JA­NIS JO­PLIN

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Segunda Era -

Em Port Arthur, Te­xas, nas­ceu uma mu­lher que fez ques­tão de lu­tar pe­lo seu es­pa­ço, contra tu­do e to­dos. De fa­mí­lia con­ser­va­do­ra, Ja­nis não ti­nha apoio pa­ra vi­ver da música. No meio mu­si­cal, a mu­lher bran­ca que re­sol­veu can­tar blu­es de ne­gão com uma pi­ta­da mais rock and roll e folk tam­bém de­mo­rou a ser re­co­nhe­ci­da. Mes­mo as­sim, em 1966, ela se mu­da pa­ra Ca­li­fór­nia pa­ra vi­ven­ci­ar a música. Jun­ta-se à ban­da Big Brother and The Hol­ding Com­pany e pas­sa de bac­king vo­cals pa­ra lí­der ra­pi­da­men­te. De­pois de dois ál­buns – Big Brother And The Hol­ding Com­pany (1967) e Che­ap Th­rills (1968), a voz mar­can­te, mis­tu­ra de sen­su­a­li­da­de, ati­tu­de e in­ter­pre­ta­ção mar­can­te, fez Ja­nis que­rer vo­ar mais al­to, em car­rei­ra so­lo. For­mou sua pró­pria ban­da, a The Koz­mic Blu­es Band, e gra­vou o ál­bum I Got Dem Ol' Koz­mic Blu­es Again Ma­ma, lan­ça­do em 1969. Mas o re­sul­ta­do não foi o es­pe­ra­do. Pou­co de­pois ela re­for­mu­la a ban­da, que pas­sa a se cha­mar Full Tilt Bo­o­gie Band e ex­pe­ri­men­ta so­no­ri­da­des mais sim­ples e es­pon­tâ­ne­as. Nas­ce, as­sim, o ál­bum Pe­arl, con­si­de­ra­do sua obra-pri­ma. Pe­na que, em meio às gra­va­ções, a can­to­ra não te­nha re­sis­ti­do à he­roí­na e ao ál­co­ol, sen­do en­con­tra­da mor­ta ain­da com mar­cas de agu­lha na veia.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Che­ap Th­rills (1968)

• Pe­arl (1971)

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