­es e clás­si­cos do rock'n'roll. Nos EUA, Joe caiu nas gra­ças do pú­bli­co, es­pe­ci­al­men­te após sua in­crí­vel apre­sen­ta­ção no fes­ti­val de Wo­ods­tock. Ain­da em 1969, lan­ça mais um gran­de ál­bum ( Joe Cocker!).

Em 1971, é lan­ça­do nos ci­ne­mas o do­cu­men­tá­rio Mad Dogs & En­glish­men so­bre a tur­nê de Joe e sua me­ga ban­da, for­ma­da por mais de 30 mú­si­cos! O filme é acom­pa­nha­do por um ál­bum du­plo, gra­va­do ao vivo no fes­ti­val de Fill­mo­re

East. Fo­ram os úl­ti­mos gran­des tra­ba­lhos de sua pri­mei­ra e me­lhor fa­se. Joe era um al­coó­la­tra in­ve­te­ra­do den­tro e fo­ra dos pal­cos, o que pre­ju­di­cou sua car­rei­ra. Mes­mo as­sim, vi­ra e me­xe re­a­pa­re­ce com al­gum tra­ba­lho de qua­li­da­de aci­ma

da mé­dia. Dos aos 90 em di­an­te pa­re­ce ter se li­vra­do do ví­cio e se es­ta­bi­li­za­do co­mo um gran­de in­tér­pre­te de clás­si­cos de blu­es, soul e rock.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• With A Lit­tle Help From My Fri­ends (1969) • Joe Cocker! (1969)

• Mad Dogs & En­glish­men (1971)

STEPPENWOLF

O Steppenwolf ven­deu mais de 25 mi­lhões de ál­buns e su­as can­ções es­ti­ve­ram em mais de 50 fil­mes. Mas se vo­cê se lem­bra da ban­da ape­nas por Born To Be Wild, não sin­ta cul­pa por is­so, 90% dos ro­quei­ros de­vem es­tar nes­sa com vo­cê. O ale­mão John Kay foi o res­pon­sá­vel pe­la fun­da­ção do Steppenwolf – no­me ins­pi­ra­do pe­lo ro­man­ce homô­ni­mo do es­cri­tor ale­mão Her­man Hes­se – na fer­ven­te Los An­ge­les de 1967, jun­ta­men­te com o ba­te­ris­ta Jer­ry Ed­mon­ton, o te­cla­dis­ta Goldy McJohn (am­bos to­ca­vam com ele no Spar­row, seu pri­mei­ro gru­po), o gui­tar­ris­ta Mi­cha­el Mo­nar­ch e o bai­xis­ta Rush­ton Mo­re­ve. O pri­mei­ro tra­ba­lho dos ca­ras, de 1968, já tra­zia a pé­ro­la can­ta­da por mo­to­quei­ros de to­do o mun­do. Co­mo na mai­o­ria das ban­das, hou­ve mu­dan­ças na for­ma­ção e pas­sa­ri­am ain­da pe­lo Wolf os gui­tar­ris­tas Lar­ry By­rom e Kent Henry, e os bai­xis­tas Nick St. Nicholas e Ge­or­ge Bi­on­do até 1972, quan­do a ban­da se se­pa­rou, após lan­çar se­te ál­buns de es­tú­dio e um ao vivo. En­tre 74 e 76 fi­ze­ram um bre­ve re­tor­no, com uma for­ma­ção di­fe­ren­te e três in­te­gran­tes ori­gi­nais, pa­ra pro­du­zir ou­tros três ál­buns e aca­bar em se­gui­da. Em 1980, o gru­po pas­sa a ser John Kay and the Steppenwolf, com for­ma­ções mu­tan­tes, e man­tém-se em ati­vi­da­de.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Steppenwolf (1968)

• Mons­ter (1969)

• At Your Birth­day Party (1969)

