THE RU­NAWAYS

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Quarta Era -

Uma das me­lho­res coi­sas que o punk fez pe­lo rock foi abrir es­pa­ço pa­ra as mulheres. An­tes das Ru­naways, da­va pa­ra con­tar nos de­dos gru­pos for­ma­dos ape­nas por ga­ro­tas, mes­mo as­sim, ne­nhum de­les con­se­guiu gran­de re­per­cus­são. Além de Ja­nis Jo­plin e Suzy Qua­tro, é di­fí­cil lem­brar de ro­quei­ras que ti­ve­ram al­gum im­pac­to an­tes do quin­te­to nor­te-ame­ri­ca­no. Mas a pe­dra fun­da­men­tal do gru­po foi o pro­du­tor Kim Fo­wley. Foi ele qu­em reu­niu a gui­tar­ris­ta Jo­an Jett, a ba­te­ris­ta Sandy West e a bai­xis­ta e vo­ca­lis­ta Sue Thomas. O trio gra­vou uma de­mo ta­pe – Born To Be Bad, que se tor­nou item de co­le­ci­o­na­dor – e lo­go após Sue saiu (mais tar­de for­ma­ria a The Ban­gles). Mas o pro­je­to de Fo­wley se­guiu em fren­te e a gui­tar­ris­ta Li­ta Ford, a vo­ca­lis­ta Che­rie Cur­ry e a bai­xis­ta Jac­kie Fox com­ple­ta­ram a pri­mei­ra for­ma­ção do que re­al­men­te se­ria a Ru­naways que to­dos co­nhe­cem e amam. O pri­mei­ro ál­bum, The Ru­naways, é o mais pe­sa­do que gra­va­ram e traz a clás­si­ca Cher­ry Bomb, que atra­ves­sa dé­ca­das co­mo hi­no do “rock de cal­ci­nhas”. O se­xis­mo aliás sem­pre es­te­ve por per­to do gru­po que, ape­sar de man­dar mui­to bem com seu hard rock com um pé no punk, era vis­to pe­la im­pren­sa mu­si­cal co­mo uma ban­da de ado­les­cen­tes sexy. Fo­wley tem res­pon­sa­bi­li­da­de nisso, pois fez ques­tão de as­so­ci­ar uma ima­gem se­du­to­ra às ga­ro­tas. O su­ces­so do gru­po nos EUA foi ra­zoá­vel, mas ex­plo­di­ram no Ja­pão, on­de ain­da inex­pe­ri­en­tes fi­ze­ram uma tur­nê que re­sul­tou em um ál­bum ao vivo. As coi­sas con­ti­nu­a­ram a acon­te­cer em rit­mo alu­ci­nan­te pa­ra elas. Ain­da em 77, saiu o se­gun­do ál­bum, Qu­e­ens Of Noi­se, um pou­co me­nos pe­sa­do e mais tra­ba­lha­do que o an­te­ri­or. No en­tan­to, mal o dis­co foi lan­ça­do, Che­rie dei­xou a ban­da que se tor­nou um quar­te­to, uma vez que Jo­an Jett as­su­miu os vo­cais com mui­ta com­pe­tên­cia. Em se­gui­da saiu o ter­cei­ro LP, Wai­tin' for the Night, mais pró­xi­mo do pri­mei­ro. Em 78, com Vicky Blue no bai­xo no lu­gar de Fox, lan­çam And Now... The Ru­naways, um bom ál­bum, mas já sem o en­tu­si­as­mo dos an­te­ri­o­res. Em 1979, Jett re­sol­veu se­guir sua bem su­ce­di­da car­rei­ra so­lo à fren­te do Blackhe­arts e as Ru­naways se dis­sol­ve­ram. A his­tó­ria das pi­o­nei­ras aca­bou nas te­las de ci­ne­ma em 2011, com a me­ga­es­tre­la te­en Kris­ten Stewart no pa­pel da gui­tar­ris­ta Jo­an Jett e Da­ko­ta Fan­ning co­mo Che­rie, o que re­a­cen­deu o in­te­res­se por es­sa ver­da­dei­ra len­da do rock.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• The Ru­naways (1976)

• Qu­e­ens Of Noi­se (1977)

• Wai­tin' For The Night (1977)

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