DF re­gis­tra pri­mei­ra mor­te do ano por cau­sa de gri­pe

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A ocor­rên­cia de ca­sos de sín­dro­me res­pi­ra­tó­ria agu­da gra­ve (SRAG), uma com­pli­ca­ção da gri­pe, as­sus­ta o Dis­tri­to Fe­de­ral e o En­tor­no.

Ao­cor­rên­cia de ca­sos de sín­dro­me res­pi­ra­tó­ria agu­da gra­ve (SRAG), uma com­pli­ca­ção da gri­pe, as­sus­ta o Dis­tri­to Fe­de­ral e o En­tor­no. A ca­pi­tal re­gis­trou o pri­mei­ro óbi­to de 2017. A Se­cre­ta­ria de Saú­de no­ti­fi­cou 195 in­fec­ções da do­en­ça, sen­do que 58 es­tão con­fir­ma­das la­bo­ra­to­ri­al­men­te. Nos mu­ni­cí­pi­os vi­zi­nhos, seis mor­re­ram e 32 ado­e­ce­ram. A cir­cu­la­ção do ví­rus H3N2, um ti­po mais bran­do que o H1N1, aler­ta pa­ra um ano de aten­ção a es­se ti­po de mi­cro­or­ga­nis­mo, que não te­ve cir­cu­la­ção em 2016. Ele é o cau­sa­dor de 13,8% das con­ta­mi­na­ções.

A si­tu­a­ção mais crí­ti­ca é em Cei­lân­dia e no Re­can­to das Emas (leia Aler­ta). Ape­sar do ce­ná­rio, a Se­cre­ta­ria de Saú­de ga­ran­te que o con­tex­to era es­pe­ra­do. A as­cen­são das in­fec­ções se deu a par­tir da úl­ti­ma se­ma­na de mar­ço. As cri­an­ças de até 4 anos es­tão na fai­xa etá­ria mais aco­me­ti­da — 60% dos re­gis­tros ocor­re­ram nes­se pú­bli­co. Os adul­tos en­tre 20 e 59 anos re­pre­sen­tam 17,2% dos con­tá­gi­os.

A ví­ti­ma da gri­pe, uma mu­lher de 43 anos, ti­nha di­a­be­tes e mo­ra­va em Ri­a­cho Fun­do. A Se­cre­ta­ria de Saú­de não di­vul­gou ou­tros de­ta­lhes do per­fil de­la e por qual ví­rus ela foi aco­me­ti­da. “A so­ma­tó­ria de even­tos que a le­vou ao óbi­to”, re­su­me a di­re­to­ra de Vi­gi­lân­cia Epi­de­mi­o­ló­gi­ca, He­loí­sa da Sil­va Araú­jo. Se­gun­do ela, a mor­te não é mo­ti­vo pa­ra pâ­ni­co. En­tre­tan­to, a es­pe­ci­a­lis­ta acres­cen­ta que ago­ra, com a que­da das tem­pe­ra­tu­ras, é o pe­río­do mais pro­pen­so a con­ta­mi­na­ções. “Não exis­te an­te­ci­pa­ção nem au­men­to dos ca­sos. As ocor­rên­ci­as não de­vem se agra­var por­que es­ta­mos fa­zen­do a va­ci­na­ção, o que evi­ta a pro­pa- ga­ção do ví­rus. Mas, pa­ra is­so, as pes­so­as de­vem se imu­ni­zar”, afir­ma. O aler­ta vem com um tom de ape­lo. “Os gru­pos pri­o­ri­tá­ri­os de­vem se va­ci­nar e não dei­xar pa­ra o Dia D. O adul­to aguen­ta fi­car com gri­pe, mas a cri­an­ça é mais frá­gil e, nor­mal­men­te, é hos­pi­ta­li­za­da e tem com­pli­ca­ções”, de­ta­lha He­loí­sa. O ví­rus sin­ci­ci­al res­pi­ra­tó­rio (VSR) ain­da é pre­do­mi­nan­te no DF, ape­sar do cres­ci­men­to do H3N2. Ele cau­sa in­fec­ção agu­da do tra­to res­pi­ra­tó­rio. A mai­o­ria das cri­an­ças é in­fec­ta­da no pri­mei­ro ano de vi­da. “Es­se pú­bli­co tem di­rei­to a se va­ci­nar con­tra a gri­pe na re­de pú­bli­ca. Es­sa é a me­lhor for­ma de pre­ven­ção”. A me­ta é va­ci­nar 687 mil pes­so­as, pú­bli­co re­cor­de.

en­tor­no

Des­de o iní­cio do ano, 32 mo­ra­do­res da re­gião ti­ve­ram a do­en­ça. Até o mo­men­to, No­vo Ga­ma, Val­pa­raí­so, Lu­zi­â­nia, For­mo­sa e Pla­nal­ti­na re­gis­tra­ram mor­tes — uma de­las por H1N1. A mé­di­ca Sa­man­ta Tei­xei­ra, da Co­or­de­na­ção de Do­en­ças Imu­no­pre­vi­ní­veis e Res­pi­ra­tó­ri­as de Goiás, an­co­ra­da na va­ri­a­ção dos ca­sos em re­la­ção ao sur­to do ano pas­sa­do — em 2016, mais de 200 pes­so­as ado­e­ce­ram e 34 mor­re- ram — ga­ran­te que não há mo­ti­vo pa­ra mai­o­res pre­o­cu­pa­ções. “Àque­la épo­ca, hou­ve pâ­ni­co por cau­sa do H1N1. Uma si­tu­a­ção di­fe­ren­te da que vi­ve­mos ago­ra. Es­ta­mos fa­zen­do uma vi­gi­lân­cia mais sig­ni­fi­ca­ti­va e am­pli­a­mos o pai­nel de ví­rus mo­ni­to­ra­do”, ex­pli­ca Sa­man­ta.

Em 2017, a va­ci­na­ção no En­tor­no te­rá um pú­bli­co 3% me­nor do que no ano pas­sa­do. O pú­bli­co-al­vo pas­sou de 196.174, em 2016, pa­ra 191.550. Lu­zi­â­nia, dis­tan­te 60km de Bra­sí­lia, po­de con­cen­trar as imu­ni­za­ções. No to­tal, 36.990 pes­so­as de­vem re­ce­ber a pro­te­ção.

AG. BRA

Óbi­to fez a Se­cre­ta­ria de Saú­de re­for­çar o aler­ta pa­ra va­ci­na­ção nos pos­tos de saú­de da ca­pi­tal

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