DE­EP PUR­PLE

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Terceira Era -

Qu­em di­ria que uma vo­vo­zi­nha no­me­a­ria uma das ban­das de rock mais co­nhe­ci­das do sé­cu­lo 20? Pois foi de uma música que sua avó gos­ta­va que, em 1968, o gui­tar­ris­ta Rit­chie Black­mo­re ti­rou o no­me De­ep Pur­ple pa­ra re­ba­ti­zar seu gru­po, o Roun­da­bound. A for­ma­ção ori­gi­nal con­ta­va ain­da com o vo­ca­lis­ta Rod Evans, o bai­xis­ta Nick Sim­per, o te­cla­dis­ta Jon Lord e o ba­te­ris­ta Ian Pai­ce. Nos pri­mei­ros dis­cos o Pur­ple era bem di­fe­ren­te da ban­da que aju­dou a ex­pan­dir as fron­tei­ras so­no­ras do hard rock e que en­trou pa­ra o Guin­ness co­mo res­pon­sá­vel pe­lo som mais al­to do mun­do. Com uma mis­tu­ra de R&B e rock, que lem­bra­va Be­a­tles, che­ga­ram até a fa­zer su­ces­so no fi­nal da dé­ca­da de 60. Mas em 1970, no ter­cei­ro ál­bum, co­me­ça­ram a to­mar ou­tros ru­mos mu­si­cais, bem co­mo uma sé­rie de mu­dan­ças na for­ma­ção, que aca­ba­ri­am por mar­car a ban­da. Após o lan­ça­men­to de De­ep Pur­ple, um dis­co tran­si­tó­rio en­tre as du­as pri­mei­ra fa­ses, Evans e Sim­per de­ram lu­gar a Ian Gi­lan (voz) e Ro­ger Glo­ver (bai­xo). E o pri­mei­ro ál­bum do no­vo quin­te­to, In Rock, é con­si­de­ra­do até ho­je um dos me­lho­res de hard rock já pro­du­zi­dos. Des­de a fai­xa de aber­tu­ra, a ex­plo­si­va Spe­ed King, até a ga­lo­pan­te Hard Lo­vin' Wo­man que fe­cha o dis­co, pas­san­do pe­la vi­a­jan­te Child In Ti­me o dis­co é pu­ra ener­gia e cri­a­ti­vi­da­de. Mas era só o co­me­ço. Um ano de­pois che­ga­va às lo­jas Fi­re­ball, não tão ge­ni­al quan­to o an­te­ri­or, mas com uma pro­du­ção ain­da mais apu­ra­da e que mos­tra­va uma ban­da em seu pi­co de cri­a­ti­vi­da­de. Po­rém, só atin­gi­ri­am o ápi­ce em 1973, com Ma­chi­ne He­ad.

O ál­bum em ques­tão for­ma, ao la­do de Led Zep­pe­lin IV e Pa­ra­noid do Black Sab­bath, a tría­de de­fi­ni­ti­va do rock se­ten­tis­ta. Es­tão lá clás­si­cos do qui­la­te de Smo­ke On The Wa­ter, Lazy, Highway Star e Spa­ce Truc­kin', que dis­pen­sam qual­quer aná­li­se. O au­ge cri­a­ti­vo, po­rém, coin­ci­di­ria com o pi­co má­xi­mo de lou­cu­ras e de­sen­ten­di­men­tos en­tre os mem­bros ori­gi­nais e os “no­va­tos” do gru­po, que aca­ba­ram sain­do. Os pos­tos fo­ram ocu­pa­dos pe­lo vo­ca­lis­ta Da­vid Co­ver­da­le e o bai­xis­ta Glenn Hughes. Nem a mu­dan­ça foi ca­paz de di­mi­nuir o ím­pe­to cri­a­ti­vo do Pur­ple, que lan­ça­ria ou­tro ex­ce­len­te ál­bum, Burn, um dos úl­ti­mos sus­pi­ros cri­a­ti­vos do gru­po na dé­ca­da, se­gui­do de Storm­brin­ger, do mes­mo ano, e Co­me Tas­te The Band, de 1975 (com Tommy Bo­lin na gui­tar­ra no lu­gar de Black­mo­re). Em 1976 o Pur­ple en­cer­rou su­as ati­vi­da­des, re­tor­nan­do com a for­ma­ção clás­si­ca em 1984, de ma­nei­ra triun­fal, com Per­fect Stran­gers. Des­de en­tão, po­rém, o ro­dí­zio de in­te­gran­tes se in­ten­si­fi­cou. A mor­te de Jon Lord, em ju­lho de 2012, po­de ter re­pre­sen­ta­do o fim de uma ver­da­dei­ra ins­ti­tui­ção ro­quei­ra.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• In Rock (1970)

• Fi­re­ball (1971)

• Ma­chi­ne He­ad (1972)

• Burn (1974)

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.