NEIL YOUNG ( AND THE CRAZY HOR­SE)

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Terceira Era -

Es­tá aí um su­jei­to que sem­pre man­te­ve sua re­pu­ta­ção in­tac­ta. O ca­na­den­se es­tá na es­tra­da des­de os anos 60, nun­ca aban­do­nou o rock'n'roll, sem­pre fler­tou com es­ti­los mais de raiz co­mo folk, blu­es e coun­try, mas tam­bém es­tá aten­to ao que ro­la a sua vol­ta e res­pei­ta as no­vas ge­ra­ções (em 1990, es­ca­lou o So­nic Youth co­mo ban­da de aber­tu­ra de sua tur­nê e de­pois fez uma par­ce­ria com o Pe­arl Jam). Além dis­so, pre­ser­va uma vi­são crí­ti­ca co­e­ren­te so­bre ques­tões so­ci­ais, po­lí­ti­cas e am­bi­en­tais. E é in­can­sá­vel. Nun­ca pa­rou de gra­var, pro­du­zir e fa­zer shows. Não é uma ta­re­fa das mais fá­ceis ca­ta­lo­gar sua obra, que tem al­go em tor­no de 50 ál­buns, sem con­tar os do iní­cio da car­rei­ra com o Buf­fa­lo Spring­fi­eld e o Crosby Still, Nash & Young. Per­to de com­ple­tar 70 anos de ida­de, em 2012, jun­to com o Crazy Hor­se, ban­da que o acom­pa­nha há mais de 40 anos, lan­çou Ame­ri­ca­na, um ál­bum com tan­ta ener­gia, que pa­re­ce ter si­do gra­va­do por ga­ro­tos na ca­sa dos 20 ani­nhos. Mas, en­tão, por­que ele es­tá aqui na ter­cei­ra era do rock? Ba­si­ca­men­te por­que foi em 1971, após dei­xar o CSN&Y que ele ini­ci­ou es­sa sa­ga to­da. De­pois de dois ál­buns so­los – Neil Young (1968) e Af­ter The Gold Rush (1970) –, que fi­ca­ram em se­gun­do pla­no, é com Har­vest, de 1971, que al­ça um voo de­fi­ni­ti­vo ru­mo ao es­tre­la­to. No en­tan­to, is­so o in­co­mo­da­va. Pa­ra pi­o­rar, Danny Whit­ten, gui­tar­ris­ta do Crazy Hor­se, mor­re de over­do­se de he­roí­na e, seis me­ses de­pois, um ro­a­die de sua equi­pe, Bru­ce Ber­ry, re­pe­te o er­ro. Com is­so, gra­va To­night's The Night, um dis­co som­brio e ma­ra­vi­lho­sa­men­te roc­ker. Mas sua gra­va­do­ra que­ria ou­tro Har­vest e o ál­bum foi lan­ça­do ape­nas em 75. O epi­só­dio mar­ca­ria sua car­rei­ra, mos­tran­do que não fa­ria con­ces­sões. E as­sim foi ao lon­go dos anos, com ál­buns sen­sa­ci­o­nais co­mo Rust Ne­ver Sle­eps, Rag­ged Glory e Le Noi­se e ou­tros in­tros­pec­ti­vos ou ino­va­do­res, mas sem­pre ho­nes­tos. Ape­nas em al­guns mo­men­tos na dé­ca­da de 80 an­dou por bai­xo, mas em com­pen­sa­ção de lá pa­ra cá é só rock clas­se A+. Amém!

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Har­vest (1972)

• To­night's The Night (1975)

• Rust Ne­ver Sle­eps (1979)

• Rag­ged Glory (1990)

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