TEN YE­ARS AF­TER

Um dos mai­o­res gru­pos de blu­es rock de to­dos os tem­pos, o Ten Ye­ars Af­ter sur­giu na In­gla­ter­ra em 1967 e, no mes­mo ano, lan­ça­ram o ál­bum de es­treia, que le­va ape­nas o no­me do gru­po, re­che­a­do de blu­es exe­cu­ta­dos com o de­vi­do pri­mor. O se­gun­do dis­co, Un­de­ad, gra­va­do ao

vivo, mos­trou to­da a ener­gia do gru­po no pal­co, in­cluin­do I'm Going Ho­me, que se tor­na­ria um clássico na me­mo­rá­vel apre­sen­ta­ção da ban­da em Wo­ods­tock. Após o fes­ti­val, fi­ze­ram cin­co ál­buns em pou­co me­nos de três anos, cul­mi­nan­do com A Spa­ce In Ti­me, con­si­de­ra­do o tra­ba­lho mais con­sis­ten­te do gru­po por mui­tos de seus fãs. De­pois de mais dois ál­buns, o gru­po aca­bou em 1974. O ás na man­ga do Ten Ye­ars Af­ter era, sem dú­vi­da, o fan­tás­ti­co gui­tar­ris­ta Al­vin Lee, ape­sar de Ric Lee (ba­te­ria), Leo Lyons (bai­xo) e Chic Chur­chill (te­cla­do) tam­bém se­rem mú­si­cos com­pe­ten­tes. Tan­to Al­vin Lee co­mo os de­mais mem­bros, em al­gum mo­men­to, ex­plo­ra­ram o no­me do gru­po pa­ra re­er­gue­rem-se no show­bu­si­ness, mas, pa­ra eles, tu­do ro­lou mes­mo há qu­a­ren­ta anos atrás.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Ten Ye­ars Af­ter (1967)

• Un­de­ad (1968)

• Sto­nehen­ge (1969)

• A Spa­ce In Ti­me (1971)

JOHNNY WINTER

Com sua fi­gu­ra in­con­fun­dí­vel (al­bi­no de ca­be­los lon­gos e co­ber­to por ta­tu­a­gens), Winter co­me­çou to­can­do blu­es bem ce­do, com o ir­mão Ed­gar (sa­xo­fo­nis­ta e pi­a­nis­ta), em sua ado­les­cên­cia no Te­xas. Em 1968, for­mou um trio com o bai­xis­ta Tommy Shan­non e o ba­te­ris­ta Un­cle John Tur­ner, e seu pri­mei­ro ál­bum Johnny Winter já to­mou de as­sal­to a ce­na do blu­es-rock – sim, era blu­es, mas com uma ener­gia e pe­so rock and roll, in­com­pa­rá­veis. A par­tir daí se­gui­ram-se ál­buns me­mo­rá­veis, co­mo Se­cond Winter, Still Ali­ve and Well, en­tre ou­tros, e vi­a­gens en­tre um rock mais pau­lei­ra e o blu­es mais pu­ro (che­gou a pro­du­zir e a to­car com Muddy Wa­ters). Cu­ri­o­so é que an­tes de as­si­nar com uma gra­va­do­ra, Winter gra­vou di­ver­sas fai­xas que só se­ri­am lan­ça­das de­pois que fi­cou fa­mo­so e mes­mo com a saú­de bas­tan­te de­bi­li­ta­da de­vi­do ao abu­so de dro­gas lan­çou em 2011, o ex­ce­len­te Ro­ots. Fa­le­ceu em 2014, dei­xan­do os fãs ór­fãos de blu­es de qua­li­da­de.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• The Pro­gres­si­ve Blu­es Ex­pe­ri­ment (1968)

• Johnny Winter (1969)

• Still Ali­ve and Well (1973)

HUM­BLE PIE

O ano era 1968, e Ste­ve Ma­ri­ott e Pe­ter Framp­ton, en­tão com 16 anos, de­ci­di­ram mon­tar uma ban­da. Con­vi­dam Jer­ry Shir­ley pa­ra as ba­que­tas, Greg Ri­dley pa­ra o bai­xo e nas­ceu o Hum­ble Pie. O som co­me­ça coun­try rock e, com o tem­po, vai pa­ra o blu­es e o hard rock. Em 1971, ga­nham no­to­ri­e­da­de com o pe­sa­do Rock On. Em 1972, eram com­pa­ra­dos ao Ji­mi Hen­drix Ex­pe­ri­en­ce. Cu­ri­o­sa­men­te, Framp­ton re­sol­veu ar­ris­car uma car­rei­ra so­lo e, após sua saí­da, foi lan­ça­do Smo­kin', que se tor­na­ria o dis­co mais bem su­ce­di­do do gru­po. Mas em 75, após o fra­cas­so do ál­bum Stre­et Rats, a ban­da im­plo­diu de vez. Em 1980, Mar­ri­ott e Shir­ley ten­tam re­er­guer o gru­po e dois dis­cos são lan­ça­dos, mas já era tar­de. Em 1991, a ban­da é se­pul­ta­da de vez, com a trá­gi­ca mor­te de Mar­ri­ot, car­bo­ni­za­do de­pois que ten­tou (bê­ba­do) acen­der um ci­gar­ro e co­lo­cou fo­go na pró­pria ca­ma.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Town and Coun­try (1969) • Rock On (1971)

CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL

A ban­da nas­ceu em 1959 co­mo Blue Vel­vets, até con­se­guir um con­tra­to com a gra­va­do­ra Fan­tasy, em 1966, quan­do pas­sa a se cha­mar The Gol­liwogs. Eram ape­nas uns ca­ras que gos­ta­vam de to­car jun­tos, sem gran­des pre­ten­sões. No en­tan­to, a boa acei­ta­ção dos pri­mei­ros sin­gles en­co­ra­jou a ban­da a mu­dar no­va­men­te de no­me – Creedence Clearwater Revival – e a in­ves­tir em com­po­si­ções pró­pri­as. O Creedence vi­ria a se tor­nar um dos mai­o­res no­mes do rock clássico e do coun­try rock.

Em 1968, lan­ça­ram seu pri­mei­ro ál­bum e se des­ta­ca­ram co­mo a pri­mei­ra ban­da ame­ri­ca­na a que­brar a he­ge­mo­nia bri­tâ­ni­ca nas pa­ra­das. Em 1971, já ha­vi­am gra­va­do mais três ál­buns de gran­de su­ces­so, li­de­ra­dos pe­lo vo­cal ras­ga­do e po­de­ro­so e a gui­tar­ra ha­bi­li­do­sa de John Fo­gerty.

O mai­or hit da car­rei­ra do Creedence é Ha­ve You Ever Se­en the Rain, uma das mú­si­cas mais “co­ve­ri­za­das” de to­dos os tem­pos. Em 1971, o gui­tar­ris­ta-ba­se Tom Fo­gerty (ir­mão de John e que fa­le­ceu em 1990) dei­xou o gru­po, que lan­ça­ria um ál­bum de­cep­ci­o­nan­te co­mo trio, em 1972, após o qual, en­cer­ra­ram su­as ati­vi­da­des. Em me­a­dos dos anos 90, o bai­xis­ta Stu Co­ok e o ba­te­ris­ta Doug Clif­ford cri­a­ram o Creedence Clearwater Re­vi­si­ted pa­ra se apre­sen­ta­rem to­can­do mú­si­cas do gru­po an­ti­go, in­clu­si­ve ten­do vi­si­ta­do o Bra­sil.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Creedence Clearwater Revival (1968)

• Gre­en Ri­ver (1969)

• Cos­mo's Fac­tory (1970)

COUNT FIVE

O Count é um dos ca­sos mais in­jus­tos do rock. Fo­ram in­fluên­ci­as de­ter­mi­nan­tes pa­ra ban­das co­mo MC5 e Sto­o­ges e mui­tos ou­tros pro­to-punks. Em par­te pe­lo su­ces­so de Psy­cho­tic Re­ac­ti­on, mas tam­bém por sua pos­tu­ra re­bel­de. No en­tan­to, só con­se­gui­ram um re­co­nhe­ci­men­to ver­da­dei­ro quan­do já não exis­ti­am mais. O êxi­to da can­ção, que che­gou a ser a mais to­ca­da nas rá­di­os de Los An­ge­les, em 1965, im­pul­si­o­nou a car­rei­ra do gru­po, mas tam­bém ge­rou uma pres­são pa­ra que fi­zes­sem ou­tros hits. O pro­ble­ma é que por mais que ten­tas­sem, não con­se­gui­ram re­pe­tir o fei­to. Em 1966, lan­ça­ram um LP e pou­co de­pois aca­ba­ram. No iní­cio dos anos 70, a ban­da foi re­des­co­ber­ta e tor­nou-se uma len­da do rock ga­ra­gei­ro psi­co­dé­li­co. Em 1994, o ál­bum Psy­cho­tic Re­ac­ti­on foi re­lan­ça­do com al­gu­mas fai­xas a mais que ha­vi­am fi­ca­do de fo­ra na pri­mei­ra ver­são, re­a­cen­den­do o in­te­res­se pe­lo gru­po.

