AC/DC

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Quarta Era -

Nas­ci­dos em uma fa­mí­lia de mú­si­cos – o pai to­ca­va jazz e o ir­mão mais ve­lho, Ge­or­ge, foi in­te­gran­te do cul­tu­a­do Easy­be­ats, gru­po co­nhe­ci­do na Aus­trá­lia co­mo os reis do rock'n'roll, nos anos 60 –, os ir­mãos gui­tar­ris­tas Mal­colm e An­gus Young fun­da­ram o AC/DC em 1973. No ano se­guin­te, com uma pe­que­na aju­da de Ge­or­ge gra­va­ram o pri­mei­ro sin­gle,

Can I Sit Next to You, com Dave Evans no vo­cal, que se­ria subs­ti­tuí­do por Bon Scott. Ain­da na­que­le ano gra­va­ram o ál­bum High Vol­ta­ge, com Ge­or­ge no bai­xo e um cer­to Tony Ker­ran­te na ba­te­ria. Lo­go após as gra­va­ções, Phil Rudd as­su­miu as ba­que­tas e Mark Evans, o bai­xo. Pronto, ofi­ci­al­men­te, em 1975, es­ta­va for­ma­do um dos quin­te­tos mais bru­tos e ba­ru­lhen­tos da his­tó­ria do rock. O AC/DC fa­ria mais um ál­bum ca­sei­ro, ade­qua­da­men­te cha­ma­do TNT, an­tes de re­al­men­te ex­plo­di­rem. O fa­to é que o AC/ DC co­me­çou a ga­nhar fãs pe­lo país e, ain­da em 76, gra­vou o pri­mei­ro dis­co ape­nas com com­po­si­ções pró­pri­as, o clássico Dirty De­eds Do­ne Dirt Che­ap, o ál­bum mais chu­lo e sa­ca­na do gru­po e no qual co­me­çou a de­fi­nir seu es­ti­lo fron­tei­ri­ço en­tre o rock'n'roll, o hard rock, o punk e o he­avy me­tal, con­se­guin­do ser ama­do e res­pei­ta­do por fãs de to­das es­sas ver­ten­tes, al­go ra­ro. Mas o me­lhor es­ta­va por vir.

Em ju­nho de 1977 saiu o clássico Let The­re Be Rock, o pri­mei­ro ál­bum do gru­po lan­ça­do con­jun­ta­men­te na Aus­trá­lia, nos EUA e na In­gla­ter­ra. Com oi­to fai­xas do mais pu­ro e avas­sa­la­dor rock pau­lei­ra o AC/DC con­quis­tou de vez seu es­pa­ço e al­can­çou o es­tre­la­to. Ain­da su­bi­ria mais al­to em 1978, com Powe­ra­ge e If You Want Blo­od, You've Got It, cu­ja ca­pa traz uma mon­ta­gem de An­gus li­te­ral­men­te se es­tri­pan­do com sua gui­tar­ra e apre­sen­ta to­da a ener­gia da ban­da ao vivo. Em 1979 co­me­ça a con­quis­ta da Amé­ri­ca com mais um pe­tar­do: Highway To Hell, título que, in­fe­liz­men­te, anun­ci­a­va uma tra­gé­dia. A ban­da já ti­nha pas­sa­do por mu­dan­ças de in­te­gran­tes (Mark saiu e Cliff Wil­li­ams o subs­ti­tuiu), mas em 1980, a mor­te de Bon Scott, en­gas­ga­do no pró­prio vô­mi­to de­pois de um por­re ho­mé­ri­co, co­lo­cou em ris­co a exis­tên­cia e o rock su­jo dos Young e cia. Con­tu­do, a ban­da sur­pre­en­deu a to­dos apre­sen­tan­do Bri­an Johnson e o im­pe­cá­vel Back in Black, que se tor­na­ria um dos ál­buns mais ven­di­dos da his­tó­ria da música. De cer­to mo­do, o dis­co re­su­miu a dé­ca­da que se aca­ba­va e mos­trou o ca­mi­nho pa­ra a que se ini­ci­a­va: rock tem que ser bru­to. Des­de en­tão, na­da foi ca­paz de de­tê-los. An­gus Young ain­da des­fi­la seu uni­for­me e seu es­ti­lo ca­be­ça-pra­ci­ma-ca­be­ça-pra-bai­xo em per­for­man­ces des­con­cer­tan­tes. O gru­po se tor­nou qua­ren­tão, e ape­sar de ter so­fri­do uma sé­ria bai­xa – Mal­colm afas­tou-se da ban­da por es­tar so­fren­do de de­mên­cia, e foi subs­ti­tuí­do pe­lo so­bri­nho Ste­vie Young, a ban­da pre­sen­te­ou seus afi­ci­o­na­dos com o ca­pri­cha­do Rock or Bust, em 2014.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Dirty De­eds Do­ne Dirt Che­ap (1976)

• Let The­re Be Rock (1977)

• Powe­ra­ge (1978)

• Highway To Hell (1979)

• Back In Black (1980)

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