Go­ver­no acer­ta vo­ta­ção da PEC do te­to de gas­tos pa­ra se­gun­da-fei­ra

Correio da Bahia - - Economia -

PRO­POS­TA O per­cen­tu­al mí­ni­mo a ser in­ves­ti­do em saú­de em 2020 de­ve ser an­te­ci­pa­do pa­ra 2017. Es­te foi o pon­to prin­ci­pal do re­la­tó­rio do de­pu­ta­do Dar­cí­sio Pe­ron­di (PMDB-RS), so­bre a pro­pos­ta de emen­da à Cons­ti­tui­ção (PEC) 241, apre­sen­ta­da on­tem à co­mis­são es­pe­ci­al cri­a­da na Câ­ma­ra pa­ra dis­cu­tir o as­sun­to. O presidente da Re­pú­bli­ca, Michel Te­mer, reu­niu o mi­nis­tro-che­fe da Ca­sa Ci­vil, Eli­seu Pa­di­lha, o se­cre­tá­rio de go­ver­no, Ged­del Vieira Li­ma, e 13 lí­de­res da ba­se ali­a­da, na tar­de de on­tem, no Pa­lá­cio do Pla­nal­to, pa­ra acer­tar a vo­ta­ção da PEC. A pro­pos­ta – de au­to­ria do mi­nis­tro da Fa­zen­da, Hen­ri­que Mei­rel­les – li­mi­ta pe­las pró­xi­mas du­as dé­ca­das o au­men­to das des­pe­sas pú­bli­cas à in­fla­ção do ano an­te­ri­or. Du­ran­te a reu­nião, o presidente fez um ape­lo aos ali­a­dos pa­ra que a pro­pos­ta se­ja vo­ta­da, na pró­xi­ma se­gun­da-fei­ra, na Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos. A im­po­si­ção de um te­to pa­ra as áre­as de saú­de e edu­ca­ção é um dos pon­tos da PEC que mais en­fren­tam re­sis­tên­cia no Con­gres­so. Se­gun­do a pro­pos­ta do go­ver­no, a ideia é que es­se te­to vi­go­re por 20 anos, não po­den­do ser al­te­ra­do até o no­no ano. O presidente da Câ­ma­ra, Rodrigo Maia (DEM-RJ), con­si­de­rou po­si­ti­vos os ajus­tes apre­sen­ta­dos à PEC pe­lo re­la­tor. De acor­do com Maia, a PEC é im­por­tan­te por­que li­mi­ta os gas­tos dos go­ver­nos e evi­ta a cri­a­ção de no­vos im­pos­tos pa­ra que che­fes do Exe­cu­ti­vo con­si­gam fe­char o cai­xa. Maia des­ta­cou que a cri­a­ção de im­pos­tos tem si­do usa­da des­de a dé­ca­da de 90 pe­los go­ver­nan­tes pa­ra re­sol­ver os pro­ble­mas de cai­xa. “Até por is­so, a car­ga tri­bu­tá­ria es­tá em 40%, e os gas­tos do go­ver­no saí­ram de 10% das nos­sas ri­que­zas do PIB (Pro­du­to In­ter­no Bru­to, so­ma de to­dos os bens e ser­vi­ços pro­du­zi­dos no país) es­tão em qu­a­se 20% e vão ca­mi­nhar mais, se não fi­zer­mos na­da”. Pa­ra Maia, a apro­va­ção da PEC vai co­lo­car o go­ver­no em boa con­di­ção pa­ra fa­zer o ajus­te das con­tas, sem ter que re­cor­rer ao au­men­to de im­pos­tos.

Saú­de e edu­ca­ção Es­ses gas­tos tam­bém fi­cam li­mi­ta­dos pe­la in­fla­ção do ano an­te­ri­or e não mais vin­cu­la­dos à re­cei­ta lí­qui­da do go­ver­no

Pu­ni­ção O po­der que ex­tra­po­lar o te­to não po­de­rá re­a­li­zar con­cur­so pú­bli­co no ano se­guin­te nem con­ce­der re­a­jus­te aos ser­vi­do­res

Vi­gên­cia A par­tir de 2017, se for apro­va­da pe­lo Con­gres­so

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