Ál­bum es­sen­ci­al

• Psy­cho­tic Re­ac­ti­on (1994)

13TH FLOOR ELEVATORS

Pa­ra mui­tos eles são os ver­da­dei­ros cri­a­do­res do rock psi­co­dé­li­co que do­mi­nou a Cos­ta Oes­te ame­ri­ca­na por vol­ta de 1966 e 67. A ex­pe­ri­ên­cia do Elevators, co­mo eram cha­ma­dos, co­me­çou a ser en­sai­a­da em 1963, mas o pri­mei­ro ál­bum sai­ria ape­nas em 1966. O pon­to al­to do ál­bum e da car­rei­ra do gru­po é a fai­xa de aber­tu­ra, You're Gon­na Miss Me, que se tor­na­ria seu

úni­co hit. Ape­sar dis­so, não se po­de di­zer que foi mais um gru­po “one hit won­der”, pois nes­se meio tem­po, qu­a­se sem­pre sob efei­to de LSD e ou­tras dro­gas, cri­a­ram um sé­qui­to de se­gui­do­res e ar­qui­te­ta­ram o som que mar­ca­ria a ban­da co­mo uma das mais in­flu­en­tes do som un­der­ground. Ou se­ja, fo­ram pi­o­nei­ros, ape­sar de não te­rem con­se­gui­do a po­pu­la­ri­da­de me­re­ci­da. No to­tal, lan­ça­ram três ál­buns, mas o úl­ti­mo, de 1969, to­tal­men­te ir­re­le­van­te.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• The Psy­che­de­lic Sounds of the 13th Floor Elevators (1966)

• Eas­ter Everywhe­re (1967)

THE SEEDS

Li­de­ra­da pe­lo vi­si­o­ná­rio vo­ca­lis­ta Sky Sa­xon e o gui­tar­ris­ta Jan Sa­va­ge, o The Seeds é mais uma pro­va de que o punk

rock exis­tia an­tes dos Ra­mo­nes e doss dos Sex Pis­tols. For­ma­do em 1965, o gru­po ain­da ti­nha o te­cla­dis­ta DaDaryl Daryl Ho­o­per, o ba­te­ris­ta Rick An­drid­ge e o bai­xis­ta Har­vey Shar­pe. Além de dois sin­gles de re­la­ti­vo su­ces­so – o clássico Pushin' To­oo Too Hard e Can't Se­em to Ma­ke You Mi­ne, lan­ça­ram três ál­buns, sen­do o mais con­sis­ten­te A Web Of Sound, um clássico do rock de ga­ra­gem, que ins­pi­rou boa par­te das pri­mei­ras ban­das da on­da punk/new wa­ve de 1976/77, bem co­mo Iggy Pop e os Sto­o­ges e vá­ri­os íco­nes da ce­na “glam rock” do iní­cio da dé­ca­da de 70. Uma ban­da se­mi­nal e in­flu­en­te, que co­mo ou­tras tan­tas de sua ca­te­go­ria foi re­co­nhe­ci­da ape­nas dé­ca­das de­pois. Após o fi­nal do Seeds, Sky Sa­xon, que fa­le­ceu em 2009, pas­sou a gra­var ál­buns so­los com men­sa­gens cós­mi­cas.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• The Seeds (1966)

• A Web of Sound (1966)

SPIRIT

Ser uma das in­fluên­ci­as do Led Zep­pe­lin não é pa­ra qual­quer um, mas as ha­bi­li­da­des mu­si­cais dos in­te­gran­tes do Spirit são mes­mo de im­pres­si­o­nar. A ban­da era ca­paz de to­car qual­quer es­ti­lo, do jazz ao hard rock. Ver­sa­ti­li­da­de que aca­bou por le­var o gru­po a ser cul­tu­a­do por um la­do e ig­no­ra­do pe­las mas­sas de ou­tro. O Spirit foi fun­da­do por Randy Ca­li­for­nia e Ed Cas­sidy, ex-in­te­gran­tes do Red Ro­os­ter, uma das ban­das em que Ji­mi Hen­drix to­cou an­tes de ir pa­ra a In­gla­ter­ra e fun­dar o Ex­pe­ri­en­ce. O pri­mei­ro ál­bum, Spirit, foi lan­ça­do em 1968 e in­clui a fai­xa Tau­rus, cu­ja in­tro­du­ção te­ria ins­pi­ra­do Jimmy Pa­ge a com­por Stairway To He­a­ven. Po­de não ter si­do um plá­gio, mas a se­me­lhan­ça é ine­gá­vel. A pri­mei­ra fa­se do gru­po che­gou ao au­ge em 1970, com o quar­to ál­bum Twel­ve Dre­ams of Dr. Sar­do­ni­cus.

