THE ROL­LING STO­NES

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Segunda Era -

Em 2012, os Sto­nes co­me­mo­ra­ram 50 anos de car­rei­ra. Com to­do to­o­do es­se tem­po de es­tra­da, es­tra­daa, po­de­ri­am ser co­lo­ca­dos co­mo com­co­mo íco­nes de qual­quer era do rock, mas não se po­de ne­gar que se­jam um pro­du­to le­gí­ti­mo dos anos 60. Por is­so, es­tão aqui.

Eles fo­ram o con­tra­pon­to aos ca­be­los ajei­ta­dos e à po­se de bons mo­ços dos Be­a­tles (cla­ro que is­so mu­dou quan­do Len­non e seus ami­gos dei­xa­ram ca­be­los e bar­bas cres­ce­rem). Eram a má com­pa­nhia, os ca­ras que ne­nhu­ma mãe ou pai de­se­ja­va ver ao la­do de seus fi­lhos (e fi­lhas!). Eram o la­do su­jo do rock. Ou se­ja, eram sim­ples­men­te ir­re­sis­tí­veis.

A his­tó­ria é sim­ples: em 1962, os ami­gos Mick Jag­ger e Keith Ri­chards, que ha­vi­am es­tu­da­do jun­tos, se re­en­con­tram, des­co­brem que cul­ti­vam o mes­mo gos­to mu­si­cal e re­sol­vem mon­tar uma ban­da. Nas­ce o Blu­es Inc., no­me que não du­ra­ria mui­to. Lo­go co­nhe­cem o ta­len­to­so mul­ti­ins­tru­men­tis­ta Bri­an Jo­nes e es­ta­va for­ma­do o nú­cleo do gru­po.

No dia 12 de ju­lho de 1962, já co­mo The Rol­ling Sto­nes, no­me ins­pi­ra­do em uma música de Chuck Ber­ry, e com Jag­ger, Ri­chards, Jo­nes, Dick Taylor (bai­xo) e Mick Avory (ba­te­ria), fa­zem o pri­mei­ro show. De­pois de vá­ri­as mu­dan­ças na for­ma­ção, em 1963, Bill Wy­man e Char­lie Watts en­tram no gru­po, co­mo bai­xis­ta e ba­te­ris­ta, res­pec­ti­va­men­te. Es­se se­ria o quin­te­to res­pon­sá­vel pe­la pri­mei­ra fa­se dos Sto­nes. Em 1969, Mick Taylor subs­ti­tuiu Jo­nes e, em 1974, deu lu­gar a Ron Wo­od, que per­ma­ne­ce no gru­po até ho­je. Bill Wy­man saiu em 1993 e pas­sou a ser subs­ti­tuí­do por mú­si­cos con­tra­ta­dos.

De­pois do lan­ça­men­to do pri­mei­ro ál­bum, em 1964, eles não te­ri­am mais sos­se­go – nem a po­lí­cia. Até 1966, pou­cos fo­ram os mo­men­tos que pas­sa­ram fo­ra do pal­co e, a ca­da apre­sen­ta­ção, o que se via era uma pla­téia en­lou­que­ci­da. So­me-se a is­so es­cân­da­los de to­do ti­po en­vol­ven­do os in­te­gran­tes, es­pe­ci­al­men­te Jo­nes, Jag­ger e Ri­chards, e lo­go se­ri­am um pra­to cheio pa­ra a im­pren­sa sen­sa­ci­o­na­lis­ta. Em 1969, a mor­te trá­gi­ca e mal ex­pli­ca­da de Bri­an Jo­nes, en­con­tra­do mor­to em sua pis­ci­na pou­co de­pois de ter si­do dis­pen­sa­do do gru­po de­vi­do ao ex­ces­so de dro­gas, fez a fes­ta dos jor­na­lis­tas. Mas o pi­or es­ta­va por vir: a mor­te de um fã por se­gu­ran­ças da gan­gue dos Hell's An­gels, con­tra­ta­dos pe­lo gru­po, e de­vi­da­men­te fil­ma­da. Mas es­ses e ou­tros es­cân­da­los já fo­ram bem ex­plo­ra­dos e o que in­te­res­sa aqui é o le­ga­do mu­si­cal des­sa que é cha­ma­da a mai­or ban­da de rock do mun­do.

Obras eter­nas

Des­de o iní­cio, os Sto­nes op­ta­ram por um som mais cru, li­ga­do às raí­zes blu­e­sei­ras de Jag­ger e Ri­chards. No en­tan­top, a con­sa­gra­ção da ban­da só acon­te­ce­ria em 1965, com o me­ga hit (I Can't Get No) Sa­tis­fac­ti­on, do ter­cei­ro ál­bum, Out Of Our He­ads. Mas só em 1966 lan­ça­ri­am um dis­co in­tei­ra­men­te com­pos­to por eles. E co­me­ça­ram bem, com Af­ter­math, uma rara mis­tu­ra de rock e R&B, com tons psi­co­dé­li­cos. Mas é com o ál­bum Beg­gar's Ban­quet, de 1968, que se li­ber­tam de ten­tar se­guir os pas­sos dos Be­a­tles e re­to­mam as raí­zes. A obra, que abria com a po­lê­mi­ca fai­xa Sym­pathy For The De­vil, é a pri­mei­ra de uma sequên­cia de qua­tro dis­cos in­su­pe­rá­veis e fun­da­men­tais pa­ra a his­tó­ria do rock'n'roll, com­ple­ta­da por Let It Ble­ed (1969), Sticky Fin­gers (1971) e Exi­le On Main Stre­et (1972). De­pois dis­so, ape­sar de te­rem com­pos­to hits me­mo­rá­veis, co­mo It's Only Rock'n'Roll (But I Li­ke It), de 1974, e Start Me Up, de 1981, nun­ca mais con­se­gui­ram ela­bo­rar tra­ba­lhos de ta­ma­nha re­le­vân­cia co­mo aque­les. E nem pre­ci­sa­va, pois ali de­ram o re­ca­do de uma ge­ra­ção in­tei­ra.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Beg­gar's Ban­quet (1968)

• Let It Ble­ed (1969)

• Sticky Fin­gers (1971)

• Exi­le On Main Stre­et (1972)

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.