Fun­dos de pen­são vão ter re­gra mais du­ra

Brasil em Folhas - - Primeira Página -

Com os prin­ci­pais fun­dos de pen­são em gra­ve si­tu­a­ção fi­nan­cei­ra, a pre­vic (res­pon­sá­vel pe­la fis­ca­li­za­ção e con­tro­le des­sas entidades) pre­pa­ra me­di­das pa­ra ten­tar coi­bir er­ros que atin­gem o bol­so de mais de 200 mil em­pre­ga­dos e apo­sen­ta­dos de es­ta­tais.

a en­ti­da­de, que re­cém de­cre­tou in­ter­ven­ção na pos­ta­lis (Cor­rei­os), pla­ne­ja au­men­tar o va­lor das pu­ni­ções por má ges­tão e im­plan­tar re­gras mais rí­gi­das pa­ra no­me­a­ção dos ad­mi­nis­tra­do­res. No fim do ano, qu­an­do en­trar em vi­gor o pla­no pa­ra co­brir o rom­bo da pe­tros, que ad­mi­nis­tra o fun­do de pen­são da pe­tro­bras, 222,6 mil em­pre­ga­dos e apo­sen­ta­dos de es­ta­tais se­rão atin­gi­dos com con­tri­bui­ções ex­tra­or­di­ná­ri­as pa­ra co­brir os rom­bos que ti­ve­ram iní­cio nos go­ver­nos lu­la e Dil­ma.

pa­ra par­ti­ci­pan­tes e ad­mi­nis­tra­do­res atu­ais, a cri­se é re­sul­ta­do de má ges­tão e apa­re­lha­men­to po­lí­ti­co das fun­da­ções, que pas­sa­ram a apos­tar em in­ves­ti­men­tos de in­te­res­se do go­ver­no, co­mo a em­pre­sa de son­das se­te Bra­sil, ho­je em re­cu­pe­ra­ção ju­di­ci­al. entidades li­ga­das aos par­ti­ci­pan­tes cri­ti­cam a de­mo­ra da pre­vic em agir. apo­sen­ta­dos dos Cor­rei­os e da pe­tro­bras, por exem­plo, vêm de­nun­ci­an­do pro- ble­mas há anos. “por que só de­ci­di­ram in­ter­vir ago­ra?”, diz Ma­ria inês Ca­pel­li, da as­so­ci­a­ção dos pro­fis­si­o­nais dos Cor­rei­os, que che­gou a pe­dir in­ter­ven­ção no fun­do em 2014. em ju­nho, o bu­ra­co dos fun­dos de pen­são de­fi­ci­tá­ri­os no Bra­sil so­ma­va R$ 78 bi­lhões, R$ 6 bi­lhões a mais do que no ano an­te­ri­or.

No car­go des­de mar­ço, o pre­si­den­te da pre­vic, Fá­bio Coelho, diz que até o fim do ano a en­ti­da­de lan­ça­rá de­cre­to au­men­tan­do as mul­tas pa­ra ges­tão ir­re­gu­lar nas fun­da­ções, ho­je em R$ 40 mil –va­lor con­si­de­ra­do pe­lo exe­cu­ti­vo “mui­to bran­do”. O no­vo mon­tan­te não foi de­fi­ni­do. O de­cre­to tra­rá tam­bém a pos­si­bi­li­da­de de ad­ver­tên­cia aos ges­to­res, pa­ra ca­sos de fal­tas me­no­res. Coelho dis­se ain­da que a au­tar­quia já deu iní­cio à apli­ca­ção de re­gras mais rí­gi­das pa­ra ha­bi­li­tar di­ri­gen­tes de fun­dos, com aná­li­se da qua­li­fi­ca­ção, exi­gên­cia de re­pu­ta­ção ili­ba­da e en­tre­vis­ta pre­sen­ci­al com in­di­ca­dos a car­go de di­re­tor de in­ves­ti­men­to. O di­ri­gen­te não quis co­men­tar a si­tu­a­ção es­pe­cí­fi­ca de ca­da fun­da­ção. em re­la­tó­rio des­te mês, a pre­vic diz que o fu­tu­ro dos fun­dos em cri­se de­pen­de­rá da ve­lo­ci­da­de pa­ra im­plan­tar pla­no pa­ra co­brir os rom­bos, cha­ma­do de equa­ci­o­na­men­to. Nes­se pro­ces­so, os par­ti­ci­pan­tes de um pla­no de­fi­ci­tá­rio (os da ati­va e os apo­sen­ta­dos) e as em­pre­sas pa­tro­ci­na­do­ras são cha­ma­dos a dar uma con­tri­bui­ção ex­tra. a pe­tros foi a úl­ti­ma a apro­var seu pla­no, em agos­to. an­tes, Fun­cef (da Cai­xa) e pos­ta­lis já ha­vi­am ado­ta­do a me­di­da. O pre­si­den­te da pre­vic diz que o ce­ná­rio de que­da dos ju­ros é ou­tro ris­co pa­ra os planos de pre­vi­dên­cia de­fi­ci­tá­ri­os, ao au­men­tar o va­lor con­tá­bil dos com­pro­mis­sos fu­tu­ros com o pa­ga­men­to de be­ne­fí­ci­os e re­du­zir os ga­nhos com in­ves­ti­men­tos.

a au­tar­quia cal­cu­la que ven­ce­rão, nos pró­xi­mos cin­co anos, R$ 30 bi­lhões em apli­ca­ções em tí­tu­los cor­ri­gi­dos pe­la ta­xa bá­si­ca de ju­ros (que caiu seis pon­tos em um ano), re­cur­sos que te­rão que ser rein­ves­ti­dos em um ce­ná­rio de ju­ros mais bai­xos.

REPRODUÇÃO TV

Pos­ta­lis (Cor­rei­os) - Es­tá sob in­ter­ven­ção da Pre­vic des­de quar­ta (4).

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