Em 1972, ado­ta­ram uma di­re­ção mais jaz­zís­ti­ca e o gru­po se dis­per­sou. Randy Ca­li­for­nia se­guiu fa­zen­do dis­cos usan­do o no­me do gru­po, mas mor­reu em 1997.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Spirit (1968)

• Twel­ve Dre­ams of Dr. Sar­do­ni­cus (1970) • Sal­va­ti­on...The Spirit of `74 (2007)

THE ZOM­BI­ES

Mais um dos pro­ta­go­nis­tas da In­va­são bri­tâ­ni­ca, o Zom­bi­es foi cri­a­do em 1961 pe­los ami­gos Rod Ar­gent e Co­lin Bluns­to­ne. Gra­va­ram o pri­mei­ro sin­gle em 1964 e já fi­ze­ram su­ces­so com She's Not The­re. Um se­gun­do com­pac­to, Tell Her No, tam­bém al­can­çou as pa­ra­das. No en­tan­to, não con­se­gui­ram mais ne­nhum gran­de hit. Em 1967 as­si­na­ram um bom con­tra­to com a CBS, en­tão uma das mai­o­res gra­va­do­ras do mun­do, e lan­ça­ram um ál­bum que, ape­sar de sua qua­li­da­de mu­si­cal aci­ma da mé­dia, te­ve pouquís­si­ma re­per­cus­são e, no ano se­guin­te, a ban­da foi dis­sol­vi­da. Rod for­mou o Ar­gent, gru­po de rock pro­gres­si­vo re­la­ti­va­men­te fa­mo­so nos anos 70. Em 1991, Bluns­to­ne, o bai­xis­ta Ch­ris Whi­te e o ba­te­ris­ta Hugh Grundy res­sus­ci­ta­ram o The Zom­bi­es e lan­ça­ram o ál­bum New World. Em 97, no­vo fim. Re­a­pa­re­ce­ram em 2004, des­sa vez, ape­nas com Ar­gent e Bluns­to­ne da for­ma­ção ori­gi­nal, com o ál­bum As Far As I Can See... Per­ma­ne­cem em ati­vi­da­de lan­çan­do Bre­athe Out, Bre­athe In, em 2011, e o ca­pri­cha­do Still Got That Hun­ger, em 2015.

Ál­bum es­sen­ci­al

• The Zom­bi­es Be­gin He­re (1965)

THE KINGSMEN

O Kingsmen, gru­po de ga­ra­gem ame­ri­ca­no, fun­da­do em 1960, al­can­çou o su­ces­so com sua ver­são de Louie, Louie, can­ção ori­gi­nal de Ri­chard Ber­ry, até en­tão qu­a­se des­co­nhe­ci­da. De­pois, tor­nou­se a se­gun­da com­po­si­ção de rock mais re­gra­va­da do mun­do (per­de ape­nas pa­ra Yes­ter­day, dos Be­a­tles), nos mais va­ri­a­dos es­ti­los: pop, he­avy me­tal, punk, hip hop, al­ter­na­ti­vo, etc. A mai­o­ria usan­do o re­frão e o riff de gui­tar­ra cri­a­do pe­lo Kingsmen. Cu­ri­o­si­da­de: em 1964, o FBI in­ves­ti­gou uma su­pos­ta “obs­ce­ni­da­de” na ver­são dos ro­quei­ros da Cos­ta Oes­te, mo­ti­va­da por de­nún­cia de gru­pos con­ser­va­do­res dos EUA. Na ver­da­de, a ra­pi­dez com que o vo­ca­lis­ta Jack Ely can­ta­va a le­tra da­va a im­pres­são de que fa­la­va al­guns pa­la­vrões (que nun­ca fi­ca­ram cla­ros quais se­ri­am). No fim, a po­lê­mi­ca po­de ter si­do de­ci­si­va pa­ra tan­to su­ces­so. O Kingsmen per­ma­ne­ce em ati­vi­da­de, qu­a­se co­mo pro­pri­e­da­de do gui­tar­ris­ta Mi­ke Mit­chell e já viu pas­sar em sua for­ma­ção cer­ca de 30 mú­si­cos. Até 66 fi­ze­ram cin­co ál­buns, com des­ta­que pa­ra Vol. 3, de 1965, que ape­sar de não ter si­do “su­ces­so” é uma be­la au­la de rock'n'roll. Mas aca­ba­ram vi­ven­do mes­mo da ve­lha e boa Louie mes­mo...

Ál­buns es­sen­ci­ais

• The Kingsmen In Per­son (1963)

• Vol. 3 (1966)

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