GUNS N’ RO­SES

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Quinta Era -

A ban­da que fi­cou mar­ca­da pe­las ima­gens do gui­tar­ris­ta Slash e do vo­ca­lis­ta loi­ro das ber­mu­das aper­ta­das Axl Ro­se, tal­vez te­nha si­do a mai­or in­fluên­cia pa­ra a música dos anos 90. E a pro­e­za foi re­a­li­za­da in­do contra a ló­gi­ca, com um som que já es­ta­va à bei­ra do des­gas­te: o hard rock ame­ri­ca­no. O gru­po nas­ceu da fu­são de ex-in­te­gran­tes de du­as ou­tras ban­das ca­li­for­ni­a­nas: o Hollywo­od Ro­ses (Axl e o gui­tar­ris­ta Izzy Stra­dlin) e o L.A. Guns (o bai­xis­ta Ole Bei­ch e o ba­te­ris­ta Robbie Gard­ner). Mas es­sa for­ma­ção não du­rou mui­to tem­po. So­men­te quan­do o bai­xis­ta Duff McKa­gan, o gui­tar­ris­ta Slash e o ba­te­ris­ta Ste­ven Adler, to­dos exin­te­gran­tes do Ro­ad Crew, se jun­ta­ram a Axl e Izzy é que ro­lou a quí­mi­ca. Com es­sa for­ma­ção lan­ça­ram um EP in­de­pen­den­te, com o título de Li­ve ?!*@ Li­ke a Sui­ci­de. Uma có­pia do pe­tar­do caiu nas mãos da Gef­fen Re­cords que pro­cu­rou a ban­da e ofe­re­ceu um con­tra­to. As­sim, em 1987, es­ta­va pronto Ap­pe­ti­te for Des­truc­ti­on, um ge­ra­dor de po­lê­mi­cas, com letras so­bre se­xo, dro­gas e mi­sé­ria, mas tam­bém um di­vi­sor de águas, mos­tran­do que o hard rock po­dia ter ati­tu­de. No en­tan­to, de ca­ra o dis­co não foi bem, ape­sar dos elo­gi­os da crí­ti­ca es­pe­ci­a­li­za­da.

Qu­a­se um ano de­pois de seu lan­ça­men­to, quan­do a MTV co­me­çou a pas­sar o cli­pe de Wel­co­me To The Jun­gle, tu­do mu­dou. Em pou­co tem­po já era um dos mais pe­di­dos na emis­so­ra, que lo­go pas­sou a exi­bir mais um:

Swe­et Child O'Mi­ne e a par­tir daí o Guns su­biu à es­tra­tos­fe­ra. Jun­to com o su­ces­so, po­rém, o con­su­mo de dro­gas tam­bém au­men­tou mui­to, bem co­mo o es­tre­lis­mo de Axl Ro­se. A pri­mei­ra ví­ti­ma foi Adler, des­pe­di­do pe­lo vo­ca­lis­ta por su­pos­ta­men­te pre­ju­di­car o gru­po com seu ví­cio em he­roí­na. De­pois dos me­ga­su­ces­sos de Use Your Il­lu­si­on I e II, ál­buns lan­ça­dos ao mes­mo tem­po, tu­do foi pi­o­ran­do e quan­do Slash saiu, em 1996, res­ta­va ape­nas Axl da for­ma­ção ori­gi­nal. En­quan­to is­so, Axl to­ca a ban­da de ma­nei­ra cons­tran­ge­do­ra. De­pois de mais de 10 anos de “tra­ba­lhos”, fi­na­li­zou o ál­bum Chi­ne­se De­mo­cracy, cu­ja pro­du­ção te­ria con­su­mi­do cer­ca de 13 mi­lhões de dó­la­res, com um re­sul­ta­do no má­xi­mo ra­zoá­vel. Em 2016, qu­a­se 23 anos após to­ca­rem jun­tos pe­la úl­ti­ma vez, Slash e Axl se en­con­tram nos pal­cos no­va­men­te, no fes­ti­val Co­a­chel­la e em mais al­guns shows. Os fãs sau­do­sos fi­cam na tor­ci­da pa­ra que as apre­sen­ta­ções se mul­ti­pli­quem ca­da vez mais.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Ap­pe­ti­te For Des­truc­ti­on (1987)

• G N' R Li­es (1988)

• Use Your Il­lu­si­on I e II (1991)

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