A fei­jo­a­da foi uma cri­a­ção dos es­cra­vos nas sen­za­las?

BBC History Brasil - - Miscelânea -

RQu­an­do se tra­ta de re­cor­dar a he­ran­ça cul­tu­ral afri­ca­na no Bra­sil, a fei­jo­a­da sem­pre apa­re­ce co­mo igua­ria do pe­río­do co­lo­ni­al. Con­tu­do, a ideia de que os es­cra­vos apro­vei­ta­vam as so­bras `(es­pe­ci­fi­ca­men­te, pés, ore­lhas e ra­bo de por­co) pa­ra cri­ar o fa­mo­so pra­to não é a ver­são mais acei­ta pe­los his­to­ri­a­do­res. Acre­di­ta-se que a fei­jo­a­da sur­giu co­mo uma adap­ta­ção dos pra­tos co­muns na Eu­ro­pa – o cas­sou­let se­ria o “pri­mo” mais fa­mo­so da ver­são bra­si­lei­ra. En­tão, o que os ser­vos co­mi­am se a fei­jo­a­da não era o im­pro­vi­so que cri­a­ram pa­ra se ali­men­tar? Com a es­cas­sez de ali­men­tos, já que os pro­du­tos de Por­tu­gal eram mui­to ca­ros e co­mo o cul­ti­vo no Bra­sil tam­bém não era de­sen­vol­vi­do, a fa­ri­nha de man­di­o­ca, além do fei­jão, do mi­lho e das frutas, com­pu­nha a di­e­ta dos ca­ti­vos.

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