THE WHO

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Segunda Era -

É mais fá­cil co­me­çar pe­la he­ran­ça do que pe­lo iní­cio: as ba­ti­das po­de­ro­sas pre­cur­so­ras do hard rock, os acor­des sim­ples que ge­rou o punk, a com­ple­xi­da­de da ópe­ra rock, as apre­sen­ta­ções fre­né­ti­cas, as gui­tar­ras e ba­te­ri­as es­ti­lha­ça­das, a re­bel­dia ab­sur­da na for­ma de se com­por­tar, to­car e vi­ver. Ago­ra, sim, va­mos aos fatos: o ex­plo­si­vo gru­po lon­dri­no foi for­ma­do em 1962 por Ro­ger Dal­trey, Pe­te Townshend, Doug San­dom e John Entwis­tle, de iní­cio co­mo De­tours, de­pois se tor­nou High Num­bers. Em 1964, San­dom se­ria subs­ti­tuí­do por Keith Mo­on. A trans­for­ma­ção pa­ra The Who ocor­reu após um sin­gle e al­gu­mas apre­sen­ta­ções cu­jo fim já era a des­trui­ção da gui­tar­ra de Pe­te ou a batera de Mo­on. Ape­sar de ter si­do um acidente ini­ci­al (Pe­te que­brou o bra­ço da gui­tar­ra sem que­rer), a des­trui­ção lo­go se trans­for­mou em di­ver­são e mar­ca re­gis­tra­da do gru­po. I Can't Ex­plain, Anyway Anyhow Anywhe­re e, prin­ci­pal­men­te, o hi­no My Ge­ne­ra­ti­on fo­ram su­fi­ci­en­tes pa­ra co­lo­cá-los co­mo uma ban­da de van­guar­da na épo­ca em que Be­a­tles e Sto­nes es­ta­be­le­ci­am pa­râ­me­tros me­nos po­lí­ti­cos e de­sa­fi­a­do­res pa­ra a so­ci­e­da­de. O pri­mei­ro ál­bum, My Ge­ne­ra­ti­on (1965), trou­xe ou­tros sin­gles co­mo Subs­ti­tu­te e I'm a Boy. No se­gun­do ál­bum, A Quick One, de 1966, in­cluí­ram uma mi­ni-ópe­ra, an­te­ci­pan­do Tommy (1969), a ópe­ra rock mais con­sa­gra­da da his­tó­ria, que aca­bou se trans­for­man­do em filme em 75 e abrin­do no­vas pos­si­bi­li­da­des pa­ra ro­quei­ros do mun­do to­do. Se­gui­ram­se a es­sa obra-pri­ma ou­tros gran­des ál­buns co­mo Who's Next, de 1971, re­che­a­do de clás­si­cos e, tal­vez, o mais con­sis­ten­te tra­ba­lho de­les em ter­mos de rock. No­tá­vel tam­bém é o ál­bum du­plo con­cei­tu­al Qu­a­drophe­nia, de 1973, que se trans­for­mou em filme em 1979.

Não se po­de es­que­cer que a par­ti­ci­pa­ção do gru­po em Wo­ods­tock foi o pon­to mais al­to do fes­ti­val, uma ver­da­dei­ra au­la de rock pe­sa­do, ca­ris­ma e com­pe­tên­cia no pal­co. Mas o abu­so de ál­co­ol e ou­tras dro­gas aca­ba­ram le­van­do Keith Mo­on à mor­te por over­do­se em 1979. Townshend de­ci­diu con­ti­nu­ar com o The Who com o ba­te­ris­ta Ken­ney Jo­nes. Com ele, o Who lan­çou os ál­buns The Kids Are Al­right (79), Fa­ce Dan­ces (81) e It's Hard (82). Mas os de­sen­ten­di­men­tos eter­nos en­tre Townshend e Dal­trey le­va­ram o gru­po a se se­pa­rar, em 1982. Se reu­ni­ri­am pa­ra o Li­ve Aid três anos de­pois, pa­ra a co­me­mo­ra­ção de seu 25º ani­ver­sá­rio, em 89, o ani­ver­sá­rio de 50 anos de Ro­ger em 95 e o Li­ve 8 em 2005, en­tre ou­tros even­tos. John Entwis­tle fa­le­ceu de ataque car­día­co em 2002.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• My Ge­ne­ra­ti­on (1965)

• Tommy (1969)

• Who's Next (1971)

• Qu­a­drophe­nia (1973)

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