THE CLASH

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Quarta Era -

Um dos pi­la­res do punk rock, o The Clash con­fron­ta­va o sis­te­ma com a mes­ma fúria do Sex Pis­tols, mas en­quan­to Rot­ten pre­ga­va o ca­os e a anar­quia, o The Clash es­tra­te­gi­ca­men­te pro­pu­nha a bus­ca de so­lu­ções atra­vés de ide­ais es­quer­dis­tas. Ou­tra gran­de di­fe­ren­ça era o som, mais aber­to a ex­pe­ri­men­ta­ções, sem es­con­der as in­fluên­ci­as do rock dos anos 50 e 60 e, prin­ci­pal­men­te, do reg­gae. Além dis­so, o Clash sabia to­car. E bem. O mais ex­pe­ri­en­te era Joe Strum­mer, que des­de 1974 es­ta­va com o 101'ers, uma ban­da de pub rock. Em 76, após abrir um show pa­ra o Sex Pis­tols, Strum­mer de­ci­diu dar um fim ao gru­po e par­tir pa­ra ou­tra. Pou­co de­pois, ele e o gui­tar­ris­ta Keith Le­ve­ne se jun­ta­ram a Mick Jo­nes (gui­tar­ra e voz), Paul Si­mo­non (bai­xo) e Ter­ry Chi­mes (ba­te­ria), que ha­vi­am aca­ba­do de desistir de trans­for­mar o Lon­don SS em uma ban­da. A es­sa al­tu­ra já eram o The Clash e Keith Le­ve­ne aban­do­na­ra o bar­co. Par­ti­ci­pa­ram da fa­mo­sa Anar­chy Tour, que aba­lou o Rei­no Uni­do, ao la­do de gru­pos co­mo Dam­ned, He­art­bre­a­kers, Buzz­cocks e ou­tros. De­pois de Ter­ry Chi­mes ser subs­ti­tuí­do por Top­per He­a­don, a for­ma­ção clás­si­ca se es­ta­bi­li­zou, e lan­ça­ram o pri­mei­ro ál­bum. The Clash te­ve im­pac­to com­pa­rá­vel ao de Ne­ver Mind The Bol­locks, e nun­ca mais se­ri­am a ban­da de aber­tu­ra, tor­nan­do­se a atra­ção prin­ci­pal. Ao mes­mo tem­po, se en­ga­ja­vam em mo­vi­men­tos so­ci­ais e após lan­ça­rem o se­gun­do ál­bum, o mais po­li­do Gi­ve'm Enough Ho­pe, fi­ze­ram a pri­mei­ra tur­nê pe­los EUA com boa re­per­cus­são. Em 79, o punk já per­de­ra sua for­ça e eles mu­da­ram ra­di­cal­men­te com Lon­don Cal­ling, um ál­bum du­plo no qual co­lo­ca­ram to­da sua for­ça cri­a­ti­va. A ca­pa an­to­ló­gi­ca traz a foto de Paul Si­mo­non des­truin­do seu bai­xo no pal­co, além do le­trei­ro imi­tan­do o pri­mei­ro LP de El­vis Pres­ley. Re­sul­ta­do: o dis­co até ho­je faz par­te das prin­ci­pais lis­tas de me­lho­res da his­tó­ria do rock. Em 1980, mos­tran­do uma vi­ta­li­da­de qu­a­se ina­cre­di­tá­vel, lan­çam o ál­bum tri­plo San­di­nis­ta!, pra­ti­ca­men­te uma con­ti­nu­a­ção do an­te­ri­or, po­rém, um pou­co mais ex­pe­ri­men­tal. Em 1982, saiu Com­bat Rock, o dis­co mais co­mer­ci­al do gru­po. No en­tan­to, Jo­nes e Strum­mer já não se en­ten­di­am mais e após o lan­ça­men­to, Jo­nes per­deu a pa­ra­da e o gru­po foi re­for­mu­la­do. Em 1985, ape­nas com Strum­mer e Si­mo­non da for­ma­ção ori­gi­nal, saiu Cut The Crap, con­si­de­ra­do o ál­bum mais fra­co do Clash, e que aca­bou de vez com a len­da. Em 2002 Joe Strum­mer fa­le­ceu e en­cer­rou as es­pe­ran­ças de um re­tor­no.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• The Clash (1977)

• Lon­don Cal­ling (1979)

• Com­bat Rock (1982)

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