Cai in­fluên­cia do PT no Nor­des­te

Correio da Bahia - - Brasil -

ELEI­ÇÕES 2016 O PT per­deu sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te sua in­fluên­cia na elei­ção des­te ano no Nor­des­te, prin­ci­pal re­du­to pe­tis­ta no país des­de a che­ga­da do par­ti­do ao go­ver­no fe­de­ral, em 2002. No do­min­go, a le­gen­da ele­geu 114 pre­fei­tos na re­gião, 37,7% a me­nos do que os 183 de 2012. Em po­pu­la­ção, is­so re­pre­sen­ta uma per­da de qua­se me­ta­de dos elei­to­res go­ver­na­dos pe­la si­gla na re­gião.

O PT di­mi­nuiu o nú­me­ro de pre­fei­tu­ras em seis dos no­ve es­ta­dos do Nor­des­te. As mai­o­res per­das fo­ram jus­ta­men­te na­que­les que são go­ver­na­dos por pe­tis­tas. Na Bahia, ad­mi­nis­tra­da por Rui Cos­ta, o PT ele­geu 39 pre­fei­tos es­te ano, 53 a me­nos do que em 2012. No Ce­a­rá, go­ver­na­do por Ca­mi­lo San­ta­na, a le­gen­da em­pla­cou 15 pre­fei­tos, 11 a me­nos que na úl­ti­ma su­ces­são mu­ni­ci­pal.

O par­ti­do tam­bém ele­geu me­nos pre­fei­tos nes­te ano em Per­nam­bu­co, Ser­gi­pe, Rio Gran­de do Nor­te, Pa­raí­ba e Ma­ra­nhão. O úni­co es­ta­do em que a si­gla au­men­tou o nú­me­ro foi o Pi­auí, go­ver­na­do pe­lo pe­tis­ta Wel­ling­ton Di­as. Lá, a le­gen­da ven­ceu em 38 ci­da­des, 17 a mais do que em 2012. Em Ala­go­as, o PT ele­geu dois pre­fei­tos es­te, mes­mo nú­me­ro ob­ti­do na úl­ti­ma elei­ção.

Das no­ve ca­pi­tais do Nor­des­te, o PT te­ve can­di­da­tu­ra pró­pria em cin­co, mas não con­se­guiu ven­cer em ne­nhu­ma no pri­mei­ro tur­no. Só dis­pu­ta­rá o se­gun­do tur­no no Re­ci­fe, com João Pau­lo. Em to­das as ou­tras (For­ta­le­za, Na­tal, João Pes­soa e Ma­ceió), a si­gla foi der­ro­ta­da. Nas ou­tras qua­tro ca­pi­tais, a le­gen­da apoi­ou ali­a­dos. Em Ara­ca­ju e São Luís, es­ses par­cei­ros dis­pu­ta­rão se­gun­do tur­no.

Com a di­mi­nui­ção do nú­me­ro de pre­fei­tu­ras, o PT tam­bém viu o elei­to­ra­do sob sua in­fluên­cia di­mi­nuir no Nor­des­te. Em 2012, as 183 ci­da­des da re­gião em que ele­geu pre­fei­to so­ma­vam 2,569 mi­lhões de elei­to­res. Nes­te ano, os 113 mu­ni­cí­pi­os con­quis­ta­dos pe­la si­gla pos­su­em 1,403 mi­lhão de elei­to­res, re­du­ção de 45,3% de sua in­fluên­cia. O nú­me­ro de elei­to­res “co­man­da­dos” por pe­tis­tas caiu em seis dos no­ve es­ta­dos nor­des­ti­nos. A mai­or di­mi­nui­ção ocor­reu na Bahia, se­gui­do por Ce­a­rá, Per­nam­bu­co, Ser­gi­pe, Pa­raí­ba e Rio Gran­de do Nor­te. Em três, o elei­to­ra­do na es­fe­ra pe­tis­ta cres­ceu no Pi­auí, Ma­ra­nhão e Ala­go­as. Pa­ra o lí­der do PT na Câ­ma­ra, o de­pu­ta­do bai­a­no Afon­so Flo­ren­se, o re­sul­ta­do é con­sequên­cia de “mui­tas va­riá­veis”. Uma de­las, diz, é o fa­to de o par­ti­do ser opo­si­ção no pla­no fe­de­ral - em 2012, a si­gla co­man­da­va a Pre­si­dên­cia. “Mui­tos mu­ní­ci­pes vo­tam pre­ten­den­do ele­ger pre­fei­tos que le­vam re­cur­sos do go­ver­no fe­de­ral pa­ra lá. Na Bahia, por exem­plo, PMDB e PSDB usa­ram o go­ver­nis­mo a seu fa­vor”, afir­ma.

Ou­tro mo­ti­vo, acres­cen­ta Flo­ren­se, foi a mi­gra­ção pa­ra ou­tros par­ti­dos de pre­fei­tos que se ele­ge­ram pe­lo PT em 2012, após o des­gas­te na­ci­o­nal da le­gen­da. “Mui­tos que en­tra­ram no par­ti­do no au­ge saí­ram na ho­ra do tran­co”, ava­lia o lí­der. Nes­ta elei­ção, a si­gla lan­çou 989 can­di­da­tos a pre­fei­tos, qua­se 44% a me­nos do que os

1.759 da su­ces­são an­te­ri­or.

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